Trono de Vidro 5: Império de Tempestades, de Sarah J. Maas

Ai meu Deus do céu! Sim, é assim mesmo que eu vou começar essa resenha: Ai meu Deus! Acontece que eu terminei de ler Trono de Vidro 5: Império de Tempestades, tomos 1 e 2 e estou assim sem saber o que fazer da minha vida. E estou procurando palavras para expressar tudo o que senti lendo a 5ª parte da história de Aelin Galanthynius. A assassina que virou rainha e ainda luta para reconquistar seu reino e salvar Adarlan das mãos do próprio capeta. O inimigo não é mais o Rei de Adarlan, mas algo muito, muito maior. Muitas reviravoltas, muitas emoções e um fim que nos deixa assim: “mas gente, e agora?”

Trono de Vidro 5

Se você não leu ainda os volumes 1, 1.5, 2, 3 e 4, já aviso logo que aqui tem spoilers.

Trono de Vidro 5 é o mais adulto de todos os livros até agora. Aelin quase não lembra mais a mimada e egoísta Celaena Sardothien do ínicio da série. Em pouco tempo ela cresce cresce muito como pessoa e muito disso devemos agradecer a Rowan. Acompanhamos o crescimento dela como pessoa durante toda a saga, um crescimento doloroso e que se desenvolve lentamente, mas ainda assim, no espaço de poucos meses.

Sua corte é pequena e bastante peculiar. Formada pela rainha, um príncipe feérico, sua melhor amiga metamorfa e seu primo Aedion e o jovem rei de Adarlan, Dorian, a corte ganha força em sua união. A amizade e o amor os une em um laço indissolúvel. A essa altura já sabemos o quão destruidora Aelin é com seus poderes de fogo. Mas é nesse ponto da história que percebemos o quanto ela mudou. Tantas vezes antes acusada de egoísta, Aelin mostra o quanto é capaz de sacrificar por aqueles que ama. Mas claro, tudo arquitetado de maneira discreta, como sempre. Aelin é um gênio estrategista o que deixa sua corte admirada e ao mesmo tempo com raiva dela por ela não dividir nunca seus planos com ninguém. Ela surpreende a todos com jogadas geniais. Um pouco Doctor Who nesse sentido, arrisco em dizer.

Trono de Vidro 5

É um livro recheado de estratégias políticas, negociações e reviravoltas inesperadas que nos fazem pensar “nossa, mas esse pessoal é azarado mesmo hein?”. Inimigos se tornam aliados – alguns deles eu já previa, já outros foram pura surpresa. Outros que acreditávamos que seriam aliados, na verdade querem que Aelin se exploda e não a reconhecem como rainha. Os plots são geniais e quando os planos de Aelin se revelam você vai querer estar prestando atenção.

Mas nem só de guerra vive a corte de Aelin. Temos romance. Se você leu o livro 4, já sabe que Aelin e Rowan (Rowaelin <3 )estão completamente in love. Em Trono de Vidro 5 há quem ouse julgar e tente usar esse amor contra a própria Aelin. Mas a rainha não se deixa abater. E o que posso dizer é que temos algumas cenas… quentes, digamos assim. E não me refiro aos poderes da coração de fogo. Bem, em parte. Tem cenas que pegam fogo. Literalmente.

Outros casais também começam a se formar, mas o único que se consolida é Aelin e o príncipe feérico Rowan. A parceria dos dois é uma sincronia perfeita que nos aquece o coração. Em meio ao desespero da guerra ambos representam um porto seguro, um para o outro. E é bem quando a gente começa a se tranquilizar por conta disso que Maas vai lá e… bom, vocês precisam ler pra saber.

Personagens de lá do início da série retornam. O que faz com que ler o livro 1.5 seja de extrema importância para a compreensão de algumas passagens. Isso só prova o quão bem estruturada é a trama de Sarah J. Maas. Além de outros personagens que foram surgindo ao longo dos livros – e que vi gente falando mal – eles mostram finalmente a que vieram. Tudo aquilo que a autora planta tem um propósito, por mais que o leitor em algum momento ache desnecessário. Vibrei por Manon Bico Negro algumas vezes, confesso.

O que mais me impressiona nos livros da Maas é que quando a gente pensa que a história está chegando ao fim, ela encerra o livro dando a sensação que a história está apenas começando. É muito louco isso. A gente fica querendo saber logo o que vai acontecer depois. Então, Galera Record, lança logo pra nós os volumes 6 e 7. Por favor!! Nunca te pedi nada! Sério mesmo, estou passando mal de ansiedade!

Trono de Vidro 5

O fato é que comecei a ler Trono de Vidro meio sem querer e 6 livros depois me tornei fã da autora. Enquanto não chegam os últimos volumes, comecei a ler outra serie de Sarah J. Maas chamada “Corte de Espinhos e Rosas“, que, diferente da história de Aelin, é contada em primeira pessoa. Espero que seja tão emocionante quanto a saga Trono de Vidro.

E vocês, já leram? O que stão achando da saga Trono de Vidro? Trono de Vidro 5 é ou não é devastador? Se ainda não leu, eu recomendo muito.

Trono de Vidro 5 – Império de Tempestades tomo 1 e 2 são  da Editora Galera Record, com tradução de Mariana Kohnert.

Ano novo! Vida nova?

Oi gente!! Primeiro post de 2018! Como foram as festas de fim de ano de vocês? Espero que mágicas e felizes como desejaram. Na balada, ou em casa com a família, tomando champagne ou vendo filminho, tudo vale! O importante é estar feliz e de bem com a vida.

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Rituais de fim de ano

Mas falando em mágica… As tradições de ano novo, a esperança nos rituais, a fé que colocamos em uma simples noite de verão. No hemisfério sul, obviamente, aqui no Brasil, mais especificamente.

Há quem pule 7 ondas, há quem faça oferendas para Iemanjá mesmo não sendo devoto. Há quem coma lentilhas, há quem espalhe lentilhas pela casa no ano novo, há quem as jogue pro alto. Há quem use roupa com cor específica esperando atrair o que mais deseja. Ou usa branco (tradição tipicamente brasileira) com a roupa de baixo na cor desejada.

Há quem guarde uma folha de louro na carteira, ou um dólar. Há quem coma na ceia somente porco ou peixe porque “anda para frente” e não pode de jeito nenhum comer frango ou peru porque “cisca para trás”. Simpatias e rituais não faltam, cada pessoa tem o seu. Cada família tem o seu, passado de geração em geração.

E eu acho isso tudo super bacana. Porque une as pessoas. Criar tradições e rituais com quem amamos, nos faz ter uma história em comum, algo para se fazer junto de quem se ama em determinada data. Cria laços. Minha mãe gostava de colocar rosas no mar ou no lago (dependendo de onde estávamos) e gostava sempre que eu fosse com ela. Como se oferecer flores para o universo em agradecimento e fazendo pedidos atraísse uma energia boa pro ano seguinte. Eu a acompanhava porque era bom estra com ela. E pensamentos positivos são sempre bem-vindos.

Resoluções de Ano Novo para uma vida nova

Você é daquele tipo de pessoa que faz listinha de resoluções para o ano seguinte? Eu não sou muito fã disso não. Das vezes que fiz só me frustrei.

Para o ano de 2017 a única resolução que eu tomei foi de tentar me tornar uma pessoa melhor. E emagrecer. Bom, eu ainda não emagreci tudo o que queria, mas grande parte do caminho já foi percorrido. E quanto a ser uma pessoa melhor… essa é uma resolução para a vida.

Para 2018 eu quero chegar finalmente ao corpo que me deixa feliz e realizada – falta pouco o que já é um motivo para comemorar – continuar me aprimorando como ser humano – dia após dias, repensando meus atos, deixando minha mente mais positiva – e finalmente terminar meu primeiro livro – motivo de orgulho e esmero. Não são metas muito complicadas, mas ainda assim precisam de trabalho.

E isso, por algum acaso, dá certo?

É exatamente aí que quero chegar. Como eu disse acima, é muito legal mesmo desejar coisas positivas, criar tradições, reforçar laços. Fazer uma lista de coisas que deseja conseguir no novo ciclo que se inicia.

Mas deixa eu contar uma coisa pra vocês… de nada, absolutamente nada, adianta fazer todos esses rituais em uma noite e no primeiro dia do ano se você não mudar seu jeito de pensar e agir no resto do ano todo.

As coisas não acontecem por um milagre. As coisas não acontecem em um passe de mágica. Lembra que eu postei aqui sobre sair da zona de conforto? Vou continuar batendo na mesma tecla.

Não adianta desejar emagrecer e ter o corpo da Paola Oliveira se eu não malhar e não fizer uma reeducação alimentar. Não adianta desejar um salário melhor e continuar acomodado no serviço fazendo o mínimo indispensável. Não adianta se matar de trabalhar esperando que reconheçam o seu trabalho sem conversar com seu chefe pra pedir um aumento. Não adianta pedir que as soluções dos problemas caim do céu em um passe de mágica, entende?

Tudo na vida precisa de trabalho, constante, consistente, disciplinado. Nada cai do céu além de chuva, neve e raramente um meteoro. As vezes cai cocô de pombo também. Mas basicamente é isso.

É como pedir pro universo para ser o ganhador da mega sena da virada e não jogar, está entendendo? Tá certo que a chance de ganhar são ínfimas, então esse não é um bom exemplo. Mas, acho que você entendeu onde quero chegar.

Pra começar o ano bem, bem mesmo, vamos àquele exercício básico: que tal tentar – tem que começar pelo menos tentando – ser mais positivo todos os dias? Não precisa ser positivo o dia inteiro, mas vamos treinar. Quando um pensamento super sombrio e esquisito cheio de mau-humor chegar, mude-o para algo mais feliz, mais positivo.

Quando seus dedos coçarem para fazer um comentário maldoso no facebook, simplesmente pare e vá fazer outra coisa. Vai ler outra coisa. Não vai atras de outra treta não. Tira essa amargura do coração. Faça mais do que te faz feliz.

Ah e tratar os outros com educação é o mínimo. Mas quer ver uma coisa mágica que acontece e transforma o dia das outras pessoas e inclusive o seu? Um sorriso. Coloca um sorriso ao dar bom dia e veja só o que acontece. Nessa mágica eu acredito.

Ano novo, vida nova é o que dizem. Mas a vida só muda se você mudar e fizer por onde.

No mais, “Andar com fé eu vou, que a fé não costuma faiá”. Fé, força, foco, disciplina e trabalho. <3

Quais são suas metas para 2018? E rituais de ano novo, o que costumam fazer? Respondam nos comentários!

Feliz 2018! <3

The Crown e Vitória – duas séries bacanas sobre rainhas

Para quem gosta de realeza, dicona de série para maratonar no final de semana: The Crown e Vitória – a vida de uma rainha!

Claire Foy como rainha Elzabeth em The Crown
Rainha, né, amores
The Crown – Segunda Temporada

Quem nunca teve curiosidade pra saber da vida da realeza que atire a primeira pedra. Pois obviamente, no imaginário popular, tudo é um conto de fadas lindo. Que menina nunca sonhou ser princesa? Ou vai dizer que você não está aí com uma pontinha de inveja da Meghan Markle que vai casar com o príncipe Harry em maio de 2018. Eu sei que está, acabou as chances de se tornar princesa néam? Assiste The Crown que a vontade de ser princesa passa.

Mas falando sério agora. A Netflix lançou no início do mês a segunda temporada da série The Crown. A  temporada foca bastante no relacionamento da rainha Elizabeth com o príncipe Philip.  Muitos desencontros e supostas traições. Elizabeth luta para ser uma boa rainha e ser respeitada como tal, enquanto se endurece e, seu marido, usa a desculpa da frieza da mulher para se afastar e dar suas puladas de cerca. Quanto mais ele se afasta, mais fria e distante ela fica, mantendo a dignidade. Mas Claire Foy é magnifica em sua interpretação, nos deixando perceber que por trás daquela frieza de rainha há uma mulher que sofre bastante até.

Matt Smith por sua vez, no papel de Philip, consegue nos fazer esquecer do adorável Doctor Who interpretado por ele antes e nos faz sentir raivinha do comportamento playboy e inapropriado do príncipe. Aliás, falando em príncipe, Philip tenta moldar Charles como ele próprio foi moldado e o que vemos é o relacionamento entre pai e filho se partir.

Em dado momento vemos também a princesa Margaret, irmã da rainha, se apaixonar novamente e finalmente receber permissão para se casar. O comportamento autodestrutivo dela, nos faz observar impassíveis à princesa Margô de Vanessa Kirby, subir ao altar com o moço que já sabemos que na vida real a fez sofrer horrores.

 

Todos esses complexos relacionamentos em meio de desenvolvimentos políticos de uma época em que a família real começa a se deparar com avanços tecnológicos. As modernizações de uma sociedade onde velhos protocolos impostos não encontram mais espaço. A rainha precisa se modernizar também para conseguir se reaproximar de seu povo. E, com isso, aprender a ser menos fria. Além de lidar com críticas de Jacqueline Kennedy (Jodi Balfour) em uma visita da primeira dama americana ao palácio de Buckingham. Dá um bafão entre as duas, mas tudo nos leva a crer que é invenção, como muitas coisas na série.

 

Netflix mantém o padrão de qualidade da produção. A fotografia impecável, a caracterização e figurinos muito próximos à realidade da época. Maratonei mesmo e já quero a terceira temporada pra ontem. 

Vitória: a vida de uma rainha

Tendo maratonado The Crown em pouquíssimos dias, fiquei querendo mais. Foi então que fui atrás de uma série que já tinha ouvido falar por alto, mas não tinha assistido ainda. A série Vitória: a vida de uma rainha, trata, como o próprio nome já diz, da rainha Vitória.

Todo mundo já deve ter ouvido falar de era vitoriana e etc. Pois é. Vitória foi uma rainha de extrema importância para o Reino Unido. Assim como Elizabeth, a princípio, Vitória sequer tinha chances de se tornar rainha pois era a quinta na linha de sucessão. Aliás, linha de sucessão é um negócio um pouquinho complicado de se entender. O caso é que, vários acontecimentos levaram Vitória a se tornar rainha com apenas 18 anos de idade, governando por 63 anos, até o fim de sua vida.

Jenna Coleman como Rainha Vitória

Jenna Coleman – que também já atuou em Doctor Who – interpreta uma rainha Vitória cheia de personalidade que sabe bem o que está fazendo apesar de todas as dúvidas ao seu redor. Para a época, Vitória foi uma verdadeira feminista. Lutou para defender seus ideais estando cercada de ministros e pessoas – incluindo sua mãe – que duvidavam de sua capacidade como monarca.

Vitória, diariamente, consegue se impor e quebrar pouco a pouco regras que considerava todas na corte. Com astúcia e delicadeza ela consegue contornar algumas questões. Porém outras são à base de imposição mesmo.

A coisa mais linda de se ver é que Vitória não queria casar. Queria se espelhar em Elizabeth I. Mas o destino acabou fazendo-a se apaixonar por Alberto, seu pretendente e primo, e ele por ela. Quase um conto de fadas da vida real. A gente torce para que tudo dê centro entre os dois (mesmo sabendo que na vida real eles foram bem felizes), mas um pouco decepciona ver que para que ele ficasse feliz ela teve que fazer concessões como manter o “obedecer” nos votos de casamento. Tudo para que o noivo não se sentisse inferior a ela por ela ser uma rainha e ele não poderia nunca ser rei.

O fato é que para a época, ela conseguiu muitos avanços para as mulheres. É preciso sempre analisar o contexto histórico da coisa toda antes de sair achando tudo um absurdo tá? (essa vai pros problematizadores de plantão). A série aborda até mesmo a questão da depressão pós parto de maneira bem suave e rápida, mas ao mesmo tempo angustiante.

Fotografia linda, figurino de tirar o fôlego, a série tem duas temporadas também, mas infelizmente ainda não está na Netflix. Essa eu assisti pelo GNT, no site de streaming da tv por assinatura Net. Dá para assistir no site da GNT da Globosat Play também.

 

Curiosidade: O ator britânico Alex Jennings participa de ambas as séries. Em Vitória: história de uma rainha, ele faz o papel de rei Leopoldo, tio de Vitória. Em The Crown ele faz o tio de Elizabeth II, Eduardo VIII (David, Duke of Windsor), que foi rei antes do pai de Elizabeth, porém renunciou para se casar com uma americana divorciada. O que na época foi um escândalo. O engraçado é que ele sempre interpreta o tio chato da rainha.

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Um lindo final de semana e Segunda já é Natal!! <3