Não vem com essa de “é só a minha opinião”, ok?

Quantas vezes você já viu a expressão “meu jeitinho“, “sou dessas“ou ainda “minha opinião” para justificar alguma grosseria gratuita em comentários na internet? Ou pior, será que você já usou essas expressões? Em um primeiro momento é até engraçado. Super dá pra fazer piada com isso, mas vamos conversar um pouco sobre como esse comportamento não é tão legal assim.

 

Não é ok!

É super ok fazer uma piada sobre si mesma e dizer esse é “meu jeitinho” se você não estiver magoando ou ofendendo ninguém. Um exemplo: Ah, comprei um café na Starbucks, saí andando com ele na rua distraída, tropecei e derramei o troço todo. #esseémeujeitinho – Beleza! É engraçadinho, você está dizendo que é desastrada, mas no máximo isso só faz alguém rir e no fundo é fofo. Assim é super ok.

O que não é ok é algo do tipo: “Nossa que preguiçosa essa mulher que não malha e fica comendo chocolate. Só minha opinião, tá?” Isso daí não é nada ok. É zero ok. É um comentário grosseiro, carregado de preconceitos e não meramente uma opinião. É um pré-julgamento baseado em Deus sabe quais ideias essa pessoa tem que precisa diminuir alguém, ofendendo-a, chamando-a de preguiçosa para, provavelmente, se sentir melhor consigo mesma. O triste mesmo é ver quanta gente faz comentários carregados de ódio por tudo e qualquer coisa.

 

Já me assustei lendo comentários machistas, homofóbicos, gordofóbicos, preconceituosos (todos os “-istas” e “fóbicos” que você imaginar) sendo concluídos com “minha opinião”.

Agressividade, intolerância e discursos de ódio 

Deixa eu contar uma coisa pra vocês. Muito embora pareça que a internet valida o comportamento “empoderador” pessoal através de memes com frases semelhantes; muito embora existam quizzes bobos para ver o grau de grosseria de alguém; muito embora você tenha uma liberdade de expressão que “permite” que você poste o que bem entender; O Facebook não é validador automático de comportamentos rudes e grosseiros. Aliás, a internet não é terra sem lei como muitos acreditam. Cuidado com isso, ok?

Está um festival de grosseria e agressividade para tudo quanto é lado, já notaram? É como se o facebook tivesse passado de “o grande mural de pessoas felizes e perfeitas” para o “grande muro das lamentações e apedrejamentos“. Aí você posta uma coisa qualquer, já aparece um pra criticar, cagar regra, e agressivamente te chamar disso e aquilo e no fim do comentário escreve “mas é só minha opinião”. Não confunda temperamento e personalidade com falta de educação! Sinceridade não é sinônimo de grosseria! E eu não quero nem começar a falar sobre o uso de signos pra justificar essas coisas, porque olha…

Eu tenho direito a ter minha opinião! Tem sim, mas pera lá.

Todos nós temos o direito de ter nossas opiniões. Fato incontestável. Mas pra quê a agressividade? Por que essa necessidade tão forte de obrigar os outros a pensarem igual? Pra quê ofender alguém gratuitamente, criticando o estilo de vida da pessoa, sem no mínimo se colocar no lugar dele por um segundo. É a bendita falta de empatia outra vez. E pior agora, falta de empatia acompanhada de uma agressividade absoluta que denota uma insatisfação pessoal com a própria vida. Percebe isso?

Procure observar.Observe nos dias em que você está mais de mal com a vida  como você reage às coisas que vê no seu facebook. Ter dias ruins é super normal tá, todos temos dias assim. Aposto que nesses dias seus comentários acabam saindo mais ácidos. É ou não é? Normal. Todo mundo faz isso. É como se a infelicidade e insatisfação procurasse companhia sempre e basta ver alguém mais felizinho que pá a gente joga um veneninho ou um monte de grosseria de uma vez. Observa só se não tá em você mesmo essa vibe aí. O mesmo vale para os dias que você está de boa. Quando a gente está de boa a gente nem se incomoda em envenenar a vida de ninguém.

Esse buraco é bem mais embaixo.

O que eu proponho é sempre a mesma coisa: uma auto avaliação. O que nos leva a nos comportar desta maneira? O que nos falta? O que alimenta esse nosso ódio que cresce sistematicamente e se propaga nas redes sociais? O que está acontecendo internamente para nos levar a nos comportar de maneira tão agressiva? Geralmente a resposta para tais questionamentos está dentro de nós mesmos. Sim, somos nós mesmos que disseminamos uma insatisfação pessoal e íntima. Mas ao jogar nossa “opinião” nos outros – e com ela toda nossa agressividade – estamos na verdade derramando nossas próprias frustrações enquanto pagamos de perfeitinhos do jeitinho que nós somos.

Mas nós estamos longe de sermos perfeitinhos. Não é bem assim. Como seres humanos temos muito que evoluir ainda. É sempre possível se tornar alguém melhor a cada dia. É um exercício constante. #ficaadica Vamos rever isso aí. Combinados? Então tá bom.

Obs.:

  • Talvez seja preciso instaurar uma matéria nova nas escolas. Empatia é algo ensinável, não é?
  • Falando nisso vocês já viram o post sobre Sororidade? Tá bem legal, clica aqui. Ah! Tem também um post muito legal sobre essa coisa de auto avaliação. Dá só uma olhada. Prometo a vocês que vale  pena.

Beijos e até a próxima!

Para se encontrar, se permitir florescer, se amar…

Tenho conversado com algumas pessoas e tenho percebido que há um problema comum rondando principalmente pessoas da minha geração. Na verdade eu não sei exatamente sobre as outras gerações, mas muitos que estão nos 30 e poucos estão passando mais ou menos pelo mesmo dilema: precisar se encontrar.

Se encontrar

Eu sei. Está todo mundo vivendo uma crise. Por ter sido criança nos anos 80 eu lembro como era difícil pros meus pais sustentarem a gente com uma inflação galopante. Toda sexta-feira tínhamos que enfrentar horas de fila nos postos de gasolina para abastecer o carro antes que o preço do combustível fosse reajustado ( no caso nosso carrinho usado era à álcool).  As compras no mercado deveriam ser de mês e pesquisando muito os preços pra meio que estocar em casa os mantimentos, antes que tudo aumentasse de novo. Era desesperador pra eles. Os preços de tudo subiam no mesmo dia.  E eu era aquela criança chata que queria comer carne. Depois de adulta minha mãe me contou que além de ser cara a carne estava em falta no mercado, era difícil conseguir. Então ela e meu pai deixavam de comer carne para que nós pudéssemos comer, meu irmão e eu. Eram tempos muito difíceis.

Depois disso, com o plano real, a vida das pessoas mudou. As pessoas conseguiam comprar as coisas, a inflação deu uma freiada, as pessoas conseguiam respirar aliviadas. E meio que fui adolescente e o início da minha vida adulta foi nesse clima mais tranquilo. Tivemos facilidades que nossos pais não tiveram. E tudo ia super bem. Foram anos prósperos para muita gente, de verdade. Era possível se planejar para o  futuro. As viagens ao exterior se tornaram viáveis. Muita coisa mudou pra melhor. Por incrível que pareça.

Preciso me encontrar

Porém, recentemente as coisas deram uma piorada novamente. Claro que nem se compara com o que era antes. Mas o momento é de uma série de incertezas e medos. Há uma crise política, social e econômica. O desemprego rondando como fantasma. Pessoas brigando no Facebook quando ao mesmo tempo buscam se reafirmar. Quando no fundo estão buscando aprovação. E aí, quando conversamos descobrimos que o sentimento é mais ou menos o mesmo: “preciso me encontrar”.

Ao mesmo tempo que se prega uma liberdade de ser quem se é, liberdade de escolher o que quiser, uma constante busca por aprovação está cada vez mais gritante. E as pessoas cada vez mais infelizes e perdidas.

Quem você pensa que é?

Eu não sou absolutamente ninguém pra te dizer como se encontrar. Não sou psicóloga nem nada. Mas eu acho que posso ajudar contando um pouquinho da minha experiência.

Aí que eu te proponho o seguinte exercício: E se a gente começasse por se desligar um pouco da opinião alheia, do que esperam da gente e se concentrasse em nosso bem estar? Assim, sem ter que postar tudo na internet pra dizer “olha como eu sou feliz e realizada!” quando na verdade se está infeliz consigo mesma (o)? Ah, deixa eu contar um segredo: ninguém está feliz o tempo todo tá? É ilusão de internet.

“Ah, Cynthia, mas me concentrar em mim mesma dá muito trabalho, fico me achando horrível, péssima e lembrando dos problemas. Pelo menos os elogios da internet me fazem sentir um pouco melhor“. Ok, eu compreendo. Aliás, esse é o motivo que muita gente faz selfie. Eu mesma comecei a fazer selfie por uma questão de autoestima abalada. Mas sabe onde foi mesmo que eu me senti feliz de verdade? Quando comecei a me dedicar a ajudar o próximo.

Pensando no próximo, talvez?

Já assistiram o filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain? (Se não viu, deveria, é ótimo!).  É mais ou menos essa a filosofia. Fazendo pequenos gestos para melhorar o dia de alguém. Fazendo pequenas doações aqui e ali. Me importando com os problemas de pessoas próximas e me dispondo a ouvir, aconselhar, essas coisas… Quando faço isso, me tiro do centro do meu universo e coloco outra pessoa. Ajudo no que posso e a sensação de alegria que me dá é genuína.  E faço sem esperar nada em troca. Faço mesmo quando não estou muito legal.

Parece papo de crente, mas não é não. Sempre haverá uma ONG pra ajudar, uma pessoa pra estender a mão. Nesse processo a gente acaba aprendendo sobre outras realidades diferentes da nossa. Aprende a julgar menos, a amar mais. No fim das contas até percebemos que a gente nem tá tão ruim assim, vai.

É certo que você vai se encontrar assim? Não sei. Sei que para mim ajudou bastante, e ainda ajuda. Mas uma coisa eu posso garantir: uma vez que olhamos para o lado, percebemos que não somos o centro do universo. Percebemos que julgamentos alheios são inúteis para a nossa evolução. O que as pessoas pensam é problema delas e o que importa de verdade é como você se sente em relação a você mesma(o).

Se conhecer para se encontrar. Permitir-se florescer.

Permita-se se conhecer. Entrar em contato com a pessoa que você é. Aceite e agradeça quem é, melhore o que tiver de melhorar, permita-se florescer. Mas faça-o por você mesmo, e não preocupado no que os outros vão pensar.

Esqueça a opinião dos outros. Faça caridade (seja ela qual for: doação, um ombro amigo, um pequeno gesto de carinho). Concentre-se nos problemas dos outros e tente encontrar maneiras de ajudar. Perceba que todos temos problemas e que ninguém é efetivamente melhor do que ninguém. Lembre-se que, apesar das aparências de internet, não sabemos nada da vida do outro. Não sabemos o que o outro está passando de verdade. Depois disso, volte a si mesma, se abrace, se aceite, se ame e melhore o que achar que deve. Repita o processo.

Não tem fórmula mágica. O que tem é um constante aprendizado. Desafios diários e oportunidades constantes de fazer o bem. Só olhar em volta. E depois olhar de novo para dentro de si. Não é fácil não. Primeiro vamos ver um monte de coisas que a gente não gosta. E quer saber a verdade? O que a gente não gosta em nós é sempre o que vai sobressair. Temos dificuldades de enxergar nossas qualidades.

Eu mesma, como disse acima, tenho a autoestima super abalada. Estou 100% satisfeita com o meu corpo? Ainda não, mas continuo trabalhando para mudar isso. É um exercício diário me aceitar. Tem dia que simplesmente bate a bad e não rola mesmo. Mas aí tem que deixar passar. Às vezes dura mais de um dia até. Só que tem uma hora que é preciso sacudir a bad pra lá e retomar as rédeas do seu bem estar. Ninguém pode te deixar feliz com você mesma a não ser você mesma.

Independente da opinião dos outros é importante você se fortalecer e viver a sua verdade. O que te faz feliz. Pois se a gente não se fortalece, qualquer comentáriozinho maldoso ou crítico já deixa a gente super mal. É preciso se fortalecer para não cair nessas armadilhas.

Se autoavalie e lembre-se: não há respostas prontas!

O que você acha que é super legal em você? Quais são seus talentos? Por que você acha que seus amigos te amam e querem o seu bem? E por aí vai.

Agora, o que você acha que poderia melhorar em você? Com base na SUA própria opinião, o que você acha que pode ser aprimorado? Esquece a opinião dos outros e responda sinceramente o que você quer pra você. Essa pergunta só você mesma pode responder. Você é responsável por sua evolução e felicidade. Mais ninguém.

Não é fácil. Não tem respostas prontas. Não há gabarito pra vida. Por mais que alguém venda a imagem de que é super bem resolvida, pode apostar que na vida particular tem sempre algo que incomoda. A gente nunca está (e acho mesmo que nunca estaremos) 100% satisfeitas com nós mesmas. É ou não é?

Então o que eu posso dizer é: ame-se do jeitinho que você já é. Aprimore o que der para ser aprimorado e aceite o que não der. Mas lute sempre pra ser uma melhor versão de você mesma. Não é nada fácil. Ninguém disse que seria. Mas exercite esse amor próprio. Pois no final das contas, quem tem que conviveram você 24 horas por dia, é você mesma.  Partiu se amar? Ou pelo menos exercitar o amor próprio até conseguir? Já é um começo.

Falando nisso, já viram o texto sobre sair da zona de conforto? Dá só uma olhada!

Beijos e até a próxima! <3

As coisas acontecem fora da sua zona de conforto :)

Conforto é bom né? Adoro. Pra mim não há nada mais confortável e gostoso que ficar em casa, aconchegada nas cobertas, com uma caneca de chocolate quente vendo um filminho. Isso no inverno né. No verão a coisa melhor é ficar no ar condicionado, de preferência bem frio mesmo e me agarrar nas cobertas. Aquela preguiça total. Mas se eu quiser que alguma mudança ocorra minha vida, eu preciso sair da minha zona de conforto.

zona de conforto

Ah, mas tá tão gostoso aqui….

Eu sei, eu sei. E tudo bem, zona de conforto é bom mesmo. Te hora que a gente precisa mesmo disso. Do conforto, de se sentir protegido, de se esconder um pouquinho desse mundo louco.  De comer uma comidinha gostosa, um comford food. “Tudibom” na vida.

Sabe onde mora o perigo? Nesse esconderijo que você gosta de ficar de vez em quando. Um diabinho fica ali no seu ouvido dizendo “Levantar pra quê? Pra que você vai se incomodar com os problemas do seu amigo? Pra quê dieta se esse bolo de chocolate te faz tão feliz?! Ir pra academia, quem faz isso?? Fica aqui que tá gostosinho, você merece uma pausa…” Aí, você vai acreditando nesse diabinho da indulgência e acaba se rendendo a ele.  Sim, você merece uma pausa de vez em quando! Não me leve a mal. O problema é querer morar na pausa, entende?

Querer é poder mas…

Eu não vou emagrecer só de estar aqui desejando muito e pedindo pra uma estrela cadente ou acendendo uma vela pro santo das causas desesperadas. Ajuda o santo a te ajudar, meu bem. Quer emagrecer pra ser mais saudável, pra se sentir mais bonita (o), pra esfregar na cara da sociedade o quão gata você é, pra entrar naquela calça? Não importa o motivo.  Vai ter que sair da zona de conforto sim. Planejar uma alimentação saudável, mudar hábitos e fazer exercício! (Confesso que queria que aquela história de emagrecer dormindo fosse verdade, mas tentei e não deu certo, juro!) E dependendo do caso, alem de conversar com o médico direitinho e consultar um nutricionista, pode ser que algumas pessoas precisem de cirurgia. Mas aí o buraco é mais embaixo…. e outra, saúde em primeiro lugar sempre, tá?

Isso é só um exemplo, claro. Serve para tudo na vida. Se há algo que você deseje, precisa fazer algo a respeito. Precisa sair da casca.

Se seu sonho é viajar o mundo, não fica esperando ganhar na loteria. Junte dinheiro, planeje, faça orçamentos. Escolha um lugar pra ir primeiro, pesquise os preços. Se for necessário faça uma economia pra atingir seu objetivo mais rápido. Você precisa mesmo daquela “brusinha”? Nem é um sacrifício tão grande, vai?

Falando em sacrifícios…

Quando eu estava na faculdade, meu sonho era fazer uma pós graduação no exterior. Eu não sabia exatamente como seria, mas eu sabia que, pra início de conversa, teria que aprender a língua nativa do lugar escolhido por mim. Enquanto cursava a faculdade paralelamente comecei meu curso de Italiano. Consegui um curso bom praticamente gratuito e todo sábado de manhã cedinho estava eu lá assistindo as aulas. Isso depois de ter passado a semana inteira na faculdade estudando o dia inteiro (meu curso era integral).

Foram muitas e muitas horas de dedicação da minha vida. Era sacrificante, era. Mas era só o começo. Depois de me formar comecei a trabalhar e passei mais dois anos juntando dinheiro para poder ir. Escolhi o curso, dei entrada nos procedimentos pela embaixada. Tudo muito burocrático, lento e dispendioso. Contei com ajuda de família e amigos, graças a Deus. Até que finalmente parti. Teria que primeiro passar numa prova de ingresso na universidade de lá. Uma prova na língua nativa deles. Consegui.

Os próximos quase três anos estudando lá foram os mais difíceis. Apesar da experiência maravilhosa que foi eu passei por muitas dificuldades. O dinheiro que eu havia juntado não era nem de longe o suficiente para sobreviver lá. Tive que conseguir empregos e trabalhei em call centers e dando aula de português em uma escolinha de línguas estrangeiras em Roma. Mesmo assim o dinheiro era curto. Cheguei a passar fome alguns dias quanto tudo o que tinha era 5 euros no bolso. Tive momentos de frio também já que nossas roupas brasileiras não estão preparadas para o frio que faz no exterior. Foi assustador, mas eventualmente as coisas melhoraram. Consegui uma bolsa de estudos e consegui viver com um pouco mais de serenidade e me dedicar melhor aos estudos.

Sair da zona de conforto vale a pena sim!

Foi difícil demais. Mais do que eu imaginava. Chegava a ser opressor o fato de ter que falar outra língua praticamente 24h por dia todos os dias. Aprendi demais com isso, mas não foi fácil. Não foi nada fácil se sentir sozinha, não foi nada fácil enfrentar preconceito até mesmo de professores por ser sul-americana. (sim, teve até isso!) Cheguei a desenvolver um mini pânico, que era assim: quando eu me deitava para dormir, e começava a pegar no sono, eu acordava assustada com falta de ar. Achei que fosse algum problema de saúde, mas conversando com meu pai no telefone ele quem me deu o toque que era algo relacionado ao meu psicológico.

Falando em pai, eu o perdi enquanto estava morando longe. Os dois últimos anos da vida dele eu não estava com ele. Ele morreu em um acidente uns dias antes de ir me encontrar na Itália para me ajudar a encontrar um apartamento novo pra alugar pois eu precisava me mudar. Foram muitos os sacrifícios. Muitos mesmo.

Aí você me pergunta: valeu a pena sair da sua zona de conforto e viver tudo isso, passar por coisas tão ruins? Sim, valeu. Eu perdi meu pai sim, mas porque era a hora dele. Eu tenho certeza de que ele se foi orgulhoso da filha que tinha. Ele me criou pra enfrentar essas batalhas e sair mais forte delas. E foi o que eu fiz.

O que eu aprendi com as minhas experiências:

Os sacrifícios foram muitos. Mas realizei muitos sonhos também. Viajei o mundo – não tanto como a Glória Maria, mas ainda há tempo. Aprendi a me adaptar a todas as situações para sobreviver de maneira digna. Aprendi que a vida não é bolinho e não adianta ficar de mimimi esperando que passem a mão na nossa cabeça. Pois não irão. A vida bate, mas é pra você se levantar e encarar ela de volta.

Em contrapartida aprendi também que sozinhos não vamos a lugar nenhum. Que mesmo de longe amigos são valiosos nas horas mais escuras e que afastá-los é burrice. Uma palavra amiga, um conselho, são necessários no nosso kit de sobrevivência. Além disso, as adversidades existem para nos depurarmos. Não se pode viver isolado, escondido. Tudo faz parte do nosso crescimento e evolução.

Aprendi a ser mais generosa, mais honesta – principalmente quando tudo parecia ser enganação. Aprendi que devemos ser sempre gentis, mas às vezes é necessário sabermos nos impor para sermos respeitados.

Aprendi a comer coisas diferentes, a cozinhar pratos típicos de lugares que visitei, a apreciar culturas.  Nossa… quanta coisa eu já vivi e já aprendi! E continuo aprendendo! Vou me aprimorando para sempre me tornar uma pessoa mais feliz e realizada. Sem depositar meus sonhos na conta de ninguém, pois os meus sonhos são meus e não dos outros.

Continuar a sonhar é importante. Mais importante ainda é buscar uma maneira de realizar.

Eu acredito de todo o coração que é importante continuar sonhando. Sonhar e realizar, sonhar e realizar. Isso me faz continuar seguindo esperando pela próxima novidade da vida que vai fazer meus olhos brilharem. Não quero nunca perder esse brilho.

É preciso ter propósitos na vida. Caso contrário a gente estagna lá na zona de conforto e não sai nunca mais. E quando a gente estagna sabe o que acontece? Começamos a achar tudo um tédio, tudo um saco, começamos a reclamar de tudo, brigar por besteira e há até quem caia em depressão.

Então vamos combinar uma coisa? Por mais difícil que seja, por mais sacrifícios que envolva, planeje, se levante, e corra atrás dos seus sonhos. Porque do céu só cai chuva (e neve em alguns lugares). E nem adianta esperar por um meteoro pra destruir a humanidade e resetar tudo de errado que há, as chances são bem poucas. Então bora se levantar que esses sonhos aí não vão realizar sozinhos. Fora dessa zona de conforto já!

Beijos e até semana que vem! Que seu fim de semana seja lindo e cheio de novidades!

Gosta de textos assim? Tem mais aqui ó.