A Maldição do Tigre, de Colleen Houck

Oi gente! Como vocês estão? Como foi o final de ano de vocês? Espero que tenha ido tudo certinho!  Eu tirei uns dias de férias, mas agora estou de volta e gostaria de começar o ano com minha primeira de muitas resenhas do livro: A  Maldição do Tigre!

A Maldição do Tigre

A saga Maldição do Tigre me foi apresentada pela minha querida amiga Lilian Raquel em um momento muito difícil da minha vida.  Nossa amizade tem lá seus 15 anos já (acho que é mais ou menos isso, pois meio que ja perdi as contas, desculpa Lee!) e sempre acompanhamos as alegrias e tristezas uma da outra mesmo morando longe. Ela sempre me apresenta vários livros interessantes. Como leitora ávida, ela já leu mais histórias do que eu posso sequer contar e ela sempre me passa as melhores. Como eu disse, ganhei essa saga de presente dela em um momento difícil da minha vida, e a história me ajudou muito, pois permitia com que eu me desligasse da difícil realidade e sonhasse um pouco, me ajudando a manter a sanidade.

E que saga linda! Eu não sabia nada sobre ela até começar a ler. Simplesmente aceitei o presente de bom grado, afinal confio no bom gosto da minha amiga para leitura. Ela me diz “Olha, esse é muito bom! Leia!”, eu simplesmente aceito e nunca me arrependo. Então, tentarei resenhar pra vocês sem spoilers, já que nem todo mundo gosta e eu, particularmente, não sou fã de estragar as surpresas alheias.

Do que se trata, afinal, essa história? É sobre uma menina chamada Kelsey Hayes, que perdeu os pais e mora com os tios, mas precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Até aí, ok, nada demais. A história começa a me causar estranheza no momento em que ela arruma um emprego em um circo. Pensei “Mas gente, quem arruma emprego em circo?” e segui lendo pois isso despertou a minha curiosidade. Eu, no lugar dela, certamente não iria me virar tão bem nesse tipo de trabalho. Mas Kelsey, apesar das perdas, é uma garota que encara a vida com coragem. Aquele tipo de pessoa que se tiver com medo vai com medo mesmo.

É lá nesse ambiente circense que ela conhece a atração principal: um tigre branco de olhos azuis. Eu teria medo de me aproximar. Mas o animal era tão lindo e tinha um olhar tão peculiar que Kelsey não só se aproxima como passa a cuidar do bicho. Alguns eventos ocorrem e ela descobre que o tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos.

Por alguma razão Kelsey pode ser a única pessoa a ajuda-lo a ter sua humanidade de volta e acaba embarcando em uma incrível viagem ao lado do tigre. Ela o leva de volta à Índia contando com a ajuda do super querido Sr. Kadam e lá começa uma perigosa jornada para decifrar a profecia que ajudará Ren voltar à sua forma humana e se libertar da maldição. Durante esta jornada precisarão enfrentar diversas criaturas sombrias em mágicas, conhece mundos místicos cheios de perigo e a maravilhosa deusa hindu Durga.

A história se desenvolve com várias reviravoltas. Kelsey se apaixona por Ren, mas as coisas são mais complicadas do que parecem. São 4 livros da saga onde você percebe o trabalho minucioso de pesquisa da autora Collen Houck, onde ela fala de mitologia hindu lindamente – o que eu particularmente amei ver, como praticante de yoga tive contato com um pouco dessa mitologia super rica.  Há várias cenas de ação, lutas, batalhas épicas e muita criatividade da autora. Aquele tipo de história que você se apaixona e torce pelos personagens e  é claro que há um vilão a quem odiar.

A Maldição do Tigre

A construção dos personagem é bastante cuidadosa. Mesmo aqueles que aparecem poucas vezes servindo de apoio à história são inesquecíveis. Vale muito a pena acompanhar a saga até o fim, pois o desfecho é surpreendente.  A Maldição do Tigre é o primeiro volume da saga e lançado originalmente como e-book!

O livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times. Os outros três livros são “O Resgate do Tigre“, “A Viagem do Tigre” e “O Destino do Tigre“.  Há também um prequel intitulado “A Promessa do Tigre” que conta mais detalhadamente como se deu a maldição.

A Maldição do Tigre

É uma dessas histórias épicas que quem é fã gostaria de ver no cinema. Eu imagino o visual do filme como uma explosão de cores da Índia, com muita magia e efeitos especiais lindos na tela.  A notícia boa em relação à isso é que já foram comprados da autora os direitos para a realização de filmes ou série de tv. Só não se sabe ainda quando será produzido.

No Brasil, A Maldição do Tigre e os demais livros da saga foram publicados pela Editora Arqueiro e a tradução é de Raquel Zampil.

Se você curte histórias de fantasia, leia que você não vai se arrepender. Depois me conta o que achou! E quem já leu pode deixar comentários aqui também! Vamos trocar idéias!

Beijos e até a próxima!

Que seu 2017 seja muito feliz!

 

E aí, gente, como foram de festas de fim de ano?

Por aqui foi tudo o mais tranquilo.  Depois de um ano de muita tristeza e sofrimento, optei por passar as festas de maneira mais serena possível.

Na última semana do ano decidi já começar a me dedicar com mais afinco para atingir a forma física desejada ( que já comentei com vocês em um outro post). Sem essa de esperar o ano começar para fazer alguma coisa a respeito da insatisfação comigo mesma.

Baixei um aplicativo pro celular com treinos de corrida com objetivo de perder peso e comecei a testar os treinos propostos.  Comecei a ver vários vídeos sobre nutrição para relembrar da época que eu comia direitinho e conseguia me manter com o corpo desejado, e já comecei a melhorar minha alimentação aos poucos.

Comprei um planner lindo de sereia o qual quero utilizar direitinho para me ajudar a atingir minhas metas. Acredito que me organizando melhor consigo ter uma visão melhor das coisas e aos poucos vou atingindo meus objetivos.  Comecei a acompanhar também um canal super bacana sobre investimentos, já que nosso país encontra-se da maneira que vemos hoje, cheio de incertezas para o futuro.

Estou buscando novos cursos, me organizando para conseguir escrever novas páginas de meu livro, enfim, buscando meus novos caminhos.

O que quero dizer com isso tudo é que não adianta esperar que uma data no seu calendário faça mudanças na sua vida como um passe de mágica. A mudança tem que começar primeiro dentro de você. Mas não adianta ficar só no desejo de mudar algo, é preciso fazer um plano de ação e depois colocá-lo em prática.

Quer um exemplo que pode estar bem perto de você? Aquele parente seu que vive de cara feia. Odeia a tudo e a todos e coloca a culpa de tudo que acontece com ele nas pessoas ao seu redor. Ou aquele conhecido que está sempre falando mal dos outros e não suporta ver seus colegas felizes. Tem gente que muda até de cidade achando que vai ser mais feliz em algum outro lugar, mas aí se muda, acaba a novidade, e logo encontra defeito em tudo ao seu redor novamente.

Essas pessoas podem mudar de casa, de cabelo, de roupa, de carro, de país, de namorado, de amizades, mas simplesmente continuarão infelizes pois não dá pra fugir de si mesmo. Imagina que triste no primeiro dia do ano já estar com cara de ódio? Pois é, tem gente que é assim. Mas, infelizmente, não há nada que alguém de fora possa fazer, além de ter compaixão. Nesse caso a mudança precisa ser interna mesmo.

Claro que existem coisas na vida que não podem ser evitadas, como a perda de alguém que você ama muito. Mas para todas as outras coisas há um jeito.

Tem várias coisas que desejo para esse ano em várias aspectos da minha vida. Mas eu sei que essas coisas dependem somente do meu empenho em alcança-las. E essas coisas me deixarão feliz. Sendo assim, para esse ano, a minha meta principal é ser feliz. E eu já sei o caminho a percorrer pra alcançar essa felicidade. Não vai ser fácil, mas vou com esperança no coração. E vocês?

Este não é um post feliz

Muitas pessoas reclamam do ano de 2016. Muita coisa ruim aconteceu para muita gente. De fato foi um ano difícil não só para o nosso país como para o mundo.

Em se tratando de um nível mais pessoal eu não sei como eu cheguei até aqui. Foi o ano em que perdi minha mãe.

Exatamente dez anos depois de ter perdido meu pai de uma forma trágica, um acidente de avião horrível que mudou para sempre nossas vidas, desses que só achamos que acontece com as outras pessoas, eu perdi minha mãe de uma forma horrorosa.

Ela teve câncer de ovário. Uma doença horrível que a  levou embora depois de muito sofrimento em apenas seis meses. Uma doença que eu corro o risco de ter também por hereditariedade. Uma doença que eu sequer posso contar para vocês o estado em que ela ficou, as coisas pelas quais ela passou, sem que os deixem tão traumatizados como eu fiquei.

Ela sempre foi uma mulher forte, decidida e divertida. Eu queria ser igual a ela quando eu crescesse. Minha mãe, minha melhor amiga. Durante todo o tratamento de quimio ela se manteve animada e certa de que ia se curar. Por ela eu larguei toda a minha vida pra cuidar dela nos piores momentos. Tive ajuda de duas amigas queridas. Uma noite sim, uma noite não, eu dormia no sofázinho do hospital ao lado do leito dela. E passava todos os dias lá com ela, indo em casa só para tomar um banho e dormir uma noite sim, uma noite não. As noites eram as piores. Junto com ela eu parei de comer. Simplesmente não podia comer vendo-a deitada naquela cama de hospital podendo se alimentar somente com poucos líquidos. As noites eram as piores, eram passadas em claro. Ela sofreu demais, meu Deus! E como eu desejei trocar de lugar com ela em todos os momentos. Como eu rezei por um milagre, desejando tirar um cochilo e acordar com ela curada. Ao mesmo tempo assombrada de ela me deixar em qualquer um daqueles momentos.

Nada do que eu fazia parecia adiantar. Ela pedia pra ir pra casa, mas isso eu não podia fazer. Como me doía cada vez que ela pedia isso. Como me desesperava cada vez que ela vomitava. Ela não merecia nada daquilo. Sempre ajudou a todos. Sempre cuidou de todos. E quando eu tive a chance de cuidar dela eu não fui capaz de salva-la.

Eu precisei me ausentar um dia para resolver umas coisas e prometi a ela que voltaria no dia seguinte. Eu estava tão aflita. Eu não queria sair de perto dela, mas responsabilidades com o trabalho me chamaram. Eu só saí do lado dela quando ela com toda a dificuldade disse “Tudo bem” e depois me deu tchau. A deixei com o coração apertado, mas com toda a família do lado dela. E foi justamente naquela noite que ela decidiu partir.  Eu não estava lá. Nem a família. Todos tinham ido para casa descansar e quem ficou com ela foi minha cunhada amada que me ajudou nos cuidados com ela. E ela se foi, durante a noite, cercada de carinho de uma pessoa que a amava tanto.

Meu irmão me avisou por telefone, eu senti meu coração se despedaçar. Minha mãe não quis desistir de viver conosco perto dela. Precisou que eu e meu irmão nos afastássemos pra poder descansar. Nós a enterramos no dia do aniversário do meu irmão.  De mãos dadas seguimos o cortejo. E ele me disse o quanto tivemos sorte na vida de ter tido pais tão maravilhosos. E tivemos mesmo.  A noite saímos com amigos para comemorar o aniversário do meu irmão pois sabíamos que ela queria isso. Por ela.

Esse será meu primeiro natal sem ambos os meus pais. E de alguma forma eu pressenti que o do ano passado fosse o último com ela. Dói. Me sinto assustada e sozinha muitas vezes. E, eu sei que é infantil da minha parte, mas como é que o mundo pode seguir adiante enquanto tem gente sofrendo dores assim. Quando foi que nos tornamos tão egoístas e indiferentes aos sofrimentos de quem está perto e nos sensibilizando apenas com aquilo que está distante de nós. Quando foi que nos tornamos solidários apenas da boca pra fora?

Eu não desejo a ninguém o que minha família passou este ano. Eu só desejo encontrar uma maneira de seguir adiante, me readaptar, reaprender a viver. E por enquanto ainda não consegui. Mas vou fingindo estar tudo bem até que um dia isso seja verdade.

Espero que o ano de vocês tenha sido melhor do que o meu.