Papo sério: A falsidade e a superficialidade.

Eu gosto muito de observar o mundo ao meu redor. Tento não julgar, muito embora às vezes seja difícil, uma vez que sou humana e também tenho os meus defeitos. Observo pois é de minha natureza. Observo, aprendo, e, eventualmente uso algo observado em minha escrita criativa. Esses dias eu estava refletindo sobre falsidade que venho observado ao meu redor ao longo de vários meses. Falsidade é algo que eu realmente não gosto no mundo…

falsidade

Desde muito criança, eu sempre preferi ser sincera ao máximo e isso me causou até alguns problemas. Algumas amigas costumam brincar que eu cometo muitos “sincericídios“. Mas será que seria mesmo mais fácil fingir, esconder, dissimular? Tenho lá minhas dúvidas. Para mim, pelo menos, mentir é muito difícil. Me sinto mal, minto mal, e fico com aquilo na cabeça me culpando. Não digo que foi resultado da educação que tive, pois desde que me entendo por gente sou assim. Nesse aspecto deve ter sido até fácil para meus pais me educar. Em compensação fui uma criança extremamente dona do meu próprio nariz e a sinceridade excessiva causou problemas para a minha mãe algumas vezes. Coitada. Cortou um dobrado comigo.

Mas voltando ao assunto deste texto. Observando percebi que dentro da falsidade mora a superficialidade. Conheço algumas pessoas que passam a vida – sem exageros aqui, a vida, 24hs por dia – usando de falsidade. Simplesmente não conseguem ser sinceras. Talvez por acharem na mentira, no ato de ocultar, uma maneira de se protegerem do mundo ao seu redor. É triste, mas existe. Pude observar de perto e até mesmo receber explicações mentirosas. Então entendi o quão oprimida a pessoa pode ser por levar uma vida desta maneira.

Imagina só: tudo que faz, que os outros fazem e cada passo que dá é “acobertado” por uma explicação superficial, e às vezes até esdrúxula. Criar justificativas mirabolantes até mesmo para ir na esquina espairecer um pouco. Não parece uma prisão? Para mim parece. Como se quem usa desses subterfúgios precisasse deles para tomar as rédeas da própria vida. Eu considero isso de uma tristeza absoluta.

Mais triste ainda é chegar na conclusão de como a vida de alguém pode chegar numa superficialidade tamanha a ponto de afastar todos os amigos. Pois não há como ser amigo de alguém que não se deixa conhecer verdadeiramente, que mente o tempo todo. Mente até para agradar todo mundo. Máscaras.

Quando mentimos, usamos de falsidade, ou omitimos a verdade sobre as coisas mais simples, acabamos vivendo em um mundo extremamente superficial e de aparências. Não se pode chamar alguém de amigo sem o conhecer de verdade. Assim como não se pode amar alguém verdadeiramente sem conhecer até mesmo seus defeitos. Esconder, mentir, omitir são atos que aprisionam, que fecham alguém em si mesmos.

Eu não sei vocês, mas eu prefiro a liberdade de me expressar, de ser eu mesma, de fazer o que eu bem entender com a minha vida. Quem está comigo nessa jornada da vida está presente sabendo exatamente como eu sou. Quem gostar de mim vai gostar de mim por quem eu sou. Quem não gostar vai ser pelo mesmo motivo e tudo bem! Ninguém deveria viver se preocupando em agradar todo mundo. Eu não tenho que agradar a todos, você não tem que agradar a todos, a celebridade também não. Como também ninguém é obrigado a concordar com o que os outros fazem ou falam. Mas isso já é assunto para outro post.

E aí? Muitas falsianes na sua vida? Como você lida com a mentira? Comentem, e não se preocupem, aqui eu não julgo ninguém. Respeito é bom e todo mundo gosta. 😉

Food Design – quando a gastronomia se torna obra de arte

Vocês já devem ter visto circulando pelo facebook algumas tortas e doces com formatos incrivelmente belos e diferentes. Verdadeiras esculturas açucaradas. A chef ucraniana Dinara Kasko eleva a confeitaria a outro patamar.  Apesar de food design não ser apenas sobre a beleza dos alimentos, estas tortas são de comer com os olhos.

food design

Em colaboração com o artista de Miami, José Margulis, Kasko desenvolveu bolos e doces esculturais. Suas formas geométricas e abstratas foram criadas a partir de modelos 3D. Enquanto as esculturas de José Margulis são feitas em plástico, alumínio e acrílico, as tortas de Dinara Kasko são feitas de chocolate.

food design

Tentei transformar suas criações, feitas de plástico, alumínio e acrílico, em algo comestível, usando técnicas básicas e ingredientes. No entanto, queria preservar sua mensagem e sentir. Tinha que ser uma instalação de desempenho onde a arte foi criada por José Margulis e depois transformada por mim em uma arte comestível que seria consumida mais tarde – desaparecer assim. Eu estava transformando o objeto da arte em algo comestível que mais tarde pereceria, enfatizando a arte efêmera, a sua fugacidade em nossa vida.

 

O processo de confecção das tortas envolvem máquinas e ferramentas de corte, tais quais as usadas para as esculturas.

food design

É interessante notar que, dependendo do ângulo que você olha para as esculturas, a nossa percepção das formas e cores mudam de acordo com a incidência de luz sobre os objetos / bolos. É simplesmente fascinante. Cada objeto, cada torta, cada doce que Dinara projeta, é por si só uma narrativa, bem como as esculturas de José. Tem muito a ver com a experiência sensorial acima de tudo.

food design

Vale lembrar que food design não engloba apenas a estética dos alimentos, se assim fosse estaríamos falando apenas de styling. É muito mais profundo do que isso. Food design é também sobre propor soluções alimentares eficazes num contexto no qual o produto seja funcional ao tipo de ambiente de consumo, e, sobretudo, às exigências das pessoas em diversos momentos e situações. Atualmente, na Europa, a comida industrializada é projetada por food designers.

Tem vários outros videos bacanas de outras tortas feitas por ela, usando projeção e impressoras 3D para criar formas de silicone com formatos específicos resultando em outras formas geométricas super bacanas.

E você? Teria coragem de comer essas obras de arte?

As fotos foram retiradas todas do site da chef. Vale a pena visitar o site dela para ver outras coisas lindas que ela faz. 😉

Em clima de 7 de Setembro, dica de passeio – Espaço Cultural da Marinha do Brasil

Eu sei que a situação no nosso país não é muito boa e que está complicado manter o espírito de patriotismo. Eu posso falar por mim mesma quando digo isso. Quando pequena fui educada a ter amor pelo nosso país. Íamos a desfiles cívicos, pendurávamos bandeira na janela… É uma tristeza a situação que vivemos nos dias de hoje, mas deixa eu falar pra vocês sobre o Espaço Cultural da Marinha aqui no Rio de Janeiro. Eles tem passeios bem bacanas.

Espaço Cultural da Marinha
Trecho do Boulevard Olímpico. À direita o Espaço Cultural da Marinha.

 

Outro dia eu estava no centro da cidade resolvendo umas coisinhas. Estava um dia lindo e resolvi andar por ali pelo Boulevard Olímpico. Aquilo ficou bem bonito depois da reforma né? A revitalização daquela área valeu a pena. Pois bem, o Espaço Cultural da Marinha fica ali no Boulevard, entre a Candelária e a Praça XV. Fácil de chegar e achar.

Lá, a Marinha oferece visitações ao Navio-Museu Bauru, ao submarino Riachuelo, ao helicóptero “Sea King”, ao Carro Blindado Cascavel, à Nau dos descobrimentos. Além disso tem o famoso passeio à Ilha Fiscal. Os passeios guiados acontecem apenas de 5ª a domingo, e os ingressos são vendidos apenas no próprio dia da visita, entre 11h e 15h10.

Realizado pela Baía de Guanabara a bordo do Rebocador Laurindo Pitta ou da Escuna Nogueira da Gama, esse passeio é um dos mais belos do Rio de Janeiro, permitindo ao visitante avistar, de uma forma encantadora, os principais pontos turísticos e históricos da cidade da Cidade Maravilhosa. No decorrer do passeio, uma guia turística apresentará as curiosidades e histórias, interagindo a todo momento com os visitantes.

Espaço Cultural da Marinha
A Nau dos Descobrimentos – Adaptada cenograficamente, por meio de um projeto da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, a embarcação abriga uma exposição sobre a vida a bordo no final do século XV e início do XVI.

O ideal é ir em dias de tempo bom, pois Passeio Marítimo poderá ser cancelado em caso de mau tempo e nevoeiro.  O visitante que adquirir o ingresso para o Passeio Marítimo também tem direito a visitar as atrações do Espaço Cultural da Marinha. Bacana né?

O bom é ligar pra lá antes pra ver se os passeios estão acontecendo normalmente. Dá até para agendar o passeio por telefone se o grupo tiver mais de dez pessoas. Tá tudo explicadinho no site deles, inclusive o roteiro do passeio.

Por que eu indico esses passeios? Porque além de ser lindo e ser uma experiência super bacana, acho que estamos precisando de nos lembrar de algumas coisa da nossa história. É bom conhecer nossa própria história, sabe? Para entendermos de onde viemos, o que não queremos de jeito nenhum repetir e para onde queremos ir.  Além disso, o Boulevard Olímpico tem um monte de outras atrações. Tudo super pertinho, dá para fazer vários passeios bem bacanas. Mas é impossível fazer tudo em um dia só.  Esse da Ilha Fiscal é imperdível, assim como tantos outros.

Espaço Cultural da Marinha

Espaço Cultural da Marinha

Como estava com pressa, parei em frente para pegar as informações e passar pra vocês. Mas quero muito voltar lá qualquer dia desses para fazer esses passeios novamente. Quando criança, por meu pai ser militar,  eu vivia visitando coisas assim. Era legal demais. Tenho saudades.

Quando eu fizer esse passeio novamente, conto tudo aqui pra vocês. Quem aí já foi? Me contem como foi a experiência!

Aproveitem bem o feriado! 😉