Disney Magic Kingdoms: o jogo mais fofo que você vai ver este ano!

Aproveitando a onda Disney dos últimos posts resolvi trazer pra vocês um joguinho super fofo que estou viciada já faz uns meses. O Reino Mágico da Disney (Disney Magic Kingdoms) da Gameloft é um jogo que permite que você tenha e organize seu próprio parque no seu tablet ou celular.

Jogo Disney Magic Kingdoms

Comecei a jogar em um dia que me bateu uma mega saudade da Disney. Assim, como que tentando me consolar, eu procurei na apple store alguma coisa relacionada ao parque. Achei o Disney Magic Kingdoms e instalei com um certo receio por dois motivos: em 1º lugar não sabia se era bom, e, em 2º lugar poderia ser infantil demais.

Superada a fase do meu próprio preconceito, me entreguei ao jogo que simplesmente é a coisa mais fofa e agradável de se jogar! Para minha surpresa, o perfil do jogo no Instagram  só tem uma galera da minha idade jogando.

Disney Magic Kingdoms
O tradicional desfile de carros (parada). Dá pra escolher os carros que você quer que desfilem, cada um com um tema diferente.

O jogo começa com apenas uma pequena parte do parque disponível. Malévola teria lançado uma maldição no parque fazendo tudo ficar vazio e os personagens foram embora. Sua missão é trazer de volta a alegria ao seu parque e ir derrotando a maldição da Malévola.

Disney Magic Kingdom
Convocando e subindo níveis dos personagens.

Para conseguir convocar os personagens é necessário ir cumprindo diversas missões. Como tem alguns meses que jogo já estou bem adiantada nesse quesito, mas ainda há muitas áreas do parque para desbloquear e por isso o meu parque está um pouquinho… er… entulhado. Mas vou reorganizar tudo eventualmente.

Disney Magic Kingdoms
Rapunzel cumprindo missões

 

No momento o joguinho está todo trabalhado no tema da Bela e a Fera, por motivos óbvios. Já houveram ações para convocar os personagens de Frozen e Mulan. Desconfio que a próxima ação no jogo deve ter a ver com os Piratas do Caribe, já que em breve vem filme novo da franquia por aí.

Disney Magic Kingdom

Mas para ser sincera, não vejo a hora de colocarem os personagens da Pequena Sereia no jogo. Ariel é a minha princesa favorita, como já falei aqui, e a Bela é a segunda. Por enquanto estou curtindo fazer as missões da ação da Bela. Atualmente, preciso derrotar o Gaston que está tentando atrapalhar o baile da Fera.

Disney Magic Kingdom

Disney Magic Kingdom
Missão de A Bela e a Fera. Os personagens tentando impedir o Gastão de atrapalhar o baile.

 

O Disney Magic Kingdoms é gratuito, mas tem algumas vendas dentro do jogo. No entanto, se você tiver paciência, consegue  desbloquear personagens e áreas do parque gratuitamente. Confesso que segurar a ansiedade é muito difícil pra mim, mas vale a pena. Me divirto e vou aos poucos desbloqueando os personagens mais queridos.

Uma dica importante é que sempre tem uma criancinha visitando do parque querendo alguma coisa específica. Ela pode querer ir em alguma atração ou ir ver algum personagem. Esses desejos aparecem como balõeszinhos de pensamento nas crianças. Basta clicar no balãozinho e atender o pedido delas. Isso faz com que o nível de felicidade do parque aumente e, consequentemente as visitas.

Disney Magic Kingdom

Disney Magic Kingdom
Cinderela e alguma de suas atividades no parque.

 

Esses prints são todos do meu gameplay, mas no site do jogo tem mais imagens lindas de vários personagens. Abaixo um vídeo de apresentação:

Fala sério gente, não tem como não morrer de fofura. Sim, sou Disney Addicted, desculpem-me! Mas juro pra vocês que este blog não será  só de Disney! O próximo post será de um assunto diferente, prometo!

A Bela e a Fera 2017 – retornando à infância com o live action da Disney

Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada pela Disney. Então dificilmente esta será uma crítica imparcial. Já começo dizendo que o live action A Bela e a Fera é lindo sim. Com o filme eu me encantei, ri, chorei de emoção, e me diverti muito. Não me atrevo a dizer que seja um filme perfeito, mas vamos lá, abra seu coração, é Disney, então é no mínimo mágico.

A Bela e a Fera poster 2017

Li algumas críticas negativas antes de ir para o cinema e confesso que fui assistir o filme com um pouco de medo. Até pensei em procurar os defeitos todos que estavam falando e procurar escrever uma crítica mais imparcial possível, mas, me desculpem, não vai dar. Nos primeiros acordes de When You Wish Upon a Star que introduz todos os filmes da Disney eu já tava emocionada virando criança outra vez. E não consegui deixar de me alegrar com as canções do filme, cantarolar junto, me deslumbrar com várias cenas e ser conquistada pelos personagens.

Emma Watson tem a leveza, a liberdade de espírito e a coragem que uma Bela dos dias atuais precisa, sem deixar o romantismo de lado. Porque sim, dá pra ser independente e determinada sem deixar de lado a possibilidade de abrir o coração e amar. Ela não tem medo de falar umas verdades na cara da Fera, que fica completamente desconsertada com as respostas da garota.

A Bela e a Fera 2017
Bela e seu pai Maurice

 

A Fera / Príncipe amaldiçoado vivido por Dan Stevens é agressivo no começo, mas que conhece a história, sabe que não é tão assustador assim. No fundo não passa de um rapaz raivoso que nunca aprendeu a amar. Aos poucos, Bela com seu jeito desafiador que o enlouquece, vai quebrando as barreiras e a Fera amolece o coração. Acaba, por muitas vezes, fazendo bobas de quem não está sabendo lidar com aquilo tudo.

A Bela e a Fera 2017
Fera / Príncipe

É divertido, e nesse aspecto está bem parecido com a animação de 1991 que mora no coração dos fãs. Fala sério, a Fera não é pra ser assustadora vai, afinal por debaixo daquele monte de pelos existe um príncipe. Teve quem falasse mal do CGI da Fera, mas eu até que achei bastante razoável.

O ator Kevin Kline é um super avoado Maurice, que merece um destaque por sua interpretação divertida de pai inventor da Bela. Apesar desse jeito descuidado, dedicou a vida inteira para proteger a filha. Não tem como não sentir carinho pelo pai meio matusquela, mas completamente lúcido, que todos duvidam de sua sanidade mental. É aquela velha história que permeia todo o filme, o terrível engano que é julgar os outros pela aparência.

A polêmica do LeFou

A tal polêmica do LeFou ser um personagem gay não passa de uma enorme tempestade em um copinho minúsculo, daqueles de licor, sabe? LeFou é super divertido e alegre, canta e dança com trejeitos sim, e seu amor por Gastão é mostrado de maneira muito sutil. Não há beijo entre eles e nem nada que os homofóbicos de plantão considerem “escandaloso”.

Eu vi gente xingando o filme sem nem ter visto dizendo que tinha beijo gay (???). Gostaria de entender o que leva uma pessoa a odiar tanto o que não conhece e nem viu ainda pra inventar essas coisas. E se tivesse beijo gay, qual seria o problema? Estamos em 2017 amores, e os gays estão no mundo desde sempre. Só estudar um pouquinho de história para saber. Feio é o seu preconceito, seja ele qual for. #FicaaDica

A Bela e a Fera 2017
LeFou e Gaston

Josh Gad está simplesmente um deleite interpretando o LeFou e tenho dito! E o Gastão de Luke Evans está impagável! As cenas dos dois juntos garantem boas risadas. Fora que estão muito parecidos com os do desenho de 1991.

Aliás, o filme como um todo está muito parecido. É praticamente o mesmo filme, só que com atores e cenas a mais que só acrescentam na história e explicam melhor muitas coisas.

Os apaixonantes utensílios (e móveis)

Impossível não se divertir com Lumière (Ewan McGregor) super malandro implicando com Horologe (Ian McKellen) e discordando, mas mesmo assim trabalhando juntos. Ewan McGregor  arrasa no gogó em todas as canções, mas o destaque está mesmo para “Be Our Guest“. A cena é linda, a música empolgante, e ver todos aqueles pratos, talheres, e diversos utensílios cantando e dançando é simplesmente mágico.

A Bela e a Fera 2017
Lumière e Horologe

Gugu Mbatha-Raw é a delicadíssima Plumette, amor da vida de Lumière que sonha voltar a sua forma humana para tê-la em seus braços novamente.

A Bela e a Fera 2017
Plumette e Madame Samovar

Emma Thompson faz a fofíssima Madame Samovar (Madame Potts), e funciona como uma grande mãe que reconforta a todos no castelo com suas palavras de encorajamento e chás quentinhos.  O ator mirim Nathan Mack faz o papel de Zip (Chip) que consegue ser uma criança com jeitinho super fofo mesmo sendo uma xícara de porcelana. Confesso que não fiquei muito fã do visual deles quanto bule e xícara desde o momento que vi os trailers, pois no desenho ambos tem um design mais infantil mesmo, com olhos grandes e etc, mas entendi o propósito no filme.

A ideia é que todos os objetos se pareçam mais com objetos de verdade do que com humanos. Uma pena no sentido de que não reconhecemos os atores pelas feições do CGI, até que sejam transformados novamente em humanos. (Sem reclamar de spoiler não porque todo mundo sabe como a história termina, não é?)

Madame Garderobe vivida por Audra McDonald é doidinha e divertida e um guarda-roupa bastante útil também. E que vozeirão lírico esta mulher tem! Stanley Tucci é o Maestro Cadenza, marido de Madame Garderobe, que foi tranformado em cravo (instrumento musical) durante a maldição.

A Bela e a Fera 2017
Madame Garderobe e Maestro Cadenza

Tem muitos outros personagens e todos, sem exceção, cada um com suas peculiaridades, são ricos e deliciosos de se ver.

A cena do vestido amarelo

A canção tema de A Bela e a Fera foi o momento mais esperado por mim. Passei a semana com a música Tale as old as time na cabeça, super animada pra ver o filme. A cena é linda. Algumas pessoas não gostaram do vestido da Bela, pois ele parece ser mais simples do que a versão do desenho, e, sim, ele pode parecer bem menos bufante.

A Bela e a Fera - cena Tale as Old as Time

Mas aquilo tem uma razão de ser.  Fica bem claro pra mim que o que eles queriam era um vestido fluido. Isto é, quando a Bela se movimentasse durante a dança, o vestido desse a sensação de leveza, quase como se ela estivesse flutuando naquele momento mágico onde ela começa a assumir para si seus sentimentos pela Fera. A Fera por sua vez já está completamente apaixonado.  Minha mãe fazia figurinos de ballet e me ensinou que o figurino sempre faz parte da dança. O vestido da Bela é uma extensão de seus movimentos, e seus movimentos são uma expressão do que ela sente naquele momento.

Magico para ela, e mágico para nós que estamos assistindo e ouvindo Madame Samovar cantando. Chorei igual criança de emoção ao assistir essa cena em especial. Aliás tenho vontade de chorar toda vez que ouço a música. Bom, não era à toa que papai me chamava de manteiga derretida.

Musical

As coisas andam cada vez mais difíceis no mundo e estamos nos tornando cada vez mais amargurados. Não vão para o cinema ver um filme intelectual e de questionamentos existenciais. É um filme alegre e leve como os filmes da Disney devem ser, afinal Disney é sinônimo de alegria. (Sabe branding? Pois é!)

Mas isso não quer dizer que não tenha o seu valor. Não é, nem de longe sinônimo de alienação. Este filme em particular ensina a importância de não se julgar as pessoas pela aparência, pelas posses ou qualquer outra coisa superficial assim. Ele ensina a ver a essência das coisas, a beleza real do mundo que vai além e mais profundamente do que os olhos podem ver.

Ah sim, gente, o filme é um musical. Canções e mais canções que nos levam de volta à infância e deixa o coração mais leve e feliz por algumas horas. Talvez seja exatamente isso que muitos estejam precisando nesse momento da vida.

Tá friozinho hoje, vai pro cinema, assistam o filme, deixem os problemas do lado de fora da sala e sonhem um pouquinho com a magia da Disney! Tenho certeza de que se forem livres do peso dos preconceitos vão adorar.

Se quiser algo menos alegre, que tal assistir Logan? É um excelente filme também! Fiz uma crítica ao filme, sem spoilers , aqui nesse link.