Bridgertons – O que estou achando da série de livros de Julia Quinn

Bridgertons Netflix
Imagem: divulgação.

Eu nunca havia me interessado pelos livros da Julia Quinn, apesar de tê-los visto nas prateleiras das livraria quando as frequentava antes da pandemia. Mas eis que a Netflix lançou a série Bridgertons, a qual assisti e curti. Assim, decidi comprar o box dos livros na kindle e me joguei na leitura. Gostei sim do que li até agora (li 6 dos 8 livros), porém… não amei.

Não me levem a mal, de verdade, não pretendo criar polêmicas. Sei que há uma legião de fãs da autora, tanto é que se existe a série, é porque existe uma demanda. E a série foi renovada para a segunda temporada. Mas sejamos honestos, a série é mil vezes melhor que o livro. E provavelmente isso se deve ao talento de Shonda Rhimes, a roteirista.

Bridgertons é uma leitura leve, distrai a mente. Completamente água com açúcar. E tudo bem. É legal se alienar de vez em quando e quem seria eu para julgar algo assim? Logo eu que decidi que BBB é uma boa distração. Mas em termos de literatura, acho a série de livros Bridgertons fraca demais.

As tramas seguem uma fórmula que é até legal nos primeiros livros. Mas depois a coisa vai se tornando repetitiva e cansa um bocado. Para quem não conhece, os Bridgertons são uma família composta pela mãe Violet e seus 8 filhos: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. O pai dos 8 irmãos nomeados em ordem alfabética já é falecido, e Anthony, o mais velho, herdou o título de visconde do pai.

Uma galera rica, que não precisa trabalhar, e a mãe, uma adorável mulher que sonha ver todos os filhos bem casados. Ambientado numa época na qual a sociedade tem regras muito restritas (anos 1800), é inegável que a autora tenha se inspirado nas obras de Jane Austen de alguma maneira. E, por mais que eu ame Orgulho e Preconceito, Bridgertons não me agrada da mesma maneira. Em absoluto.

Todos os irmãos (até onde li), conhecem alguém e se metem em alguma situação onde se veem forçados a casar. Decidem se casar às pressas, mas aí se dão conta que na verdade amam seus parceiros. E sempre um final feliz previsível.

Nicola Coughlan e Claudia Jessie como Penelope Featherington e Eloise Bridgerton respectivamente.
Imagem: divulgação.

E tem um quê de Gossip Girl, pois há uma coluna de fofocas na cidade o que dá nome aos bois, mas a colunista é alguém que se esconde atrás de um pseudônimo, a Lady Whistledown. Ótimo, super bacana, porém previsível. Quando é revelado quem seria a senhora fofoqueira, a gente fica com aquela sensação de “eu já sabia” ( e nesse ponto, ao assistir a série, no meio da primeira temporada eu já sabia quem era sem ter lido o diacho do livro).

Perfeito. Mas o que me incomoda nos livros além da fórmula repetitiva e cansativa (chega uma hora que até as cenas de sexo explícito cansam, pois sinceramente eu preferiria estar fazendo que lendo aquilo), me incomoda muito o fato das histórias não terem profundidade. É como se a autora preferisse ficar ali naquele raso confortável do que desenvolver verdadeiramente os personagens e suas personalidades. As mocinhas são sem sal (Eloise é a que eu mais gostei até o momento), as tramas são todas óbvias (a gente já sabe onde vão dar nas primeiras páginas), e é tudo a mesma coisa.

Vou continuar lendo porque me distrai deveras. Porém não vai para os meus top 10 e nem recomendo a leitura. A não ser que você queira distrair a mente com uma história leve, aí sim. Mas, na boa, eu prefiro assistir a série. Shonda faz um trabalho magnífico trazendo questionamentos mais sérios e aprofundando mais a personalidade dos personagens. Além de criar toda uma diversidade que os livros não apresentam.

Assista a série. Leia os livros se tiver tempo livre.

Terminarei de ler os meus, quando passar esse aborrecimento com eles. Preciso dar uma chance. Vai que gosto de verdade do 7 ou do 8, né?

Vocês já leram? O que acharam?

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