Desventuras em Série

Desventuras em Série deixa meu coração sangrando toda vez. E ainda assim, logo que saiu a segunda temporada na Netflix, eu maratonei vivendo com intensidade todas aquelas emoções.

Desventuras em Série

É engraçado como Lemony Snicket (Patrick Warburton) tem toda razão em dizer o tempo todo que não é uma história bonita, que não melhora, e como deveríamos ir assistir outra coisa. E mesmo assim, mesmo ele nos avisando to tempo todo com aquela cara meio canastrona dele, não acreditamos e continuamos assistindo, torcendo pelos órfãos Baudelaire, tragédia após tragédia após tragédia. Eu particularmente adoro a maneira como Lemony narra a história. Ele entra nos cenários, ele interage com o público quebrando a quarta parede, ele explica coisas do passado. Ele agrega, ele nos guia, afinal ele sabe melhor do que nós o que está acontecendo já que fez parte de muitos dos acontecimentos.

Desventuras em Série

Conde Olaf é odioso. Um verdadeiro gênio do mal, e parece estar ainda mais assustador na segunda temporada. Mas ainda assim é impossível odiar Neil Patrick Harris que simplesmente está incrível no papel.

A fotografia é linda de se ver. Tudo tem uma pegada meio sombria, decadente e vintage. Tudo tem um ar tragicômico, e talvez por isso mesmo, nos dê esperança de que qualquer coisa de feliz aconteça a Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e Sunny (Presley Smith) Baudelaire. Talvez, nos mantenhamos esperançosos quando uma alegria aqui e outra ali surge, como a amizade com os trigêmeos Quagmire.

Irmãos Baudelaire e os trigêmeos Quagmire.

O primeiro ano da série trata dos livros Desventuras em Série 1,2,3 e 4 (Mau Começo, A Sala dos Répteis, O Lago das Sanguessugas e Serraria Baixo-Astral). A segunda temporada vai do livro 5 ao 9 (Inferno no Colégio Interno, O Elevador Ersatz, A Cidade Sinistra dos Corvos, O Hospital Hostil e O Espetáculo Carnívoro).

Isso significa que, seguindo essa linha, teremos apenas mais uma temporada que deve abordar os livros Desventuras em Série 10, 11, 12 e 13 (O Escorregador de Gelo, A Gruta Gorgônea, O Penúltimo Perigo e O Fim). O que é ótimo, pois ao mesmo tempo que eu quero saber o que acontece depois, estou farta de sofrer por esses garotos. Não parece não, mas é dureza viu? Dá vontade de entrar na tela, puxar os órfãos pra fora e criar eles na segurança do meu lar. Não apenas a bebê Sunny que é a coisa mais fofinha e adorável que eu já vi na vida.

Irmãos Baudelaire. A neném Sunny é fofa demais!

Ah se eu apenas tivesse ouvido o conselho de Lemony… agora não estaria de coração partido. A série é maravilhosa, mas não vou negar, mexe com a gente.

Se quiserem embarcar nesse carrossel de emoções eu sugiro que vão preparados para assistir Desventuras em Série. E sim, por favor assistam, mas não esqueçam que aquilo que Snicket avisa o tempo todo deve ser levado em consideração.

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Grace and Frankie – uma série que eu amo, podem me julgar

Podem me julgar mesmo! Mas só depois de assistir. Grace and Frankie é uma série maravilhosa e eu vou contar porquê.

– Está pronta? – Só um segundo. Agora estou pronta.

 

Gracie (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) são casadas respectivamente com Robert (Martin Sheen) e Sol ( Sam Waterston). E o piloto começa com um jantar a quatro em que Robert e Sol resolvem contar para suas esposas que querem se divorciar pois são gays e querem casar um com o outro.

Grace and Frankie

Isso depois de 40 anos de casados. Pra piorar, Sol e Robert tem um caso há pelo menos 20 anos. Imagina então. para Grace e Frankie, duas mulheres nos seus 70 anos de idade tendo que recomeçar.

Para piorar elas se odeiam, e acabam tendo que viver juntas como roommates enquanto seus maridos assumem o romance publicamente. Frankie é meio hippie, vegetariana, ativista, espírito livre, que fuma maconha de vez em quando. Enquanto Grace é uma mulher cheia de pose que foi uma grande empresária, toda certinha. Acaba que aos poucos elas constroem uma amizade excêntrica, divertida e muito bonita de se ver.

Grace and Frankie

Jane Fonda e Lilly Tomlin são hilárias em seus papéis e tem tiradas que me arrancam gargalhadas. Fora os momentos de emoção que de vez em quando aparecem.

O bacana de ver é que são mulheres fortes que reaprendem a viver numa nova dinâmica, tentando se entender com as tecnologias de hoje em dia, voltando a namorar e redescobrindo o prazer de viver (e do sexo também!). E são empreendedoras também. Ainda assim enfrentam todo tipo de preconceito pos serem mulheres idosas.

Porém, Grace and Frankie nos mostra que não há porque temer a terceira idade. Há vida depois dos 70, há vida depois do divórcio, há vida sempre que desejarmos. E não é necessário envelhecer e se internar em um asilo. Idosos são incríveis e devemos não apenas respeitá-los como incentiva-los a uma vida plena e realizada. É bom lembrar, meus queridos, que um dia, se Deus quiser, chegaremos lá também.

Grace and Frankie

Martin Sheen e Sam Waterston também dão um show. Cabe ao casal abordar questões bastante atuais com essa revelação que são gays e viveram muitos anos fingindo não ser.  Primeiro Robert e Sol acham que vão enfrentar algum preconceito, e percebem que a sociedade em que vivem já aceita mais do que aceitaria anos atrás. Eles tem seus conflitos e aprendem a viver como homens casados aposentados e tentando encontrar mais sentido à vida. Passam a ter amigos gays e a frequentar esse “meio” descobrindo coisas modernas das quais não faziam ideia em sua idade já avançada. São hilários também as as verdadeiras estrelas são Grace e Frankie.

Grace and Frankie

No meio dessa confusão toda ainda tem os filhos adultos dos casais tentando entender essa nova realidade. Eles são Brianna, Mallory, Bud e Coyote (June Diane Raphael, Brooklyn Decker, Baron Vaughn e Ethan Embry). As duas moças são filhas de Grace e Robert, e Bud e Coyote filhos adotivos de Frankie e Sol.

Grace and Frankie

A quarta temporada saiu este mês na Netflix e eu corri para assistir. Tem até participação da Lisa Kudrow, a eterna Phoebe Buffay de Friends, como Sheree.
Impecável como sempre, a temporada me deixou querendo mais e vou sofrer até sair a próxima. Abaixo o trailer da 4ª Temporada de Grace and Frankie!

Assistam, é bom demais!

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This is Us – a série que todos deveriam assistir

Já aviso logo: me acabei de chorar assistindo a primeira temporada This is Us. E, apesar da ressaca moral, posso afirmar categoricamente que a série é maravilhosa.

This is Us

Se você se liga em premiações, deve ter pelo menos ouvido falar desta série nessa semana. No último domingo (dia 07/01), o ator Sterling K. Brown fez história ao ser o primeiro ator negro a vencer um Globo de Ouro. E olha, o cara mereceu. Aliás o elenco todo merece. São todos maravilhosos, mexem com nosso coração em suas interpretações primorosas. Cada um deles. Sério mesmo. Brilhantes!

Fazia tempo que eu queria assistir à essa série. Já havia ouvido falar bastante e vi trailer. Logo me interessei. Mas só agora consegui conferir no serviço de streaming da Amazon, o Amazon Prime. Valeu cada lágrima.

Para quem não conhece, This is Us é uma série dramática americana criada por Dan Fogelman e transmitida pela emissora NBC. Eu sei que a palavra “drama” já faz muita gente sair correndo. Mas, vai por mim, This is Us é lindo demais. Ela trata da relação de um grupo de pessoas que nasceram no mesmo dia. Rebecca (Mandy Moore) e Jack (Milo Ventimiglia) são um casal esperando trigêmeos em Pittsburgh. Kevin (Justin Hartley ) é um belo ator de televisão que está cansado de fazer papéis superficiais, Kate (Chrissy Metz) é uma mulher obesa que vive uma eterna luta para perder peso e Randall (Sterling K. Brown) reencontra seu pai biológico William Hill (Ron Cephas Jones) que o abandonou quando ele era apenas um bebê recém-nascido.

Jack, Kevin, Kate e Randall compartilham o mesmo dia de aniversário, 31 de agosto. Kevin, Kate e Randall no dia 31 de agosto de 1980 e Jack em 1944. Aliás, eu mesma poderia fazer parte dessa série, nasci no mesmo dia que o grande trio.

A série segue os irmãos Kate, Kevin e Randall, enquanto suas vidas se entrelaçam. Kate e Kevin eram originalmente parte de uma gravidez de trigêmeos, que foi descoberta no banheiro do Froggy’s, um bar, durante o Super Bowl XIV. A data de nascimento dos dois era prevista para 12 de outubro de 1980, mas eles nasceram seis semanas antes, em 31 de agosto. O irmão biológico da dupla morreu no parto. Seus pais, Jack e Rebecca, com a intenção de levar três bebês para casa, decidem adotar outro recém-nascido: Randall, um bebê negro nascido no mesmo dia, que foi levado para o mesmo hospital depois que seu pai biológico o abandonou em um corpo de bombeiros. – Wikipédia

A premissa é bastante simples. É um drama do cotidiano, de uma família que muito bem poderia ser a minha ou a sua. E é justamente aí que ela nos toca bem nas feridas. Situações com as quais podemos facilmente nos relacionar. É o tipo de série que nos faz sentir. Fala de família, de amor, de perdas, de superações, de aceitação, de perdão, de reencontros, enfim… Vou deixar o trailer falar por mim (não consegui trailer oficial legendado, então vai esse):

 

Se eu fosse você daria uma olhada nessa série. Com os lencinhos do lado. Se você tiver o mínimo de empatia, vai chorar igual criança. Se tiver vivido situações semelhantes então – como eu mesma vivi algumas retratadas ali – vai verter uma verdadeira cachoeira. Mas mesmo assim não me arrependo de nada. Pelo contrário, todos deveriam assistir.

Não vejo a hora de conseguir assistir a segunda temporada!

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