Design de caixão? Conheça o trabalho de Paa Joe

Estava eu em minha aula no sábado passado, tranquila, anotando tudo como uma boa aluna, quando a professora começa a falar de Paa Joe, um artista/ designer de caixões. Sim, design de caixão existe gente! Daí você pensa “nossa, que coisa macabra” e meio que torce o nariz. Até você ver as coisas que o ganês Joseph Ashong faz. Mais conhecido como Paa Joe, ele é considerado o mais importante artista de caixão de sua geração. Seus caixões fantasiosos estão nas coleções de muitos museus de arte em todo o mundo, incluindo o British Museum em Londres.

Design de caixão

Dá só uma olhada em algumas coisas que ele já fez.

Design de caixão
Sim, isso é um caixão!

Design de caixão

Design de caixão

Design de caixão

Design de caixão
Conheço gente que gostaria de ser enterrada em uma garrafa de Coca-Cola hehehe

Design de caixão

Design de caixão

Paa Joe começou sua carreira aos 12 anos de idade como aprendiz de artista de caixão na oficina de Kane Kwei (1924-1992) em Teshie. Em 1976, Paa Joe iniciou seu próprio negócio em Nungua. Ele treinou muitos jovens artistas como Daniel Mensah, Eric Kpakpo ou Kudjoe Affutu que também se tornaram artistas de caixões muito bem-sucedidos. Sim, gente, isso existe!

Em 2007, Paa Joe mudou sua oficina de Nungua para Pobiman (Greater Accra), onde trabalha com seus filhos Jacob e vários outros colaboradores. Em 2013, Paa Joe foi convidada para uma residência de seis semanas para Nottingham, Grã-Bretanha.

Em 2016, o diretor Benjamin Wigley e a produtora Anna Griffin da Grã Bretenha, fizeram um documentário chamado  “Paa Joe and the Lion“. Nele, é possível ver um pouco da personalidade do artista, seu processo criativo super simples e autêntico (sem aquelas presepadas de artistas contemporâneos pedantes sabe?) e muitos dos caixões criados por ele. No trailer dá pra ter uma ideia de que ele leva a vida de maneira bem humilde. Um trabalhador com sua batalha diária.

Paa Joe & The Lion Trailer from Benjamin Wigley on Vimeo.

O que eu acho disso tudo? Acho o máximo! Pois a vida é curta demais para a gente levar tudo a sério. E a morte, por mais dolorosa que seja para quem fica (experiência própria), é apenas uma passagem pela qual todos nós passaremos. Então por que não fazê-la de maneira mais leve (dentro do possível)?

E vocês, o que acharam desses caixões fantasiosos?

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O que é o Met Gala 2017 e o tema deste ano

Vocês devem ter visto uma enxurrada de fotos de celebridades com vestidos e roupas extravagantes, podemos dizer assim. Como vocês devem saber, se tratava do Met Gala 2017, mas o que é isso? É uma premiação tipo o Oscar? É uma  pré-estréia de algum filme? Calma que vou explicar pra vocês.

Mas o que é o Met Gala 2017 (e porque as pessoas vão vestidas de um jeito esquisito)?

O Met Gala é um evento beneficente realizado todo ano (sempre na primeira segunda-feira de Maio)  no Metropolitan Museum de Nova York. Esse evento arrecada fundos para o Costume Institute, o departamento de moda do museu (o único departamento que precisa se financiar por conta própria.).

| Confesso que quando descobri que era beneficente fiquei animada e achei bacana… mas aí, quando vi que era pra isso fiquei meio decepcionada. Eu sei da importância da moda (sou stylist além de tudo), mas pelo amor de Deus né, com tanta gente passando necessidade, tanta pesquisa na área da saúde precisando ser feita…Mas vamos focar no assunto, pra não se irritar muito. |

O evento é tão grandioso que pode ser considerado o Oscar da moda. Anna Wintour é quem comanda o evento desde 1999 e a cada ano o evento tem um tema diferente. E é aí que entra a questão das roupas esquisitas das celebs que vão ao famoso baile, que nós, mero mortais, sequer podemos sonhar.

Katy Perry no Met Gala 2017

Gosto é uma coisa que não se discute né. Tem muita bizarrice nesses eventos, mas tem coisas legais também. Porém, antes de criticar o look de alguma celebridade (como o da Katy Perry por exemplo que parecia estar fantasiada de noiva do capiroto neste Met Gala 2017), é preciso entender o contexto da coisa toda.

Rei Kawakubo / Comme des Garçons: Art of the In-Between

O tema deste ano é uma coisa até bem bacana. Trata-se das criações vanguardistas e experimentais da estilista e fundadora da marca Comme des Garçon,  Rei Kawakubo.
A estilista japonesa, depois de trabalhar um tempo como freelancer, fundou a Comme des Garçons em Tokyo no ano de 1969, levando a marca para Paris apenas em 1982.

Met Gala 2017
Estilista Rei Kawakubo

Suas peças chamam a atenção por serem roupas que vão contra o que é ditado pela moda. São roupas de corte assimétrico, por vezes estruturais, volumosas e complexas.  As peças são por muitos consideradas arte em forma de roupa. E, por essa razão, este ano as criações de Rei ganham uma exposição no Met, que conta com 150 peças e fica em cartaz até dia 4 de setembro.

Met Gala 2017

Um exemplo claro do trabalho de Rei é a roupa que Rihanna usou no Met Gala 2017. Essa peça é uma das criações da estilista e está na exposição. Mas não significa que quem vai ao baile necessariamente precisa vestir uma das roupas da estilista. O que pode ser feito (e geralmente é assim que é feito) é o convidado dar uma interpretação própria ou releitura do tema. Como a criatividade não tem limites e a ideia é sempre aparecer mais que o coleguinha, nesse momento é que as bizarrices acontecem, entende?

Met Gala 2017
Exposição Rei Kawakubo / Comme des Garçons: Art of the In-Between

Rihanna no Met Gala 2017

Aqui embaixo tem um videozinho do próprio site do Met que mostra um pouco do trabalho que está exposto.

Se estiver por NY, dá uma passada lá. O Met fica na 5ª Avenida. 😉