Ano novo! Vida nova?

Oi gente!! Primeiro post de 2018! Como foram as festas de fim de ano de vocês? Espero que mágicas e felizes como desejaram. Na balada, ou em casa com a família, tomando champagne ou vendo filminho, tudo vale! O importante é estar feliz e de bem com a vida.

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Rituais de fim de ano

Mas falando em mágica… As tradições de ano novo, a esperança nos rituais, a fé que colocamos em uma simples noite de verão. No hemisfério sul, obviamente, aqui no Brasil, mais especificamente.

Há quem pule 7 ondas, há quem faça oferendas para Iemanjá mesmo não sendo devoto. Há quem coma lentilhas, há quem espalhe lentilhas pela casa no ano novo, há quem as jogue pro alto. Há quem use roupa com cor específica esperando atrair o que mais deseja. Ou usa branco (tradição tipicamente brasileira) com a roupa de baixo na cor desejada.

Há quem guarde uma folha de louro na carteira, ou um dólar. Há quem coma na ceia somente porco ou peixe porque “anda para frente” e não pode de jeito nenhum comer frango ou peru porque “cisca para trás”. Simpatias e rituais não faltam, cada pessoa tem o seu. Cada família tem o seu, passado de geração em geração.

E eu acho isso tudo super bacana. Porque une as pessoas. Criar tradições e rituais com quem amamos, nos faz ter uma história em comum, algo para se fazer junto de quem se ama em determinada data. Cria laços. Minha mãe gostava de colocar rosas no mar ou no lago (dependendo de onde estávamos) e gostava sempre que eu fosse com ela. Como se oferecer flores para o universo em agradecimento e fazendo pedidos atraísse uma energia boa pro ano seguinte. Eu a acompanhava porque era bom estra com ela. E pensamentos positivos são sempre bem-vindos.

Resoluções de Ano Novo para uma vida nova

Você é daquele tipo de pessoa que faz listinha de resoluções para o ano seguinte? Eu não sou muito fã disso não. Das vezes que fiz só me frustrei.

Para o ano de 2017 a única resolução que eu tomei foi de tentar me tornar uma pessoa melhor. E emagrecer. Bom, eu ainda não emagreci tudo o que queria, mas grande parte do caminho já foi percorrido. E quanto a ser uma pessoa melhor… essa é uma resolução para a vida.

Para 2018 eu quero chegar finalmente ao corpo que me deixa feliz e realizada – falta pouco o que já é um motivo para comemorar – continuar me aprimorando como ser humano – dia após dias, repensando meus atos, deixando minha mente mais positiva – e finalmente terminar meu primeiro livro – motivo de orgulho e esmero. Não são metas muito complicadas, mas ainda assim precisam de trabalho.

E isso, por algum acaso, dá certo?

É exatamente aí que quero chegar. Como eu disse acima, é muito legal mesmo desejar coisas positivas, criar tradições, reforçar laços. Fazer uma lista de coisas que deseja conseguir no novo ciclo que se inicia.

Mas deixa eu contar uma coisa pra vocês… de nada, absolutamente nada, adianta fazer todos esses rituais em uma noite e no primeiro dia do ano se você não mudar seu jeito de pensar e agir no resto do ano todo.

As coisas não acontecem por um milagre. As coisas não acontecem em um passe de mágica. Lembra que eu postei aqui sobre sair da zona de conforto? Vou continuar batendo na mesma tecla.

Não adianta desejar emagrecer e ter o corpo da Paola Oliveira se eu não malhar e não fizer uma reeducação alimentar. Não adianta desejar um salário melhor e continuar acomodado no serviço fazendo o mínimo indispensável. Não adianta se matar de trabalhar esperando que reconheçam o seu trabalho sem conversar com seu chefe pra pedir um aumento. Não adianta pedir que as soluções dos problemas caim do céu em um passe de mágica, entende?

Tudo na vida precisa de trabalho, constante, consistente, disciplinado. Nada cai do céu além de chuva, neve e raramente um meteoro. As vezes cai cocô de pombo também. Mas basicamente é isso.

É como pedir pro universo para ser o ganhador da mega sena da virada e não jogar, está entendendo? Tá certo que a chance de ganhar são ínfimas, então esse não é um bom exemplo. Mas, acho que você entendeu onde quero chegar.

Pra começar o ano bem, bem mesmo, vamos àquele exercício básico: que tal tentar – tem que começar pelo menos tentando – ser mais positivo todos os dias? Não precisa ser positivo o dia inteiro, mas vamos treinar. Quando um pensamento super sombrio e esquisito cheio de mau-humor chegar, mude-o para algo mais feliz, mais positivo.

Quando seus dedos coçarem para fazer um comentário maldoso no facebook, simplesmente pare e vá fazer outra coisa. Vai ler outra coisa. Não vai atras de outra treta não. Tira essa amargura do coração. Faça mais do que te faz feliz.

Ah e tratar os outros com educação é o mínimo. Mas quer ver uma coisa mágica que acontece e transforma o dia das outras pessoas e inclusive o seu? Um sorriso. Coloca um sorriso ao dar bom dia e veja só o que acontece. Nessa mágica eu acredito.

Ano novo, vida nova é o que dizem. Mas a vida só muda se você mudar e fizer por onde.

No mais, “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. Fé, força, foco, disciplina e trabalho. <3

Quais são suas metas para 2018? E rituais de ano novo, o que costumam fazer? Respondam nos comentários!

Feliz 2018! <3

O efeito que causamos na vida das pessoas

Já parou pra pensar no efeito que suas ações tem na vida das pessoas? Ou você acha que ninguém está prestando atenção em você?

efeito positivo sempre

Sim, a gente tende a achar que o que fazemos ou deixamos de fazer é problema apenas nosso e de mais ninguém. É e não é.  A gente pode e deve ser donos dos nossos próprios narizes, roteiristas, diretores e protagonistas de nossas próprias vidas. Mas é bom sempre ter em mente que nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, como disse a raposinha de Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe. Clichê, porém verdade.

Outro conceito já bastante repetido, e que também verdade, é aquele em que se diz que nossos atos falam de nós mais que nossas palavras. Quando pregamos uma coisa e fazemos outra completamente diferente, estamos sendo hipócritas. Mas esse não é o ponto que eu quero abordar. O que eu quero é nos levar a refletir sobre como nossas ações estão afetando a vida daqueles que nos cercam. Nossas atitudes, a energia que emanamos. E, algumas vezes, até mesmo as palavras que falamos. Mais do que isso, a intenção por trás da palavra.

Quando criança eu sofri bullying. Já contei isso aqui, eu sei. Foi péssimo pra mim, fez com que eu tivesse dificuldades de confiar nas pessoas. Fez com que eu não confiasse em mim mesma, não acreditasse que eu fosse boa o suficiente para nada. Sim, foi péssimo. Mas ao mesmo tempo me fez enxergar coisas que muitas pessoas não veem. Lentamente, com os anos que foram passando, a maturidade me ajudou a aplacar uma certa revolta que eu tinha. Inclusive aqui cabe a frase de Chico Xavier “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor… Magoar alguém é terrível!”

Mas ainda assim, não me achava não o bastante.

Comecei esse blog numa de escrever sobre coisas que eu gosto. Numa de levar leveza e alegria às pessoas que andam tão negativas e preocupadas com a situação atual da vida. Não queria abordar temas pesados, e continuo não querendo. Mas, um belo dia eu comecei a colocar algumas reflexões minhas aqui e ali. Umas experiências pessoais. Algumas mensagens motivadoras que eu mesma gostaria de receber. E por aí foi.

Eu foquei em colocar pra fora o que se passava na minha mente e que eu achava que de alguma maneira pudesse ajudar uma pessoa que fosse. E foi aí, exatamente aí, que eu encontrei satisfação. Quando alguém veio e me disse que o texto que eu escrevi era tudo o que ela precisava ler naquele dia. Cara, isso iluminou o meu dia. Sério mesmo, nunca me senti tão feliz fazendo algo. Depois outros comentaram, outros textos vieram, alguns compartilhamentos e comentários virem. Poucos tá? Coisa de dois ou três, mas pra mim já é tanto!

Aconteceu que essa semana, uma pessoa amiga de longa data, mas por motivos de correria da vida eu não conversava fazia um tempão, veio trocar ideia comigo, contar novidades. Tudo porque eu postei uma besteirinha, uma imagem feliz, desejando coisas boas a quem lesse. As novidades dela não eram as melhores, afinal a vida não é feita só de coisas boas, mas a conversa foi agradável e cheia de energias positivas. Por fim, ela se despediu dizendo que era sempre bom conversar comigo, que eu fazia “bem para a vida”. E eu me surpreendi.

Me surpreendi e fiquei pensando no efeito que causamos às pessoas ao nosso redor mesmo sem nos darmos conta. Na minha cabeça, eu tentar ser positiva e alegrar as pessoas sempre que posso é simplesmente fazer a minha parte nesse mundo cheio de amargura. Pois já fui muito amarga também e sei o quanto é triste viver assim. Ninguém deveria viver numa onda de negatividade. Deixa a gente mal, faz a gente adoecer. Sério mesmo. Mas daí eu pensei “E não é que o que eu faço é observado?”

Raramente teremos um feedback seja positivo ou negativo. ( Tá ok, hoje em dia está mais fácil receber feedbacks negativos, não importa o que a gente faça né? Vide comentários de qualquer assunto na internet, é crítica destrutiva atrás de crítica. É treta atrás de treta. ) Porém, quando alguém te dá um feedback, dá pra perceber que, afinal de contas, se essa pessoa está prestando atenção, então outras provavelmente também estão. Mesmo que não nos digam nada. Pode ser que alguém esteja se inspirando em você nesse exato momento, já parou pra pensar?

Assim como filhos se espelham em suas mães, amigos se espelham uns nos outros, namorados pegam características um do outro e por aí vai. Então para e pensa: qual o impacto que você está causando ao seu redor?

Nananinanão, nem vem com essa de que ninguém está prestando atenção em você. Sempre tem alguém que está. Ainda mais com facebook, intagram, twitter e etc. O que você está inspirando nos outros? Qual mensagem você está passando adiante? Coisas boas, positivas, alegres? Luz? Ou será que está disseminando uma onda negativa de pensamentos e energias que podem até estragar o dia de algum desavisado?

A gente faz as coisas muito sem pensar né? Vamos vivendo, indo no fluxo, sobrevivendo, vendo no que dá. E tudo bem, a vida é corrida mesmo. Mas, se a gente começasse a ter mais consciência do que queremos passar, talvez, apenas talvez, deixemos mais sorrisos pelo caminho. Bom, eu apenas peço a Deus que me ajude a continuar no caminho certo. Eu sei que estou longe de ser perfeita – sim, eu faço muita merda- mas se de vez em quando eu puder colocar um sorriso no rosto de alguém, já vai ter valido a pena.

E então? Partiu disseminar coisas belas? Coloca essa energia positiva pra jogo!

Beijos e até a próxima. <3

Não vem com essa de “é só a minha opinião”, ok?

Quantas vezes você já viu a expressão “meu jeitinho“, “sou dessas“ou ainda “minha opinião” para justificar alguma grosseria gratuita em comentários na internet? Ou pior, será que você já usou essas expressões? Em um primeiro momento é até engraçado. Super dá pra fazer piada com isso, mas vamos conversar um pouco sobre como esse comportamento não é tão legal assim.

 

Não é ok!

É super ok fazer uma piada sobre si mesma e dizer esse é “meu jeitinho” se você não estiver magoando ou ofendendo ninguém. Um exemplo: Ah, comprei um café na Starbucks, saí andando com ele na rua distraída, tropecei e derramei o troço todo. #esseémeujeitinho – Beleza! É engraçadinho, você está dizendo que é desastrada, mas no máximo isso só faz alguém rir e no fundo é fofo. Assim é super ok.

O que não é ok é algo do tipo: “Nossa que preguiçosa essa mulher que não malha e fica comendo chocolate. Só minha opinião, tá?” Isso daí não é nada ok. É zero ok. É um comentário grosseiro, carregado de preconceitos e não meramente uma opinião. É um pré-julgamento baseado em Deus sabe quais ideias essa pessoa tem que precisa diminuir alguém, ofendendo-a, chamando-a de preguiçosa para, provavelmente, se sentir melhor consigo mesma. O triste mesmo é ver quanta gente faz comentários carregados de ódio por tudo e qualquer coisa.

 

Já me assustei lendo comentários machistas, homofóbicos, gordofóbicos, preconceituosos (todos os “-istas” e “fóbicos” que você imaginar) sendo concluídos com “minha opinião”.

Agressividade, intolerância e discursos de ódio 

Deixa eu contar uma coisa pra vocês. Muito embora pareça que a internet valida o comportamento “empoderador” pessoal através de memes com frases semelhantes; muito embora existam quizzes bobos para ver o grau de grosseria de alguém; muito embora você tenha uma liberdade de expressão que “permite” que você poste o que bem entender; O Facebook não é validador automático de comportamentos rudes e grosseiros. Aliás, a internet não é terra sem lei como muitos acreditam. Cuidado com isso, ok?

Está um festival de grosseria e agressividade para tudo quanto é lado, já notaram? É como se o facebook tivesse passado de “o grande mural de pessoas felizes e perfeitas” para o “grande muro das lamentações e apedrejamentos“. Aí você posta uma coisa qualquer, já aparece um pra criticar, cagar regra, e agressivamente te chamar disso e aquilo e no fim do comentário escreve “mas é só minha opinião”. Não confunda temperamento e personalidade com falta de educação! Sinceridade não é sinônimo de grosseria! E eu não quero nem começar a falar sobre o uso de signos pra justificar essas coisas, porque olha…

Eu tenho direito a ter minha opinião! Tem sim, mas pera lá.

Todos nós temos o direito de ter nossas opiniões. Fato incontestável. Mas pra quê a agressividade? Por que essa necessidade tão forte de obrigar os outros a pensarem igual? Pra quê ofender alguém gratuitamente, criticando o estilo de vida da pessoa, sem no mínimo se colocar no lugar dele por um segundo. É a bendita falta de empatia outra vez. E pior agora, falta de empatia acompanhada de uma agressividade absoluta que denota uma insatisfação pessoal com a própria vida. Percebe isso?

Procure observar.Observe nos dias em que você está mais de mal com a vida  como você reage às coisas que vê no seu facebook. Ter dias ruins é super normal tá, todos temos dias assim. Aposto que nesses dias seus comentários acabam saindo mais ácidos. É ou não é? Normal. Todo mundo faz isso. É como se a infelicidade e insatisfação procurasse companhia sempre e basta ver alguém mais felizinho que pá a gente joga um veneninho ou um monte de grosseria de uma vez. Observa só se não tá em você mesmo essa vibe aí. O mesmo vale para os dias que você está de boa. Quando a gente está de boa a gente nem se incomoda em envenenar a vida de ninguém.

Esse buraco é bem mais embaixo.

O que eu proponho é sempre a mesma coisa: uma auto avaliação. O que nos leva a nos comportar desta maneira? O que nos falta? O que alimenta esse nosso ódio que cresce sistematicamente e se propaga nas redes sociais? O que está acontecendo internamente para nos levar a nos comportar de maneira tão agressiva? Geralmente a resposta para tais questionamentos está dentro de nós mesmos. Sim, somos nós mesmos que disseminamos uma insatisfação pessoal e íntima. Mas ao jogar nossa “opinião” nos outros – e com ela toda nossa agressividade – estamos na verdade derramando nossas próprias frustrações enquanto pagamos de perfeitinhos do jeitinho que nós somos.

Mas nós estamos longe de sermos perfeitinhos. Não é bem assim. Como seres humanos temos muito que evoluir ainda. É sempre possível se tornar alguém melhor a cada dia. É um exercício constante. #ficaadica Vamos rever isso aí. Combinados? Então tá bom.

Obs.:

  • Talvez seja preciso instaurar uma matéria nova nas escolas. Empatia é algo ensinável, não é?
  • Falando nisso vocês já viram o post sobre Sororidade? Tá bem legal, clica aqui. Ah! Tem também um post muito legal sobre essa coisa de auto avaliação. Dá só uma olhada. Prometo a vocês que vale  pena.

Beijos e até a próxima!