Legion – a série derivada de X-Men

No último mês eu maratonei muitas séries na Netflix. Desde as mais faladas no momento como La Casa de Papel, Dark, Altered Carbon, até Friends (serie querida do meu coração).  Mas de todas essas que eu vi, a que eu gostaria de falar com vocês é a Legion, uma série derivada do universo dos X-Men.

Legion

Quem me conhece sabe que eu amo X-Men desde a década de 90, e eu odiei praticamente todos os filmes da franquia. Eu sei, eu sei, polêmico. Acontece que eu sempre caio naquela coisa que todos os fãs fazem de comparar o material dos quadrinhos com aquilo que é apresentado nas telonas do cinema, os nas telinhas da tv, computador tablet e etc. Sou completamente aficionada e foi difícil ver a Vampira (Rogue) ser transformada em uma mutante completamente medrosa e sem sal na pele de Anna Paquin. Sei que a culpa não foi da atriz, mas sim dos roteiristas. Isso me marcou bastante. Essa decepção. Me marcou tanto que tive um medo enorme que estragassem outra heroína minha favorita da infância, a Mulher Maravilha da DC. Mas felizmente o filme dela pra mim foi tudo o que sempre sonhei.

Depois dos primeiros filmes, só teve uma coisa ou outra que se salvou naquilo que a Fox fez no que diz respeito aos X-Men. Eu espero sinceramente que a Disney dê um jeito nas cagadas. Enfim, não quero entrar nesse mérito, vamos falar de coisas boa, vamos falar de top term Legion.

Legion é uma série boa pra kcete. Desculpe o termo, mas só consigo achar essa expressão. Eu quase consigo perdoar a Fox. Criada por Noah Hawley para a FX (que nada mais é que a Fox Extended Networks), a série traz um personagem pouco conhecido pelo público em geral:  David Haller, que nos quadrinhos é conhecido como Legião.

Na série ele é interpretado por Dan Stevens, conhecido por seu trabalho em Downton Abbey, e também por interpretar a Fera em a Bela e a Fera.  Dan Stevens dá um show de interpretação, mostrando toda a insanidade do protagonista.

Legion

Insanidade. Sim, muita insanidade. O primeiro episódio da série Legion é completamente psicodélico podendo deixar qualquer um bastante confuso. Na verdade, todos os episódios são bastante loucos, que nos levam a duvidar o tempo todo do que é ou não é real. Isto porque David Haller  é esquizofrênico e a série mostra a realidade do cara, na maior parte do tempo, do ponto de vista dele. E é justamente isso que nos prende, o querer saber o que está acontecendo de verdade.

Outra que dá um show de interpretação é Aubrey Plaza. Ela encarna Lenny Buskey, uma amiga tão louca quanto David. Fique de olho nela, pois ela é uma das personagens mais importantes da série, e a atriz vai crescendo em seu papel conforme a trama se desenvolve e se aprofunda na mente de David.

A série começa com David internado em um manicômio. Pelo figurino parece se passar nos anos 60, mas algumas tecnologias bastante avançadas nos faz pensar que tudo é permitido, como nos quadrinhos. David acha que é louco, ouve vozes, vê coisas que não existem. O que ele não sabe é que grande parte dessa “loucura” se deve aos seus poderes mutantes.

No hospital psiquiátrico ele conhece uma garota que não quer de jeito nenhum ser tocada, a Sydney Barrett interpretada por Rachel Keller. Ele se apaixona por ela, e eles cultivam esse relacionamento platônico. Até inventam uma maneira de andar de mãos dadas sem estarem de mãos dadas. Não sei porque, mas isso me lembra muito um outro casal…  não sei… tipo Vampira e Gambit? Enfim… Syd é peça chave para o desenvolvimento de todo o resto.

A partir daqui pode haver spoilers para quem não é fã dos quadrinhos, não me responsabilizo, ok?

É interessante notar que a maioria dos mutantes que aparecem depois foram inventados especialmente para a série. Mas vários deles lembram pelo menos remotamente os personagens dos quadrinhos. À frente da organização que ajuda David, temos Melanie Bird (Jean Smart) que parece uma versão mais velha de Emma Frost, apenas com poderes telepáticos. Na equipe temos também Cary Loudermilk (BIll Irwin), um cara super inteligente que de alguma maneira divide o corpo com sua irmã Kerry (Amber Midthunder), uma super badass que adora chutar bundas.

Melanie Bird e Cary Loudermilk

 

Temos também Ptonomy Wallace (Jeremie Harris) o cara que consegue ver as memórias das pessoas, passear por dentro delas e se lembra de absolutamente tudo. É como ganhar 50 centavos na loteria dos super poderes, mas tá valendo, pode ser útil para um psiquiatra, por exemplo.

Mas o que conquistou meu coração mesmo na série, o que me fez vibrar de verdade, foi a leve menção do verdadeiro pai de Legion nos quadrinhos, o professor Xavier. Ele só aparece em um quadro negro, lutando contra o Rei das Sombras, mas foi maravilhoso ver que respeitaram a origem de David. Claro que mudaram algumas coisas, simplificando o complicado mundo dos quadrinhos, mas eu vibrei demais ao ver essa parte da história sendo contada. Não sei se o professor Xavier vai aparecer na série, na verdade duvido muito, mas gostei de verdade que não inventaram outra coisa para substituir a história original de David.

E vocês? O que tem assistido?  Já viram Legion? Me contem nos comentários!

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2 thoughts on “Legion – a série derivada de X-Men

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