Quem é a Mulher Maravilha e por que a amamos tanto?

Eu adoro a Mulher Maravilha desde pequena. Isto ficava provado nas fotos de minha infância quando nos Carnavais eu me fantasiava dela. Lembro de ter tido uma máscara horrorosa que queria porque queria usar,  mas a fantasia era de baianinha. Meus pais, sacanas como só eles, me enfiaram a tal da máscara e riram da minha cara. O resultado foi uma sequência de fotos de uma bebê de 3 aninhos muito injuriada.

Mulher Maravilha

Mulher Maravilha

Agora esse filme que vai sair é como uma realização de um sonho. Gostaria que meus pais estivessem aqui para irmos todos juntos ao cinema, e provavelmente, eles iriam rir lembrando dessas fotos.

Mas quem é a Mulher Maravilha e por que ela me encanta tanto desde pequena?

Eu já falei brevemente sobre a personagem icônica da DC Comics em meu outro blog, o Democracia Fashion. Lá eu falava sobre as Amazonas e foi inevitável fazer esse paralelo com a Wonder Woman.

Mulher Maravilha (Wonder Woman) é o alter-ego de Diana Prince, uma personagem criada em 1941 por um cientista conhecidamente feminista, o Dr. William Moulton Marston.  Uma coisa interessante sobre ele é que ele foi criador também do detector de mentiras, e nossa incrível mulher maravilha tem um laço detector de mentiras!  No universo dos quadrinhos, Diana Prince é filha da rainha Hipólita, e portanto, princesa de Themyscira. Este era o nome da cidade das amazonas, e nos quadrinhos passou a ser uma ilha (também chamada de Ilha Paraíso). Em uma das versões de sua origem, Diana é filha de Hipólita com Zeus, e portanto, uma semideusa muito poderosa.

Entre os poderes da nossa querida Wonder Woman estão super força, capacidade de voar e agilidade sobre-humana. Ela teria a força de Hércules, a sabedoria de Atena, a beleza de Afrodite e a velocidade de Hermes. Além desses poderes ela é uma guerreira treinada desde criança para lutas armadas com espada por exemplo, e desarmadas também. Os acessórios que ela utiliza para a auxiliar em suas lutas são os famosos braceletes indestrutíveis – usados para desviar projéteis e raios – uma tiara que pode ser usada como bumerangue e o icônico laço da verdade, o laço mágico e inquebrável que faz com que as pessoas laçadas sejam incapazes de mentir. Um detector de mentiras muito charmoso, podemos dizer.

Mulher Maravilha

Esse poder todo é por si só admirável, mas o mais bacana, na minha opinião, é a personalidade dela. É uma mulher forte, corajosa, inteligente e independente, mas ao mesmo tempo com um coração puro e verdadeiro, inundado por um profundo senso de justiça. Ela consegue ser implacável contra os inimigos, mas consegue ser afetuosa e doce e benevolente nos momentos certos. Uma mulher forte sem deixar de ser feminina. Gentil e muito confiante de si mesma. Eu queria ser igual a ela quando crescesse.

Mulher Maravilha
1 – “Garotas, não tem nada demais, tudo o que precisam fazer é ter confiança na sua própria força!”
2 – “Pobre garota, ela confia mais em um homem do que em si mesma!”
3 – “Você é incrível, anjo. Se você se casasse comigo…” “Se eu me casasse com você, Steve, Eu teria que fingir que sou mais fraca que você para fazê-lo feliz. E isso é algo que nenhuma mulher deveria fazer!”
4 – “Anjo, quando é que iremos nos casar?” “Quando o mal e a injustiça desaparecerem da face da terra!”

 

 

Mulher Maravilha
1 – “… às vezes você precisa tomar uma posição!”
2 – “Você poderia ter nos destruído com apenas algumas palavras para a imprensa. Isso teria significado o fim de nossas carreiras.” “Nós temos um ditado no meu povo. ‘Não mate se você pode ferir, não fira se você pode subjugar, não subjugue se você pode pacificar e não levante a sua mão a não ser que antes você a tenha estendido.'”

 

Mulher Maravilha

Ontem foi lançado o segundo trailer do filme que estreia em junho de 2017 (infelizmente ainda demora um pouquinho), e não tem muito tempo que o primeiro trailer havia sido lançado na Comic Con. O bacana dos trailers é que mostra o passado da Mulher Maravilha, interpretada pela atriz Gal Gadot,  como amazona e sua participação na Primeira Guerra Mundial. Ela não entende o conceito de mulher submissa daquela época, o que rende umas cenas muito boas! Pelo pouco que pude ver, devem mostrar a origem dela, como se tornou a Mulher Maravilha, um título que deveria ser merecido pelas amazonas. E deve mostrar também seu romance com o Steve Trevor (interpretado pelo ator Chris Pine), seu primeiro interesse romântico nos quadrinhos. Ainda sendo capaz de amar, ela nunca foi capaz de se subjugar.

via GIPHY

 

Seguem abaixo os trailer lançados até agora. Mal posso esperar pelo filme!

Trailer apresentado na Comic Con de San Diego este ano:

Trailer incrível que foi lançado ontem:

E eu estou assim, feliz da vida!

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P.s.: Todas as imagens foram encontradas no Pinterest 🙂

Atualização: O trailer número 03 está incrível!

E mais um poster lindo!

Retomando as atividades físicas – cada novo passo, uma nova conquista

Eu engordei. É chato, mas acontece. O luto faz isso com a gente, querendo ou não.  Sempre tive uma vida ativa. Já pratiquei várias atividades físicas desde pequena: ballet, natação, ginástica olímpica, pilates, corrida, dança, musculação, yoga, tudo.

Mas aí quando a coisa aperta, você simplesmente larga toda a sua vida pra cuidar de quem você ama.  Larga absolutamente tudo mesmo. Tudo. Por amor. Porque sim. Mas aí, independente dos seus esforços a pessoa se vai, é a hora dela. E quando ela se vai você fica sem saber o que fazer com sua própria vida. Por um tempo você não quer fazer nada com sua própria vida. Faz parte do sofrimento.

atividades físicas
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Faz parte do sofrimento procurar consolo e a coisa mais fácil e imediata que te oferece conforto é a comida. Comer é bom. Gostar de guloseimas não é errado. Não há porquê se culpas por isso. Está tudo bem se consolar desta maneira. Existe até um nome para esse tipo de comida, o Comfort Food. Comfort Food é um carinho que você faz ao seu organismo. Mas chega um momento que é preciso cortar esse ciclo. Pois, apesar do comfort food ser um carinho momentâneo, pode trazer consequências piores do que simplesmente engordar, ou deixar a pele horrível.  A má alimentação pode trazer sérios problemas de saúde.  Além disso tudo, é preciso se reencontrar.

O caminho de volta é difícil.  Só quem passou por isso sabe o quanto é difícil encontrar sentido pra vida novamente. Mas aí a gente se apega às memórias dos que se foram e tenta viver da maneira mais honrosa possível. E é neste ponto que a gente precisa se apegar todos os dias de manhã pra conseguir levantar de manhã e retomar nossas atividades, sejam atividades profissionais, do cotidiano ou atividades físicas. É aos pouquinhos que isso acontece. Os resultados demoram a aparecer, todos os dias você precisa encontrar forças pra não desanimar, e cada novo passo, uma nova conquista.

Eu estou retomando minhas atividades. Estou conseguindo voltar a correr e superar meus limites na academia (faço esteira, transport e bicicleta). Voltando a comer de maneira saudável como sempre fiz, sem abrir mão de um chocolatinho de vez em quando. Devagarzinho, com ajuda das atividades físicas, somadas à reeducação alimentar, vou eliminando os quilos do luto. Tá sendo um processo lento, mas não vou desistir. Sabe por que? Porque voltar ao corpo que eu tinha antes e à relação que eu tinha comigo mesma  é algo que preciso fazer para me reencontrar. Parece fútil ou superficial, mas é uma busca completa que envolvem vários fatores da vida, incluindo o condicionamento físico. A endorfina liberada através dos exercícios nos ajudam a me sentir melhor comigo mesma e até mais feliz. É preciso combater a preguiça diariamente sim. Mas vale a pena. Afinal como dizem por aí, no pain, no gain.

Depois eu conto pra vocês o resultado desse esforço.

Beijos e até a próxima!

Aula de Yoga Integral – minha experiência pessoal

Oi gente, tudo bem com vocês? Hoje eu gostaria de conversar com vocês sobre aula de yoga. Sei que muitos vão pensar “ah… lá vem aquele papo fitness“, mas eu juro pra vocês que o que eu tenho a dizer não vai por esse caminho. Nada contra assuntos fitness! Pelo contrário, curto muito! Apesar de ter me distanciado deste mundo fitness devido uma grande perda na minha vida, estou voltando aos poucos a me cuidar. É nesse “me cuidar” que a aula de yoga entra.

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Como todas as modalidades de atividades físicas, o yoga já foi também “modinha”. Embora o conceito de “modinha” tenha uma conotação bastante negativa, eu acredito que o lado positivo disso é que as pessoas acabam tomando conhecimento de coisas que podem fazer bem a elas. Mesmo que a ideia inicial seja bem diferente daquilo que foi encontrado no final das contas.

Digo isso porque quando eu comecei a praticar yoga, foi seguindo um desses movimentos de “modinha”. A princípio fui com algumas colegas a um estúdio, onde a aula de yoga era mais voltada pro fitness, do que pro yoga em si. A maioria daquelas pessoas ali estava buscando emagrecer. A aula era bastante intensa, a sala era quente, e todos saíam de lá encharcados de suor e destruídos. O que era extremamente positivo, visto que colocar as toxinas pra fora só pode fazer bem.

Porém, naquele momento da minha vida, não era exatamente isso que eu estava procurando. Eu precisava de algo que não trabalhasse apenas o meu corpo, mas também (e principalmente) a minha mente. E foi assim que cheguei no yoga integral. A princípio não entendi o que era, mas aos poucos se mostrou ser exatamente o que eu precisava.

O yoga tem várias linhas que vão das mais intensas e contínuas como Ashtanga e Vinyasa , às mais tranquilas e relaxantes como a Hatha Yoga.  Aos poucos, fui me despindo de preconceitos e estranhezas daquela linha diferente do yoga e fui tomando gosto pelos exercícios. Eram exercícios de respiração somados às posturas (asanas) – que poderiam ser das mais simples às mais complexas- , e ainda momentos de movimentações livres de olhos fechados como exercícios de teatro.

Infelizmente precisei para todas as minhas atividades, tanto profissionais, quanto de condicionamento físico e lazer, para enfrentar um dos mais tristes problemas da minha família. Este problema resultou numa perda muito grande, como havia mencionado acima, e esta perda um luto que ainda vivo.

E o yoga integral tem me ajudado. Ao fazer o esforço de retomar aos poucos minhas atividades, uma das primeiras coisas foi retomar essas aulas. Fazem poucas semanas que retornei a elas e os resultados já aparecem.

Meu corpo que somatizava o estresse da dor da perda doía em cada articulação. Lembro que nas primeiras aulas eu chorava de dor e frustração por não conseguir fazer o que costumava fazer poucos meses antes. E como meu corpo doía! Pouco a pouco estas dores estão sumindo.

Minha mente nebulosa e meu coração pesado aos poucos tem se transformado também. Cada exercício de respiração me auxilia a diminuir a ansiedade e os medos. Cada asana é um momento em que me concentro em mim mesma consigo compreender melhor meus sentimentos e assimilar melhor os acontecimentos. A aula de yoga integral trabalha com todos os aspectos do ser.

Ainda tenho um longo caminho pela frente, e talvez não me recupere ainda tão cedo deste luto. Mas o fato é que o yoga está sendo fundamental para que eu volte a mim mesma. Que eu volte a viver a minha vida e tenha vontade novamente de ir em busca dos meus sonhos. Que apesar da grande perda sofrida ainda há o que se viver e realizar. Que não acabou aqui. Mas é imprescindível que eu continue a fazer esse movimento de esforço. Que eu tenha disciplina para frequentar as aulas. Pois se eu não tiver essa disciplina não sairei do lugar e continuarei chafurdando.

Se eu persistir neste esforço de me fazer o bem de me cuidar, os resultados virão no seu devido tempo. E aos poucos, eles estão já surgindo.

Gratidão à vida por ter me mostrado esse caminho. Gratidão aos meus mestres que me instruem no caminho da yoga. Gratidão sempre. Trabalho sempre. Disciplina sempre.

Namastê.