Wynonna Earp – Uma mistura de velho oeste com Supernatural

Vocês já devem ter visto que no serviço de streaming mais querido do Brasil, a Netflix (“a” sim porque ela é menina!) tem uma série chamada Wynonna Earp. A série foi lançada mês passado, caso não tenha visto ela por lá, dá uma procurada que você vai achar.

Série Wynonna Earp

Comecei a assistir meio quando estava muito de bobeira para ver se era boa, ou se era tão ruim quanto Van Helsing (descula Vanessa Helsign, mas pra mim não rolou, talvez eu tente de novo depois). E não é que eu gostei? Gostei bastante até!

Não vou dizer que a série é perfeita, porém vem pra divertir e dá conta do recado direitinho.

Quem é Wynonna Earp?

Wynonna Earp é a bisneta do lendário xerife Wyatt Earp. A personagem é fictícia criada para os quadrinhos (HQs de Beau Smith), porém Wyatt Earp existiu de verdade.

Série Wynonna Earp

Wyatt Earp é mais conhecido como um temido xerife do velho oeste que trabalhou nas cidades de Wichita e Dodge City, no Kansas, e em Tombstone, Arizona, onde sobreviveu ao tiroteio do Curral OK  junto com Doc Holliday (presta atenção nesse nome). Esse tiroteio é um dos mais famosos do velho oeste. Wyatt Eartp era famoso por sua célebre frase: “Eu sou a lei e isso acaba aqui”.

Na série da emissora Syfy , Wynonna é uma jovem mulher moderna que, devido à morte de um tio, está voltando para sua cidade natal chamada Purgatório. Até aí tudo bem. Se não fosse o fato de que, por estar completando 27 anos, a herdeira mais velha dos Earp ativa a maldição de sua família.

A maldição consiste basicamente no retorno de todos os bandidos executados pelo bisavô de Wynonna Earp retornam ao mundo dos vivos a cada 27 anos como demônios. E o dever do herdeiro Earp é caçá-los e mandá-los de volta para o inferno.

A Wynonna vivida por Melanie Scrofano é sarcástica, independente, não perde tempo com “mimimis” e está longe de ser frágil. É ela que tem também as tiradas mais engraçadas da série. Gosto da personalidade dela. Mesmo nos piores momentos ela encontra uma força sabe Deus lá de onde e dá a volta por cima. Quero ser igual à ela quando crescer.

Mesmo se sentindo atraída por Doc Holliday (Tim Rozon) e pelo  Agente Dolls (Shamier Anderson) ao mesmo tempo, romance está longe de ser uma de suas preocupações. Ela não está interessada em se firmar com ninguém, tem objetivos maiores que esses. Mas lógico que se diverte quando pode. E sim, Doc Holliday é o mesmo do tempo do seu bisavô.

Série Wynonna Earp
Wynonna e Agente Dolls
Série Wynonna Earp
Wynonna e Doc
Série Wynonna Earp
Wynonna entre seus dois amores: Doc Holliday e Agente Dolls
“Make your peace”

Para poder mandar esses demônios de volta para o lugar de onde vieram, Wynonna precisa contar com a ajuda da Peace Maker, a pistola que herdou de seu bisavô. A frase escolhida pela heroína – com um passado super conturbado, o qual ela luta para superar e, obviamente, os demônios tentarão tirar vantagem disso – é “Make your peace”, bordão que ela usa toda vez que vai dar um tiro na testa de um demônio.

Série Wynonna Earp
“Make your peace”

Os demônios voltam imediatamente para o inferno. Nesse momento o chão se abre, e é até engraçado de ver. Talvez eles devessem trabalhar melhor nos efeitos especiais desses momentos, mas isso foi realmente a única coisa que me incomodou na série.

Mal comparando, podemos fazer uma correlação com a série Supernatural (que eu amo, aliás), por sua pegada cômica e temática sobrenatural. Porém, ao invés de dois irmão como caçadores de demônios, temos duas irmãs: Wynonna e sua irmã mais nova nerdzinha Waverly (vivida por Dominique Provost-Chalkley). Apesar de Waverly ajudar a irmã, a personagem tem um arco totalmente seu, à parte.

Série Wynonna Earp
Dolls, Wynonna e Waverly tentando desvendar um caso.

Todos os personagens apresentam um certo mistério. É legal ir descobrindo aos poucos quem é quem e o porque de estarem fazendo o que estão fazendo. Eu acabei gostando bastante da série que me surpreendeu em vários aspectos. Ah, e o que não falta é representatividade. Estou ansiosa pela segunda temporada que já foi confirmada. Gostei também do figurino da série. Cada personagem tem estilo diferente que condir perfeitamente com sua personalidade. Eu adorei especialmente o estilo de Wynonna com o qual me identifico muitas vezes.  Quem me segue no instagram sabe que eu adoro uma jaqueta e curto um rock n’ roll (sem deixar de ser feminina, claro ;))

Se você gosta dessa temática, dê uma chance a série. Você vai, no mínimo, se divertir. 🙂

Deixo vocês com o trailer da primeira temporada e com a música do tema de abertura.

Tá sem ter o que fazer no final de semana? Essa é uma dica. Tem mais dicas de filmes e séries aqui.

Todas as fotos são do site da série 😉

Chanel Cruise 2018 e a Grécia Antiga

Eu tenho uma relação especial com a cultura grega, principalmente sua mitologia. Foi ainda criança que tive o primeiro contato com os mitos e nunca mais larguei. É uma paixão antiga minha. No meu antigo blog Democracia Fashion, eu tenho vários posts sobre o tema. Uma outra paixão minha sempre foi a moda. Agora mistura essas duas coisa. Gente, simplesmente amo! E é por isso que quando vi o tema do último desfile da coleção Chanel Cruise 2018 , fiquei feliz da vida.

No Democracia Fashion eu falei muito sobre história da moda, porém a partir da Belle Époque (1890-1914). Aliás, foi ali no final da Belle Époque que Gabrielle Coco Chanel abriu sua primeira loja a Chanel Modes, que inicialmente vendia chapéus e acessórios. Pouco depois de abrir sua loja de chapéus ela lançou também sua primeira coleção revolucionária pra moda, mudando completamente a maneira de se vestir das mulheres daquela época. Graças a Gabrielle Chanel, as mulheres se livrariam dos apertados espartilhos e passariam a se vestir com mais simplicidade.

O vestuário na Grécia Antiga

Simplicidade, leveza e graça, são adjetivos que podemos dar às vestimentas da Grécia Antiga. Durante os períodos Arcaico (700-480 a.C.), Clássico (480-323 a.C.) e Helenístico (323-30 a.C.), as vestimentas sofreram algumas alterações. Indo do geometrismo e simplicidade, drapeados de lã, tecidos rústicos e túnicas lineares; passando por harmonia e equilíbrio roupas com drapeados, penteados femininos bem elaborados; chegando ao luxo e riqueza de detalhes mas mantendo a leveza dos tecidos finos transparentes e com detalhes em ouro.

E ao contrário do que muito gente pensa –  devido às estátuas brancas desbotadas pelo tempo e incansavelmente reproduzidas depois sem cor –  os gregos adoravam cores. Tingiam seus tecidos e no período Arcaico as cores predominantes eram branco, vermelho, azul e amarelo. Já no período clássico eram branco e púrpura. E no período Helenístico, o rosa, o verde e o dourado.

A coleção da Chanel Cruise 2017/2018

Grabrielle Chanel também tinha uma relação especial com a antiguidade. E Karl Lagerfeld resolveu mergulhar no passado da marca trazendo ela coleção lindíssima.

Ele mistura elementos atuais com várias referências da Grécia antiga. Podemos ver estampas nos vestidos que remetem às ânforas gregas com desenhos geométricos e silhuetas de heróis. O desfile começa com peças de tecido mais rústico remetendo ao período arcaico em tons neutros ou terrosos. Aos poucos ele vai inserindo cores como azul, rosa e preto, ora em tecidos leves esvoaçantes e plissados, ora em tecidos mais rústicos. Alguma transparência também é apresentada, bem como o dourado. E há um inegável romantismo em todas as peças. Mesmo naquelas que lembram levemente as armaduras que os gladiadores usavam.

Desfile Chanel Cruise 2018

Desfile Chanel Cruise 2018

As sandálias são no estilo gladiadora, com suas faixas indo até os joelhos, porém tem saltos que se assemelham a colunas gregas de estilo jônico. Em cores vivas e em preto. Há também as douradas que vão somente até o tornozelo.

Desfile Chanel Cruise 2018 - Sandálias

Emfim, está lindo! Dá uma olhada no vídeo disponibilizado no youtube da Chanel:

No que se inspirar para sair por aí como uma Deusa Grega contemporânea

Se eu pude$$e, teria várias peças. Mas já que não dá, no que podemos nos inspirar?
Nas cores, nos tecidos e até mesmo nos acessórios. Os penteados não são tão elaborados, mas trazem ornamentos que lembram os diademas das deusas gregas.

Uma coisa que super combina com o nosso clima, são as saias e vestidos leves e plissados. Outra coisa é investir em estampas que remetam à Grécia. Sabendo escolher, dá para criar um look elegante com ar de deusa sim.

Desfile Chanel Cruise 2018

E aí, o que acharam da coleção? Me contem nos comentários!

FOTOS: Getty Images e Divulgação/Chanel

O que é o Met Gala 2017 e o tema deste ano

Vocês devem ter visto uma enxurrada de fotos de celebridades com vestidos e roupas extravagantes, podemos dizer assim. Como vocês devem saber, se tratava do Met Gala 2017, mas o que é isso? É uma premiação tipo o Oscar? É uma  pré-estréia de algum filme? Calma que vou explicar pra vocês.

Mas o que é o Met Gala 2017 (e porque as pessoas vão vestidas de um jeito esquisito)?

O Met Gala é um evento beneficente realizado todo ano (sempre na primeira segunda-feira de Maio)  no Metropolitan Museum de Nova York. Esse evento arrecada fundos para o Costume Institute, o departamento de moda do museu (o único departamento que precisa se financiar por conta própria.).

| Confesso que quando descobri que era beneficente fiquei animada e achei bacana… mas aí, quando vi que era pra isso fiquei meio decepcionada. Eu sei da importância da moda (sou stylist além de tudo), mas pelo amor de Deus né, com tanta gente passando necessidade, tanta pesquisa na área da saúde precisando ser feita…Mas vamos focar no assunto, pra não se irritar muito. |

O evento é tão grandioso que pode ser considerado o Oscar da moda. Anna Wintour é quem comanda o evento desde 1999 e a cada ano o evento tem um tema diferente. E é aí que entra a questão das roupas esquisitas das celebs que vão ao famoso baile, que nós, mero mortais, sequer podemos sonhar.

Katy Perry no Met Gala 2017

Gosto é uma coisa que não se discute né. Tem muita bizarrice nesses eventos, mas tem coisas legais também. Porém, antes de criticar o look de alguma celebridade (como o da Katy Perry por exemplo que parecia estar fantasiada de noiva do capiroto neste Met Gala 2017), é preciso entender o contexto da coisa toda.

Rei Kawakubo / Comme des Garçons: Art of the In-Between

O tema deste ano é uma coisa até bem bacana. Trata-se das criações vanguardistas e experimentais da estilista e fundadora da marca Comme des Garçon,  Rei Kawakubo.
A estilista japonesa, depois de trabalhar um tempo como freelancer, fundou a Comme des Garçons em Tokyo no ano de 1969, levando a marca para Paris apenas em 1982.

Met Gala 2017
Estilista Rei Kawakubo

Suas peças chamam a atenção por serem roupas que vão contra o que é ditado pela moda. São roupas de corte assimétrico, por vezes estruturais, volumosas e complexas.  As peças são por muitos consideradas arte em forma de roupa. E, por essa razão, este ano as criações de Rei ganham uma exposição no Met, que conta com 150 peças e fica em cartaz até dia 4 de setembro.

Met Gala 2017

Um exemplo claro do trabalho de Rei é a roupa que Rihanna usou no Met Gala 2017. Essa peça é uma das criações da estilista e está na exposição. Mas não significa que quem vai ao baile necessariamente precisa vestir uma das roupas da estilista. O que pode ser feito (e geralmente é assim que é feito) é o convidado dar uma interpretação própria ou releitura do tema. Como a criatividade não tem limites e a ideia é sempre aparecer mais que o coleguinha, nesse momento é que as bizarrices acontecem, entende?

Met Gala 2017
Exposição Rei Kawakubo / Comme des Garçons: Art of the In-Between

Rihanna no Met Gala 2017

Aqui embaixo tem um videozinho do próprio site do Met que mostra um pouco do trabalho que está exposto.

Se estiver por NY, dá uma passada lá. O Met fica na 5ª Avenida. 😉