Anne with an E – uma série maravilhosa

Anne with an E é uma série da Netflix inspirada na obra Anne of Green Gables da escritora canadense L. M. Montgomery, publicado em 1908. Já foi adaptada algumas vezes para a tv em forma de filmes, desenhos animados e séries. Em 2017 a Netflix nos agraciou com uma primeira temporada da nova adaptação e no dia 06 de julho lançou a segunda temporada.

Anne with an E

Ao conhecermos a menina Anne, a primeira impressão não é das melhores. A menina tagarela é eloquente o que causa um verdadeiro estranhamento às pessoas ao seu redor. Mas ao conhecermos os outros personagens nossa impressão também não é das melhores. São duros demais com a menina orfã recém chegada, duros e frios.

Netflix - Anne With an E

Mas Anne Shirley (Amybeth McNulty) não é uma menina qualquer. Ela tem uma coragem que muito marmanjo não tem. Ela usa a poderosa imaginação como ferramenta para sobreviver aos horrores pelo qual passa na infância sem amor, trabalhando cuidando de crianças de outras pessoas, expostas a coisas que nenhuma criança deveria ser exposta.

A primeira temporada tem um tom mais sombrio que a segunda. A gente se preocupa com o destino de Anne desde o primeiro momento quando os pais adotivos Marilla e Matthew Cuthbert – que na verdade são irmãos que nunca casaram e nunca tiveram filhos, mas que decidem adotar um menino para ajudar na fazenda – ficam na dúvida se devem ficar com a menina ou não.

Anne with an E

Mas Anne é tão especial que ela consegue (não sem dificuldades) conquistar, uma a uma, as pessoas que passam pelo seu caminho. Os traumas do orfanato vem em flashbacks, o que contextualiza melhor a personagem fazendo com que nossa empatia por ela aumente.

O primeiro a cair de amores pela garota é o pai adotivo Matthew Cuthbert, interpretado por RH Thomson. Já com Marilla, interpretada por Geraldine James, a coisa é bem mais difícil e justamente ainda mais bonito de se ver. Marilla é muito dura com a menina, mas bem sutilmente, bem lentamente, ela aprende a ser mãe e a abrir o coração pra garota entrar.

Anne with an E

Aliás, a Marilla de Geraldine James é uma das minhas personagens favoritas na série. As mudanças nela são tão sutis e ao mesmo tempo tão importantes, que eu me emociono demais com ela.

Da metade pro final da primeira temporada de Anne with an E, a menina enfrenta novos desafios, como o de ser aceita e fazer amigos.

Com as coisas mais estabilizadas na segunda temporada, temos a oportunidade de nos deixar levar pelo jeito de Anne. Ela é sonhadora, e com sua incrível imaginação, nos pega pela mão e nos leva a vivenciar esse estado onírico junto com ela. Ao terminarmos um episódio sentimos uma leveza no coração, um aconchego.

Anne with an E trata de diversos assuntos como feminismo, machismo (proferido muitas vezes de bocas que se dizem feministas), rejeição, auto-estima, racismo, preconceitos, maus-tratos e diversos outros temas bastante atuais. E faz isso de maneira forte, mas ao mesmo tempo graciosa. Aquele convite a pensar e compreender que podemos sim melhorar como seres humanos, termos mais compaixão pelo próximo.

A abertura de Anne with an E já é em si uma doçura reconfortante.

Ano passado eu citei bem por alto essa série aqui no blog, mas não me aprofundei muito. Agora que terminei a segunda temporada só posso reafirmar: Assistam. É lindo e vocês não vão se arrepender.

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