As coisas acontecem fora da sua zona de conforto :)

Conforto é bom né? Adoro. Pra mim não há nada mais confortável e gostoso que ficar em casa, aconchegada nas cobertas, com uma caneca de chocolate quente vendo um filminho. Isso no inverno né. No verão a coisa melhor é ficar no ar condicionado, de preferência bem frio mesmo e me agarrar nas cobertas. Aquela preguiça total. Mas se eu quiser que alguma mudança ocorra minha vida, eu preciso sair da minha zona de conforto.

zona de conforto

Ah, mas tá tão gostoso aqui….

Eu sei, eu sei. E tudo bem, zona de conforto é bom mesmo. Te hora que a gente precisa mesmo disso. Do conforto, de se sentir protegido, de se esconder um pouquinho desse mundo louco.  De comer uma comidinha gostosa, um comford food. “Tudibom” na vida.

Sabe onde mora o perigo? Nesse esconderijo que você gosta de ficar de vez em quando. Um diabinho fica ali no seu ouvido dizendo “Levantar pra quê? Pra que você vai se incomodar com os problemas do seu amigo? Pra quê dieta se esse bolo de chocolate te faz tão feliz?! Ir pra academia, quem faz isso?? Fica aqui que tá gostosinho, você merece uma pausa…” Aí, você vai acreditando nesse diabinho da indulgência e acaba se rendendo a ele.  Sim, você merece uma pausa de vez em quando! Não me leve a mal. O problema é querer morar na pausa, entende?

Querer é poder mas…

Eu não vou emagrecer só de estar aqui desejando muito e pedindo pra uma estrela cadente ou acendendo uma vela pro santo das causas desesperadas. Ajuda o santo a te ajudar, meu bem. Quer emagrecer pra ser mais saudável, pra se sentir mais bonita (o), pra esfregar na cara da sociedade o quão gata você é, pra entrar naquela calça? Não importa o motivo.  Vai ter que sair da zona de conforto sim. Planejar uma alimentação saudável, mudar hábitos e fazer exercício! (Confesso que queria que aquela história de emagrecer dormindo fosse verdade, mas tentei e não deu certo, juro!) E dependendo do caso, alem de conversar com o médico direitinho e consultar um nutricionista, pode ser que algumas pessoas precisem de cirurgia. Mas aí o buraco é mais embaixo…. e outra, saúde em primeiro lugar sempre, tá?

Isso é só um exemplo, claro. Serve para tudo na vida. Se há algo que você deseje, precisa fazer algo a respeito. Precisa sair da casca.

Se seu sonho é viajar o mundo, não fica esperando ganhar na loteria. Junte dinheiro, planeje, faça orçamentos. Escolha um lugar pra ir primeiro, pesquise os preços. Se for necessário faça uma economia pra atingir seu objetivo mais rápido. Você precisa mesmo daquela “brusinha”? Nem é um sacrifício tão grande, vai?

Falando em sacrifícios…

Quando eu estava na faculdade, meu sonho era fazer uma pós graduação no exterior. Eu não sabia exatamente como seria, mas eu sabia que, pra início de conversa, teria que aprender a língua nativa do lugar escolhido por mim. Enquanto cursava a faculdade paralelamente comecei meu curso de Italiano. Consegui um curso bom praticamente gratuito e todo sábado de manhã cedinho estava eu lá assistindo as aulas. Isso depois de ter passado a semana inteira na faculdade estudando o dia inteiro (meu curso era integral).

Foram muitas e muitas horas de dedicação da minha vida. Era sacrificante, era. Mas era só o começo. Depois de me formar comecei a trabalhar e passei mais dois anos juntando dinheiro para poder ir. Escolhi o curso, dei entrada nos procedimentos pela embaixada. Tudo muito burocrático, lento e dispendioso. Contei com ajuda de família e amigos, graças a Deus. Até que finalmente parti. Teria que primeiro passar numa prova de ingresso na universidade de lá. Uma prova na língua nativa deles. Consegui.

Os próximos quase três anos estudando lá foram os mais difíceis. Apesar da experiência maravilhosa que foi eu passei por muitas dificuldades. O dinheiro que eu havia juntado não era nem de longe o suficiente para sobreviver lá. Tive que conseguir empregos e trabalhei em call centers e dando aula de português em uma escolinha de línguas estrangeiras em Roma. Mesmo assim o dinheiro era curto. Cheguei a passar fome alguns dias quanto tudo o que tinha era 5 euros no bolso. Tive momentos de frio também já que nossas roupas brasileiras não estão preparadas para o frio que faz no exterior. Foi assustador, mas eventualmente as coisas melhoraram. Consegui uma bolsa de estudos e consegui viver com um pouco mais de serenidade e me dedicar melhor aos estudos.

Sair da zona de conforto vale a pena sim!

Foi difícil demais. Mais do que eu imaginava. Chegava a ser opressor o fato de ter que falar outra língua praticamente 24h por dia todos os dias. Aprendi demais com isso, mas não foi fácil. Não foi nada fácil se sentir sozinha, não foi nada fácil enfrentar preconceito até mesmo de professores por ser sul-americana. (sim, teve até isso!) Cheguei a desenvolver um mini pânico, que era assim: quando eu me deitava para dormir, e começava a pegar no sono, eu acordava assustada com falta de ar. Achei que fosse algum problema de saúde, mas conversando com meu pai no telefone ele quem me deu o toque que era algo relacionado ao meu psicológico.

Falando em pai, eu o perdi enquanto estava morando longe. Os dois últimos anos da vida dele eu não estava com ele. Ele morreu em um acidente uns dias antes de ir me encontrar na Itália para me ajudar a encontrar um apartamento novo pra alugar pois eu precisava me mudar. Foram muitos os sacrifícios. Muitos mesmo.

Aí você me pergunta: valeu a pena sair da sua zona de conforto e viver tudo isso, passar por coisas tão ruins? Sim, valeu. Eu perdi meu pai sim, mas porque era a hora dele. Eu tenho certeza de que ele se foi orgulhoso da filha que tinha. Ele me criou pra enfrentar essas batalhas e sair mais forte delas. E foi o que eu fiz.

O que eu aprendi com as minhas experiências:

Os sacrifícios foram muitos. Mas realizei muitos sonhos também. Viajei o mundo – não tanto como a Glória Maria, mas ainda há tempo. Aprendi a me adaptar a todas as situações para sobreviver de maneira digna. Aprendi que a vida não é bolinho e não adianta ficar de mimimi esperando que passem a mão na nossa cabeça. Pois não irão. A vida bate, mas é pra você se levantar e encarar ela de volta.

Em contrapartida aprendi também que sozinhos não vamos a lugar nenhum. Que mesmo de longe amigos são valiosos nas horas mais escuras e que afastá-los é burrice. Uma palavra amiga, um conselho, são necessários no nosso kit de sobrevivência. Além disso, as adversidades existem para nos depurarmos. Não se pode viver isolado, escondido. Tudo faz parte do nosso crescimento e evolução.

Aprendi a ser mais generosa, mais honesta – principalmente quando tudo parecia ser enganação. Aprendi que devemos ser sempre gentis, mas às vezes é necessário sabermos nos impor para sermos respeitados.

Aprendi a comer coisas diferentes, a cozinhar pratos típicos de lugares que visitei, a apreciar culturas.  Nossa… quanta coisa eu já vivi e já aprendi! E continuo aprendendo! Vou me aprimorando para sempre me tornar uma pessoa mais feliz e realizada. Sem depositar meus sonhos na conta de ninguém, pois os meus sonhos são meus e não dos outros.

Continuar a sonhar é importante. Mais importante ainda é buscar uma maneira de realizar.

Eu acredito de todo o coração que é importante continuar sonhando. Sonhar e realizar, sonhar e realizar. Isso me faz continuar seguindo esperando pela próxima novidade da vida que vai fazer meus olhos brilharem. Não quero nunca perder esse brilho.

É preciso ter propósitos na vida. Caso contrário a gente estagna lá na zona de conforto e não sai nunca mais. E quando a gente estagna sabe o que acontece? Começamos a achar tudo um tédio, tudo um saco, começamos a reclamar de tudo, brigar por besteira e há até quem caia em depressão.

Então vamos combinar uma coisa? Por mais difícil que seja, por mais sacrifícios que envolva, planeje, se levante, e corra atrás dos seus sonhos. Porque do céu só cai chuva (e neve em alguns lugares). E nem adianta esperar por um meteoro pra destruir a humanidade e resetar tudo de errado que há, as chances são bem poucas. Então bora se levantar que esses sonhos aí não vão realizar sozinhos. Fora dessa zona de conforto já!

Beijos e até semana que vem! Que seu fim de semana seja lindo e cheio de novidades!

Gosta de textos assim? Tem mais aqui ó.

World of Warcraft – porque eu amo tanto esse jogo

Eu sempre quis fazer um post sobre o meu game favorito no mundo inteiro, o World of Warcraft. Ou WoW como carinhosamente os chamamos. Mas existe já um site maravilhoso chamado WoW Girl que fala tudo o que você pode imaginar dos jogos da querida Blizzard. As meninas que escrevem lá trazem posts com dicas e novidades dos jogos de maneira extremamente competente e completa. Ajudam demais os gamers. Sou fã delas e graças às dicas que elas fornecem consegui realizar coisas dentro do jogo quando eu estava super perdida sem saber o que fazer. Assim sendo, decidi contar pra vocês porque amo tanto esse jogo, do qual sou adepta há anos. Isso mesmo, anos. É um jogo pra vida toda.

World of Warcraft

Pra quem não conhece, World of Warcraft é um jogo on-line de MMORPG, que foi lançado em 2004.  Lembra quando eu falei do ESO aqui no blog? Se não lembra, aproveita e clica aqui. Então, é o mesmo tipo de game, só que o WoW é bem mais antigo. E já foi considerado o game on-line mais popular do mundo quando em 2010 contava com 11 milhões de jogadores ativos. É muita gente!

World of Warcraft
Tenho várias montarias lindas! Essa daí é uma das minhas favoritas. Uma serpente alada, estilo dragão chinês. Sobrevoando a cidade mágica Dalaran! <3

O World of Warcraft se passa no mundo fantástico de Azeroth, mundo este que foi introduzido pela Blizzard em 1994 no game Warcraft: Orcs & Humans. Este era um game de estratégia que tratava do conflito entre duas raças inimigas: humanos e orcs. Aliás vocês viram o filme? Tô aqui esperando pela continuação, pois super merece! ( Eu sei que a bilheteria não foi lá essas coisas, mas sou fan girl, me deixa! hahahah)

Foi um jogo de grande sucesso pra época, que ganhou algumas outras versões, nos quais você podia jogar a cada momento que a história pedisse com um dos heróis. Até que em 2004 eles lançaram o World of Warcraft, que me deixou de olhos brilhando. Eu poderia criar e controlar uma personagem do jeito que eu quisesse. Do jeitinho que eu fazia quando jogava GURPS, um Role-playing game de mesa que eu amava.

A história do game evolui junto com ele. A cada patch lançado ou a cada expansão nova, mais coisas da história de Azeroth, das raças e dos heróis principais se revelam.  A história rica e a mitologia complexa. Não é apenas um joguinho, você se envolve com a história, você é um herói. Eu acredito de todo o coração que isso é o que mais deixa os fãs encantados com World of Warcraft. Claro que além das mecânicas, os desafios, os eventos semanais, as masmorras e raides. O jogo é muito rico e com uma infinidade de coisas para fazer dentro dele.

Os fãs do game torcem e gostam de saber o que vai acontecer com seus heróis favoritos. Nada em World of Warcraft é à toa. Está tudo interligado. Dá pra jogar sem prestar atenção em nada disso? Sim, dá. Mas sem dúvida nenhuma a experiência de jogo é mais completa quando você se envolve com o que está acontecendo e entende porque existem tantos bosses para derrotar.

Eu mesma fico impressionada com a criatividade dos caras da Blizzard pra criar tantas mecânicas diferentes para as raides e masmorras. Cada boss tem que ser derrotado de uma maneira diferente. O jogo oferece manuais para cada um deles, mas com certeza uma coisa que facilita a vida são os addons como o Deadly Boss Mode. É importante lembrar que se o addon não estiver devidamente atualizado pode dar conflito com o game.

Eu já experimentei jogar com várias raças e classes diferentes. Elas estão divididas entre duas facções a, Aliança e a Horda. Entre as raças da aliança temos os Anões, os Draenei, os Humanos, os Elfos Noturnos, os Gnomos, os Worgens e os Pandaren. Na horda temos os Trolls, Elfos Sangrentos, Taurens, Orcs, Goblins, Renegados e Pandarens.

World of Warcraft
Vários chars que criei de diversas raças e classes. A maioria delas são da Aliança, não sei porque, mas não dou muito fã da Horda…

As classes que existem são: Druida, Caçador, Mago, Paladino, Sacerdote, Ladino, Xamã, Bruxo, Guerreiro, Cavaleiro da Morte, Monge e Caçador de Demônios. Cada raça e classe tem seus pontos fortes e pontos fracos, vantagens e desvantagens. Além disso existem papéis a desempenhar. A escolha desses parâmetros vai depender do papel que você tem vontade de desempenhar (Tanque – aquele que aguenta as pancadas enquanto os coleguinhas batem no monstro; Healer – que vão curar o tanque e os amiguinhos que estiverem sendo feridos; e DPS – os que decem o cacete, tendo bastante dano mas não conseguem se curar ou tem muita vida).

Amo demais World of Warcraft, sempre amei. Desde que foi lançado. No inicio aqui no Brasil a gente não podia ter acesso, então acabei conhecendo o game dando aquele jeitinho brasileiro. Mas assim que foi possível para nós brasileiros nos conectarmos nos servidores do WoW (leia-se passaram a aceitar nossos cartões de crédito), lá estava eu já pronta pra adquirir o jogo. E que alegria foi poder jogar em um servidor oficial com tudo funcionando redondinho!

Entre idas e vindas, já criei vários personagens. De várias raças. Mas acabo caindo sempre no meu favorito. Minha mais char é uma Elfa Noturna Maga Arcana. Sou boa? Não. Mas amo e continuo jogando assim mesmo. Me perco dentro do mundo de Azeroth e fico horas por lá.

World of Warcraft
Isilawen, minha main char. Sou aquela nerd que escolheu esse nome por ser Cynthia em élfico. Ah bons tempos de Senhor dos Anéis… E o transmog total inspirado na Beyoncé? 😅😜
World of Warcraft
Isilnë – uma elfa noturna caçadora de demônios que criei para testar a classe quando ela foi lançada.
World of Warcraft
Na minha cabeça criei uma história onde Isilnë e Isilawen são gêmeas, porém Isilnë por sua ganância de poder acabou foi seduzida pelos terríveis poderes da Legião. Assim as irmãs nunca mais se viram. D=

Me divirto demais com os eventos semanais e com as piadinhas que tem dentro do jogo. São piadas antenadas com nossa atualidade. Trocadilhos, pra ser mais exata. E nos eventos semanais você pode desempenhar quests divertidíssimas e ganhar conquistas no jogo. Sério gente, World of Warcraft é mais que um game. É uma experiência.

No início de novembro (dias 3 e 4) vai rolar a Blizzard Con 2017. O evento traz as novidades de todos os games da Blizzard, e estou ansiosa pelo que vai ser anunciado. Como o evento vai acontecer na California, a Blizzard oferece aos fãs a opção de comprar um ingresso virtual e acompanhar tudo on-line. Esse ingresso é interessante principalmente pelos brindes que oferece aos jogadores. No WoW eles estão dando de brinde junto com o ingresso duas montarias exclusivas, uma para a horda e uma para a aliança. Caso não queira comprar o ingresso virtual, dá para assistir algumas coisinhas on-line que eles disponibilizarão gratuitamente.

Outra coisa super legal que eles fizeram foi lançar um mascote exclusivo. Todo o dinheiro desse mascote super fofo está sendo doado para a Cruz Vermelha Americana e o Fundo de Resposta a Desastres e Emergências da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV/CV) para auxiliar os esforços de socorro em todo o mundo. Ela foi lançada quando aquelas tragédias referentes aos furacões aconteceram. E eles vão continuar doando tudo que for arrecadado com a raposinha até o dia 31 de dezembro. Apesar de eu não ligar muito pra esta parte do game (ah sim, você pode ter vários mascotes e colocá-los pra duelar, estilo pokemon rsrsrs) eu comprei a minha pra dar uma força. Ela custa R$ 29,90 na loja on-line da Blizzard.

World of warcraft - Sombra

Se tiver mais interesse em conhecer o game, descobrir por onde começar e ter acesso a várias dicas e passo a passo do jogo, eu super recomendo conhecer o site Wow Girl.

Quanto à Blizzard, é só amor. Os jogos não são baratos, mas eles tem dois que são gratuito e super gostoso de jogar também. Um deles é o Heroes os the Storm. Ele é no estilo de Dota e LoL, trazendo vários heróis de todos os games da empresa (Wow, Overwatch. Starcraft e Diablo). O outro é Hearthstone, um jogo de estratégias com cards. Lembra do Magic? Nesse estilo, só que on-line.

E aí, você conhece o WoW? Já jogou? O que acha? Deixe suas opiniões nos comentários. 🙂

 

 

Comportamento: Ninguém é obrigado a nada

Uma grande verdade da vida: Ninguém é obrigado a nada. Livre arbítrio. Simples assim.

Tá, ok, deixe-me desenvolver melhor.

não sou obrigado

 

É muito fácil dizer que não somos obrigados a nada, mas se você parar pra pensar pode até concordar comigo. Não que você seja obrigado né. Tudo é uma escolha na vida. Absolutamente tudo escolhemos fazer ou não fazer. Aí você me diz, “Ah, mas respirar é obrigatório e involuntário”. Se você quiser viver é obrigatório sim, mas se você escolher parar de respirar, você pode. A consequência disso obviamente é morrer, afinal toda escolha, por mais livre que seja, tem suas consequências.

Quer um outro exemplo: pagar contas. Você pode escolher não pagar aquela sua conta da internet por exemplo. Isso vai acarretar no corte do seu acesso, lógico que vai, mas a escolha continua sendo sua. Ou você pode optar por não trabalhar, o que pode levar você a ficar sem dinheiro o que pode fazer com que você tenha que morar na rua, e por aí vai, mas entende onde eu quero chegar? Ninguém é obrigado a nada mesmo. A única questão é que sempre haverão consequências a partir de nossas escolhas. A lei da ação e reação, por assim dizer.

Estou assistindo um seriado ótimo na Netflix chamado The Good Place. Kristen Bell é Eleanor Shellstrop, uma mulher que morreu e foi parar no “lugar bom“, só que ela não pertence àquele lugar. Sempre levou uma vida egoísta, tratando a todos mal, e todas suas ações eram em benefício próprio. Uma pessoa ruim mesmo. Mas ela vai parar no lugar bom por engano e não quer ser descoberta, já que uma vez que se descobrirem, a mandarão para o lugar ruim. E ninguém quer ser torturado por toda eternidade.

Ok, e o que isso tem a ver com todo essa papo de obrigatoriedade? Bem, na série, ao se manter em segredo no lugar bom as consequências de suas ações são catastróficas naquela “vizinhança”. As coisas mais loucas começam a acontecer, destruindo literalmente o lugar. Como se ela fosse um vírus infectando um programa de computador e por isso ele começa travar, fechar e etc.  Para que não seja descoberta ela percebe que precisa se tornar uma pessoa boa para continuar a ser merecedora de viver no lugar bom. E então a gente acompanha Eleanor nessas tentativas de melhora.  A série é hilária e vale a pena assistir.

Ela não é obrigada a se tornar boa. Ela poderia continuar por ali mesmo, sendo quem ela era, e vendo aquele lugar perfeito sendo destruído aos poucos. Mas aí ela descobre que não é isso que ela quer. Percebe que são sempre escolhas e as suas consequências?

A vida é mais ou menos isso, escolhas e consequências. Sempre. Não sou obrigada a me casar e ter filhos para me sentir realizada. Mas adoraria ter isso na minha vida? Sim, adoraria, mas não posso depender disso para ser feliz. Aliás, a gente não deve depender de nada e nem de ninguém para ser feliz. Apenas acreditar em nós mesmos.

Não sou obrigada, por exemplo, a ser durona e sem coração para ser feminista. Dá pra ser carinhosa, gentil, acreditar no amor e ao mesmo tempo lutar pela igualdade de gêneros. Tipo a Mulher Maravilha, sabe?

Não sou obrigada a ser magra e fitness pra me sentir linda e gostosa. Ou pra vestir aquele cropped se eu tiver vontade. Mas eu também não sou obrigada a vestir um top cropped só porque ele está na moda se eu não gosto de barriga de fora.

Não sou obrigada a conviver com quem me magoou, com quem me prejudicou, com quem foi falso comigo. Não sou nem obrigada a perdoar se eu não quiser. Prefiro perdoar porque não perdoar é como ficar levando lixo no coração. E não tem porquê. Mas, se seu não quiser perdoar, nem a isso sou obrigada. Mas se eu perdoar, não sou obrigada a conviver. Quer saber qual a melhor parte disso? A consequência é: uma paz de espírito do kcete. Gente como é libertador não ter que conviver com quem você não gosta.

Aí você me fala “Mas Cyn, quando é alguém da família que a gente não se dá bem, a gente é obrigado sim a conviver.”. Mas não, não é. Pode ser que, temporariamente, você conviva com essas pessoas pois morem debaixo do mesmo teto. Ok, mas você não é obrigado nem a falar com a pessoa além do mínimo indispensável, and, você ainda pode – melhor ainda – fazer um plano de ação para ir morar em outro lugar. Olha que maravilhoso! Poder morar em um apê sozinha, ou dividir um apê com uma amiga, criando as próprias regras tal tal tal… maravilha!

Ou então, quando você trabalha com aquela pessoa intragável. Você precisa falar com essa pessoa por motivos profissionais, sim, precisa. Mas não é obrigado ficar naquele trabalho ou setor insuportável para sempre. Tem uma hora, que a gente tem que cuidar da própria saúde mental e fazer o que é melhor pra nós mesmos. Aliás, ninguém sabe o que é melhor pra nós que nós mesmos. Ninguém mais sabe. Entendeu?

Agora respeito é bom e todo mundo gosta. Ninguém é obrigado a respeitar ninguém, mas se faltarmos com o respeito pode apostar que ou a gente leva um fora, ou uma porrada na cara, ou é desrespeitado em troca. Cabe aqui a regrinha de só fazer aos outros o que gostaria que fosse feito com você. Por uma questão de civilidade e não de obrigatoriedade.

Tracem planos, tenham metas em mente, façam tudo o possível para ser feliz, livre e realizados. Ou não façam nada disso, pois se você não quiser ser feliz, nem isso é obrigatório. Cada um faz o que quiser da própria vida. É ou não é?

Aliás, falando nisso, não suporto aquelas matérias de moda com títulos tipo “O que vestir para ser elegante depois dos 30”. Queridos, eu visto a po##@ que eu quiser. =D

 

Beijo! Até a próxima!

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