Grace and Frankie – uma série que eu amo, podem me julgar

Podem me julgar mesmo! Mas só depois de assistir. Grace and Frankie é uma série maravilhosa e eu vou contar porquê.

– Está pronta? – Só um segundo. Agora estou pronta.

 

Gracie (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) são casadas respectivamente com Robert (Martin Sheen) e Sol ( Sam Waterston). E o piloto começa com um jantar a quatro em que Robert e Sol resolvem contar para suas esposas que querem se divorciar pois são gays e querem casar um com o outro.

Grace and Frankie

Isso depois de 40 anos de casados. Pra piorar, Sol e Robert tem um caso há pelo menos 20 anos. Imagina então. para Grace e Frankie, duas mulheres nos seus 70 anos de idade tendo que recomeçar.

Para piorar elas se odeiam, e acabam tendo que viver juntas como roommates enquanto seus maridos assumem o romance publicamente. Frankie é meio hippie, vegetariana, ativista, espírito livre, que fuma maconha de vez em quando. Enquanto Grace é uma mulher cheia de pose que foi uma grande empresária, toda certinha. Acaba que aos poucos elas constroem uma amizade excêntrica, divertida e muito bonita de se ver.

Grace and Frankie

Jane Fonda e Lilly Tomlin são hilárias em seus papéis e tem tiradas que me arrancam gargalhadas. Fora os momentos de emoção que de vez em quando aparecem.

O bacana de ver é que são mulheres fortes que reaprendem a viver numa nova dinâmica, tentando se entender com as tecnologias de hoje em dia, voltando a namorar e redescobrindo o prazer de viver (e do sexo também!). E são empreendedoras também. Ainda assim enfrentam todo tipo de preconceito pos serem mulheres idosas.

Porém, Grace and Frankie nos mostra que não há porque temer a terceira idade. Há vida depois dos 70, há vida depois do divórcio, há vida sempre que desejarmos. E não é necessário envelhecer e se internar em um asilo. Idosos são incríveis e devemos não apenas respeitá-los como incentiva-los a uma vida plena e realizada. É bom lembrar, meus queridos, que um dia, se Deus quiser, chegaremos lá também.

Grace and Frankie

Martin Sheen e Sam Waterston também dão um show. Cabe ao casal abordar questões bastante atuais com essa revelação que são gays e viveram muitos anos fingindo não ser.  Primeiro Robert e Sol acham que vão enfrentar algum preconceito, e percebem que a sociedade em que vivem já aceita mais do que aceitaria anos atrás. Eles tem seus conflitos e aprendem a viver como homens casados aposentados e tentando encontrar mais sentido à vida. Passam a ter amigos gays e a frequentar esse “meio” descobrindo coisas modernas das quais não faziam ideia em sua idade já avançada. São hilários também as as verdadeiras estrelas são Grace e Frankie.

Grace and Frankie

No meio dessa confusão toda ainda tem os filhos adultos dos casais tentando entender essa nova realidade. Eles são Brianna, Mallory, Bud e Coyote (June Diane Raphael, Brooklyn Decker, Baron Vaughn e Ethan Embry). As duas moças são filhas de Grace e Robert, e Bud e Coyote filhos adotivos de Frankie e Sol.

Grace and Frankie

A quarta temporada saiu este mês na Netflix e eu corri para assistir. Tem até participação da Lisa Kudrow, a eterna Phoebe Buffay de Friends, como Sheree.
Impecável como sempre, a temporada me deixou querendo mais e vou sofrer até sair a próxima. Abaixo o trailer da 4ª Temporada de Grace and Frankie!

Assistam, é bom demais!

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The Crown e Vitória – duas séries bacanas sobre rainhas

Para quem gosta de realeza, dicona de série para maratonar no final de semana: The Crown e Vitória – a vida de uma rainha!

Claire Foy como rainha Elzabeth em The Crown
Rainha, né, amores
The Crown – Segunda Temporada

Quem nunca teve curiosidade pra saber da vida da realeza que atire a primeira pedra. Pois obviamente, no imaginário popular, tudo é um conto de fadas lindo. Que menina nunca sonhou ser princesa? Ou vai dizer que você não está aí com uma pontinha de inveja da Meghan Markle que vai casar com o príncipe Harry em maio de 2018. Eu sei que está, acabou as chances de se tornar princesa néam? Assiste The Crown que a vontade de ser princesa passa.

Mas falando sério agora. A Netflix lançou no início do mês a segunda temporada da série The Crown. A  temporada foca bastante no relacionamento da rainha Elizabeth com o príncipe Philip.  Muitos desencontros e supostas traições. Elizabeth luta para ser uma boa rainha e ser respeitada como tal, enquanto se endurece e, seu marido, usa a desculpa da frieza da mulher para se afastar e dar suas puladas de cerca. Quanto mais ele se afasta, mais fria e distante ela fica, mantendo a dignidade. Mas Claire Foy é magnifica em sua interpretação, nos deixando perceber que por trás daquela frieza de rainha há uma mulher que sofre bastante até.

Matt Smith por sua vez, no papel de Philip, consegue nos fazer esquecer do adorável Doctor Who interpretado por ele antes e nos faz sentir raivinha do comportamento playboy e inapropriado do príncipe. Aliás, falando em príncipe, Philip tenta moldar Charles como ele próprio foi moldado e o que vemos é o relacionamento entre pai e filho se partir.

Em dado momento vemos também a princesa Margaret, irmã da rainha, se apaixonar novamente e finalmente receber permissão para se casar. O comportamento autodestrutivo dela, nos faz observar impassíveis à princesa Margô de Vanessa Kirby, subir ao altar com o moço que já sabemos que na vida real a fez sofrer horrores.

 

Todos esses complexos relacionamentos em meio de desenvolvimentos políticos de uma época em que a família real começa a se deparar com avanços tecnológicos. As modernizações de uma sociedade onde velhos protocolos impostos não encontram mais espaço. A rainha precisa se modernizar também para conseguir se reaproximar de seu povo. E, com isso, aprender a ser menos fria. Além de lidar com críticas de Jacqueline Kennedy (Jodi Balfour) em uma visita da primeira dama americana ao palácio de Buckingham. Dá um bafão entre as duas, mas tudo nos leva a crer que é invenção, como muitas coisas na série.

 

Netflix mantém o padrão de qualidade da produção. A fotografia impecável, a caracterização e figurinos muito próximos à realidade da época. Maratonei mesmo e já quero a terceira temporada pra ontem. 

Vitória: a vida de uma rainha

Tendo maratonado The Crown em pouquíssimos dias, fiquei querendo mais. Foi então que fui atrás de uma série que já tinha ouvido falar por alto, mas não tinha assistido ainda. A série Vitória: a vida de uma rainha, trata, como o próprio nome já diz, da rainha Vitória.

Todo mundo já deve ter ouvido falar de era vitoriana e etc. Pois é. Vitória foi uma rainha de extrema importância para o Reino Unido. Assim como Elizabeth, a princípio, Vitória sequer tinha chances de se tornar rainha pois era a quinta na linha de sucessão. Aliás, linha de sucessão é um negócio um pouquinho complicado de se entender. O caso é que, vários acontecimentos levaram Vitória a se tornar rainha com apenas 18 anos de idade, governando por 63 anos, até o fim de sua vida.

Jenna Coleman como Rainha Vitória

Jenna Coleman – que também já atuou em Doctor Who – interpreta uma rainha Vitória cheia de personalidade que sabe bem o que está fazendo apesar de todas as dúvidas ao seu redor. Para a época, Vitória foi uma verdadeira feminista. Lutou para defender seus ideais estando cercada de ministros e pessoas – incluindo sua mãe – que duvidavam de sua capacidade como monarca.

Vitória, diariamente, consegue se impor e quebrar pouco a pouco regras que considerava todas na corte. Com astúcia e delicadeza ela consegue contornar algumas questões. Porém outras são à base de imposição mesmo.

A coisa mais linda de se ver é que Vitória não queria casar. Queria se espelhar em Elizabeth I. Mas o destino acabou fazendo-a se apaixonar por Alberto, seu pretendente e primo, e ele por ela. Quase um conto de fadas da vida real. A gente torce para que tudo dê centro entre os dois (mesmo sabendo que na vida real eles foram bem felizes), mas um pouco decepciona ver que para que ele ficasse feliz ela teve que fazer concessões como manter o “obedecer” nos votos de casamento. Tudo para que o noivo não se sentisse inferior a ela por ela ser uma rainha e ele não poderia nunca ser rei.

O fato é que para a época, ela conseguiu muitos avanços para as mulheres. É preciso sempre analisar o contexto histórico da coisa toda antes de sair achando tudo um absurdo tá? (essa vai pros problematizadores de plantão). A série aborda até mesmo a questão da depressão pós parto de maneira bem suave e rápida, mas ao mesmo tempo angustiante.

Fotografia linda, figurino de tirar o fôlego, a série tem duas temporadas também, mas infelizmente ainda não está na Netflix. Essa eu assisti pelo GNT, no site de streaming da tv por assinatura Net. Dá para assistir no site da GNT da Globosat Play também.

 

Curiosidade: O ator britânico Alex Jennings participa de ambas as séries. Em Vitória: história de uma rainha, ele faz o papel de rei Leopoldo, tio de Vitória. Em The Crown ele faz o tio de Elizabeth II, Eduardo VIII (David, Duke of Windsor), que foi rei antes do pai de Elizabeth, porém renunciou para se casar com uma americana divorciada. O que na época foi um escândalo. O engraçado é que ele sempre interpreta o tio chato da rainha.

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Um lindo final de semana e Segunda já é Natal!! <3

Comportamento: Ninguém é obrigado a nada

Uma grande verdade da vida: Ninguém é obrigado a nada. Livre arbítrio. Simples assim.

Tá, ok, deixe-me desenvolver melhor.

não sou obrigado

 

É muito fácil dizer que não somos obrigados a nada, mas se você parar pra pensar pode até concordar comigo. Não que você seja obrigado né. Tudo é uma escolha na vida. Absolutamente tudo escolhemos fazer ou não fazer. Aí você me diz, “Ah, mas respirar é obrigatório e involuntário”. Se você quiser viver é obrigatório sim, mas se você escolher parar de respirar, você pode. A consequência disso obviamente é morrer, afinal toda escolha, por mais livre que seja, tem suas consequências.

Quer um outro exemplo: pagar contas. Você pode escolher não pagar aquela sua conta da internet por exemplo. Isso vai acarretar no corte do seu acesso, lógico que vai, mas a escolha continua sendo sua. Ou você pode optar por não trabalhar, o que pode levar você a ficar sem dinheiro o que pode fazer com que você tenha que morar na rua, e por aí vai, mas entende onde eu quero chegar? Ninguém é obrigado a nada mesmo. A única questão é que sempre haverão consequências a partir de nossas escolhas. A lei da ação e reação, por assim dizer.

Estou assistindo um seriado ótimo na Netflix chamado The Good Place. Kristen Bell é Eleanor Shellstrop, uma mulher que morreu e foi parar no “lugar bom“, só que ela não pertence àquele lugar. Sempre levou uma vida egoísta, tratando a todos mal, e todas suas ações eram em benefício próprio. Uma pessoa ruim mesmo. Mas ela vai parar no lugar bom por engano e não quer ser descoberta, já que uma vez que se descobrirem, a mandarão para o lugar ruim. E ninguém quer ser torturado por toda eternidade.

Ok, e o que isso tem a ver com todo essa papo de obrigatoriedade? Bem, na série, ao se manter em segredo no lugar bom as consequências de suas ações são catastróficas naquela “vizinhança”. As coisas mais loucas começam a acontecer, destruindo literalmente o lugar. Como se ela fosse um vírus infectando um programa de computador e por isso ele começa travar, fechar e etc.  Para que não seja descoberta ela percebe que precisa se tornar uma pessoa boa para continuar a ser merecedora de viver no lugar bom. E então a gente acompanha Eleanor nessas tentativas de melhora.  A série é hilária e vale a pena assistir.

Ela não é obrigada a se tornar boa. Ela poderia continuar por ali mesmo, sendo quem ela era, e vendo aquele lugar perfeito sendo destruído aos poucos. Mas aí ela descobre que não é isso que ela quer. Percebe que são sempre escolhas e as suas consequências?

A vida é mais ou menos isso, escolhas e consequências. Sempre. Não sou obrigada a me casar e ter filhos para me sentir realizada. Mas adoraria ter isso na minha vida? Sim, adoraria, mas não posso depender disso para ser feliz. Aliás, a gente não deve depender de nada e nem de ninguém para ser feliz. Apenas acreditar em nós mesmos.

Não sou obrigada, por exemplo, a ser durona e sem coração para ser feminista. Dá pra ser carinhosa, gentil, acreditar no amor e ao mesmo tempo lutar pela igualdade de gêneros. Tipo a Mulher Maravilha, sabe?

Não sou obrigada a ser magra e fitness pra me sentir linda e gostosa. Ou pra vestir aquele cropped se eu tiver vontade. Mas eu também não sou obrigada a vestir um top cropped só porque ele está na moda se eu não gosto de barriga de fora.

Não sou obrigada a conviver com quem me magoou, com quem me prejudicou, com quem foi falso comigo. Não sou nem obrigada a perdoar se eu não quiser. Prefiro perdoar porque não perdoar é como ficar levando lixo no coração. E não tem porquê. Mas, se seu não quiser perdoar, nem a isso sou obrigada. Mas se eu perdoar, não sou obrigada a conviver. Quer saber qual a melhor parte disso? A consequência é: uma paz de espírito do kcete. Gente como é libertador não ter que conviver com quem você não gosta.

Aí você me fala “Mas Cyn, quando é alguém da família que a gente não se dá bem, a gente é obrigado sim a conviver.”. Mas não, não é. Pode ser que, temporariamente, você conviva com essas pessoas pois morem debaixo do mesmo teto. Ok, mas você não é obrigado nem a falar com a pessoa além do mínimo indispensável, and, você ainda pode – melhor ainda – fazer um plano de ação para ir morar em outro lugar. Olha que maravilhoso! Poder morar em um apê sozinha, ou dividir um apê com uma amiga, criando as próprias regras tal tal tal… maravilha!

Ou então, quando você trabalha com aquela pessoa intragável. Você precisa falar com essa pessoa por motivos profissionais, sim, precisa. Mas não é obrigado ficar naquele trabalho ou setor insuportável para sempre. Tem uma hora, que a gente tem que cuidar da própria saúde mental e fazer o que é melhor pra nós mesmos. Aliás, ninguém sabe o que é melhor pra nós que nós mesmos. Ninguém mais sabe. Entendeu?

Agora respeito é bom e todo mundo gosta. Ninguém é obrigado a respeitar ninguém, mas se faltarmos com o respeito pode apostar que ou a gente leva um fora, ou uma porrada na cara, ou é desrespeitado em troca. Cabe aqui a regrinha de só fazer aos outros o que gostaria que fosse feito com você. Por uma questão de civilidade e não de obrigatoriedade.

Tracem planos, tenham metas em mente, façam tudo o possível para ser feliz, livre e realizados. Ou não façam nada disso, pois se você não quiser ser feliz, nem isso é obrigatório. Cada um faz o que quiser da própria vida. É ou não é?

Aliás, falando nisso, não suporto aquelas matérias de moda com títulos tipo “O que vestir para ser elegante depois dos 30”. Queridos, eu visto a po##@ que eu quiser. =D

 

Beijo! Até a próxima!

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