Lúcifer e outras coisinhas que ando assistindo na Netflix

Netflix é um tipo de universo paralelo que você se perde lá dentro uma vez que começa a navegar nas opções oferecidas. E como se não bastasse, a cada mês eles trazem mais novidades. Somando isso ao incrível atendimento ao público que eles fazem (basta ver o seu Facebook e a interação feita nos comentários), pronto, não tem como não amar.  O que gera um forte problema de procrastinação. Você pensa “só vou assistir mais esse episódio“, mas quando você percebe, já terminou uma temporada inteira. É como um bom jogo de videogame, você estipula que vai jogar somente uns 20 minutinhos. 3 horas depois você se da conta que deixou de fazer um monte de coisas. Fazer o que? Vício é vício, não é amores?

Vou contar pra vocês o que ando assistindo na Netflix, mas preciso avisar que tenho gostos peculiares…

Séries:

Lúcifer

Duas semanas atrás a Netflix trouxe essa série para o su catálogo. Já tinha tempo que eu tinha vontade de assistir. Havia visto uns trailers e alguns trechos divertidos e quando a netflix anunciou fiquei feliz da vida.

Netflix - Lúcifer

O Lúcifer da série simplesmente cansou de viver no inferno punindo almas e decidiu ir para Los Angeles viver a vida como um mortal (só que não). Um cara cheio da grana, playboy, dono de boate, festeiro, zoando geral e fazendo acordos por aí. É uma série divertida, sem dúvidas. Poderia melhorar em algumas coisinhas, mas eu curti bastante. É baseada em quadrinhos da DC comics.

Unbreakable Kimmy Schmidt

Se você ainda não conhece a Kimmy, não sabe o que está perdendo. Sério mesmo. Uma das séries mais loucas que já vi, onde uma piada é disparada atrás da outra a ponto de ficarmos até meio perdidos. Kimmy passou 15 anos da sua vida em um bunker e quando foi resgatada teve que se readaptar, e acaba passando pelas situações mais doidas. Tudo saiu da cabeça da comediante Tina Fey que faz algumas participações. A série conta com três temporadas já.

Um destaque para o maravilhoso Titus Andromedon que rouba a cena muitas e muitas vezes.

Anne With an E

Anne é uma garotinha ruiva muito peculiar. Orfã e maltratada desde muito pequena, depois de ter sido muito rejeitada é finalmente adotada, porém as coisas não saem exatamente como ela sonha. Muito sonhadora, aliás, ela usa a imaginação para fugir da dura realidade, mantendo assim seu coração puro e cheio de esperanças.

Netflix - Anne With an E

Às vezes a garotinha fala de mais, o que a faz parecer enfadonha algumas vezes, mas aos pouquinhos ela vai conquistando os corações de todos que a cercam. É uma graça, uma delícia de assistir.

Filmes:

Fome de Poder

Quer ficar com raiva da empresa McDonalds, veja esse filme de como um pequeno restaurante da rota 66 se tornou o maior franchising do mundo. Vale a pena, mas acredite, você vai ficar com raiva.

Walt Antes do Mickey

Uma outra história muito bacana de se ver é como a Disney foi criada. Os altos e baixos de Walt Disney, que passou até fome, mas persistiu e criou a empresa mais amada do mundo. Este é o oposto do McDonalds, ele tem valores fortes e bonitos. “Não há substituto para o trabalho duro.”

 

O Mínimo para Viver

Drama emocionante com Lily Collins no papel de Ellen, uma jovem mulher com anorexia, um distúrbio alimentar bastante sério, e Keanu Reeves no papel de médico que tenta ajuda-la a superar este problema. Me emocionei muito com o filme e acredito que ele mostre apenas 1/10 do que realmente a doença pode causar não apenas a quem está enfrentando-a como também a seus amigos e familiares. Muito tocante, vale a pena conferir. Para entender um pouco melhor a gravidade do assunto e, quem sabe, desenvolvermos um pouco mais de empatia uns para com os outros.

Animes:

One Punch Man 

One Punch Man é um cara que tem o soco mais poderoso do mundo. Meio deprimido, meio chateado, herói nas horas vagas, mas um verdadeiro pé rapado. O anime é um dos mais divertidos que eu já vi, mas tem que ser dublado, pois é muito mais engraçado assim.

Netflix - One Punch Man

 

Castlevania

O anime baseado no game homônimo tem episódios curtos e uma trama bem interessante. Curti bastante e já espero pela segunda temporada.

Eu assisto muita coisa, gente, sério mesmo. Estas são apenas algumas das coisas interessantes que achei na Netflix. E vocês? O que costumam assistir?
Tem dicas de outros filmes e outras séries aqui. 😉

Papo sério: O Prêmio da Música Brasileira e a situação complicada da cultura no Brasil

Eu não gosto de falar sobre política. Quem visita meu blog e quem me conhece sabe que eu prefiro falar de coisas suaves e felizes. Espalhar amor, luz, alegria e motivação. Não é uma questão de ser fútil ou superficial, a questão toda aqui é que estamos cada vez mais amargos e sombrios e isso não é nada bom. Estamos enveredando um caminho repleto de negatividade, reclamações, briga e confusões. O Facebook já deixou de ser o muro virtual das lamentações para se tornar o muro das brigas e confusões. Tá chato.

Prêmio da Música Brasileira

Eu fiquei super feliz quando recebi o convite de amigos queridos para ir ao 28º Prêmio da Música Brasileira. É música e quem não ama música só pode ser ruim da cabeça ou doente do pé. Me arrumei, me maquiei, fui com os olhos brilhando de uma criança prestes a entrar em um parque de diversões. Sou apaixonada pelo Theatro Municipal, aquilo lá é uma lindeza só. Fui bailarina também, assim como minha mãe foi (ela inclusive aprendeu balé quando criança lá mesmo no Theatro), então ir ao Theatro Municipal, independente da exibição é um evento lindo pra mim. Além disso o homenageado da noite era ninguém menos que o maravilhoso Ney Matogrosso. Gente, como não ficar feliz da vida?

Prêmio da Música Brasileira

O espetáculo foi lindo de viver. Abriu com Ney Matogrosso cantando uma de suas mais lindas canções “Melodia Sentimental“. O que veio a seguir foi Zélia Duncan (responsável pelo roteiro) e Maitê Proença contando um pouco da trajetória de Ney, intercalando sempre as entregas dos prêmios e números musicais. Diversos artistas cantaram as músicas do homenageado da noite. Ivete Sangalo cantou “Sangue Latino“, Chico BuarqueAs Vitrines“(alguém gritou Fora Temer para ele),  Alice Caymmi e Laila GarinBomba H” (com direito a beijo entre as duas ao fim da música), Lenine  cantou “Bicho de Sete Cabeças II“, Pedro Luís O Mundo“, Karol Conka foi maravilhosa ao cantar “Homem com H” e BaianaSystem, uma banda que eu não conhecia, mas me deixou de queixo caído tocou “Inclassificáveis“.

Muitas coisas rolaram, como Elza Soares sendo aplaudida de pé pelo teatro inteiro ao receber seu prêmio, e Zeca Pagodinho recebendo seu prêmio e saindo do palco antes do tempo deixando todos pra trás. Mas o ponto alto mesmo foi o encerramento com Ney Matogrosso nos presenteando com sua super potente voz, ao cantar mais 4 de seus sucessos. Me arrepiei e cantei junto quando ele entoou lindamente o hino “Balada do Louco“.

Foi lindo. Foi divertido e emocionante. E Ney merecia muito mais. Engraçado ver que como aquele artista sempre contestador, dono da terceira maior voz brasileira de todos os tempos, um verdadeiro showman extremamente versátil (cantor, diretor, ator, iluminador de espetáculos e por aí vai), se mostrou tímido ao agradecer a homenagem. Foi aplaudido de pé, claro.

Prêmio da Música Brasileira

Mas o  que me deixou verdadeiramente preocupada nada tem a ver com a beleza do espetáculo. Tem a ver com a falta de verba para realiza-lo. Os organizadores não receberam nenhum centavo sequer para realizar o prêmio.

Devido à falta de patrocínio, a festa teve pela primeira vez ingressos vendidos para o público. O idealizador do prêmio, José Maurício Machline fez um discurso emocionado logo no início sobre as dificuldades de montar a 28ª edição do prêmio. Prêmio este que só aconteceu devido a parcerias com fornecedores, artistas que participaram abrindo mão de seu cachê, e fazendo uma campanha nas redes sociais para promover o prêmio #VaiTerPrêmioDaMúsica. Graças aos esforços e ao amor pela arte que o Prêmio aconteceu.

A iluminação das apresentações estava lindíssima, aproveitando a própria beleza do teatro. As chamadas para cada prêmio eram vídeos dos artistas que aderiram à campanha. Vídeos feitos em qualquer lugar, com o celular mesmo, aproximando mais da nossa realidade. Nada de mega produção.  E o layout dos indicados no telão se assemelhava à parte de comentários do instagram. O prêmio foi simples, mas foi lindo. Deu conta do recado. Teve Prêmio da Música Sim. Já falei que foi lindo? =)

Prêmio da Música Brasileira

Mas é triste constatar o que já estava sendo feito há um tempo. A desvalorização da cultura e educação do nosso país. Se continuar assim, em breve não sobrará mais nada. Estou preocupada. Procuro manter a esperança de que dias melhores virão, mas ver o país indo de mal a pior me deixa assustada. Me dói o coração. Dá medo. Eu simplesmente amo todas as manifestações culturais e as considero primordiais para a vida. Me pergunto onde iremos parar…

 

Resenha: A Lâmina da Assassina, Sarah J. Maas

Oi gente! Demorei, mas vim com mais uma resenha de um livro super bacana, A Lâmina da Assassina, de Sarah J. Maas, a autora da saga Trono de Vidro.

A Lâmina da Assassina

A Lâmina da Assassina conta mais um pouco da história de Celaena Sardothien, a famosa assassina de Adarlan, antes de ser presa nas minas de sal de Endovier. Neste livro conhecemos um pouco de Sam, um dos assassinos que, assim como ela, trabalhava para Arobynn, o rei dos assassinos do Forte da Fenda.  Sam foi o primeiro grande amor de uma turrona, convencida e arrogante Celaena. Arobynn, por sua vez, foi seu salvador, mas possui nas mãos o poder para sua ruína.

Arobynn é um homem de belo porte, elegante como um verdadeiro rei, porém implacável, manipuladorvingativo como se espera que seja um rei de assassinos. Ele quem salva Celaena da morte aos 8 anos de idade em circunstâncias que, por mais que a autora nos desperte a curiosidade enormemente, não são reveladas. O livro explica que quando o rei dos assassinos escolhe seus pupilos, faz com que eles tenham tudo do bom e do melhor, com a condição de trabalharem para ele e pagarem tudo de volta com o dinheiro acumulado pelos serviços feitos.

A Lâmina da Assassina

A história do livro considerado 1.5 gira em torno de como Celaena e Sam se envolveram nos eventos que selariam o destino de ambos. Nesse ínterim os dois se apaixonam e vivem uma história de amor completamente ameaçada por um possessivo Arobynn. Apesar de sua aparente tranquilidade e aceitação, não permitirá que vivam esse romance impunemente. São eventos que precedem a saga Trono de Vidro, contados até o preciso momento em que Celaena acaba presa, indo parar em Endovier.

A Lâmina da Assassina
O mapa de Erilea, com ele dá pra ter uma noção das viagens de Celaena nestas histórias, como quando ela viajou pela Terra Desértica para encontrar a ordem dos Assassinos Silenciosos, ou quando ela libertou os escravos na Baía da Caveira. <3

 

Sam é encantador por si só. A princípio achamos que ele não tem nada de especial além de sua beleza (tantas vezes exaltada por Celaena em seus pensamentos). Mas pouco a pouco a autora vai mostrando o caráter e as motivações do personagem. Assim o rapaz nos conquista mais rápido do que conquista Celaena. Sam é apaixonante.

 

A Lâmina da Assassina
A contra capa e um dos vestidos maravilhosos de Celaena. Ela pode ser arrogante e até um pouco fútil, mas tem bom gosto e quando não está de serviço gosta de se vestir como uma princesa.

 

 

É um livro que aprofunda um pouco mais no passado de Celaena, nos apresentando personagens bastante controversos, explicando muito da essência da protagonista. Todos os personagens tem fundamental importância para compreendermos melhor as nuances dela, nos levando a entender melhor suas escolhas.

A complexidade de Celaena é uma das coisas mais bacanas de se acompanhar nos livros. Ela às vezes parece uma menina mimada, às vezes uma mulher orgulhosa. A sua arrogância algumas vezes lhe causa problemas, e seu excesso de confiança em si mesma pode colocá-la em situações bastante complicadas. Tem horas que ficamos com raiva dela. Ela é humana e cheia de defeitos. Uma anti-heroína. Porém ela possui um código de honra bastante peculiar e a maneira como sempre procurar disfarçar suas admiráveis qualidades, evitando assim expor suas presumidas fraquezas, ela conquista o leitor que acaba torcendo por ela. É visível o amadurecimento dela a cada evento. Mas não é um amadurecimento completo e repentino. É gradual e explica muita coisa.

Ainda assim deixa no ar um mistério enorme sobre o passado dela, do qual nem ela mesma quer falar. O que nos leva a crer que ela está destinada a coisas grandiosas e se tornar uma assassina foi apenas um desvio do caminho induzido por outras pessoas.

O universo criado por Sarah J. Maas é tão rico e surpreendente que a existência de tantos mistérios ainda não esclarecidos na história  fazem com que queiramos ler mais e mais. A Lâmina da Assassina também é assim. Não aparece quase nada sobre magia neste livro, uma vez que foi banida pelo rei de Adarlan. Mas isso só deixa as coisas mais interessantes.

Há muito a descobrir ainda! Por sorte ainda tenho vários volumes pela frente. Estou no volume 2 da saga Trono de Vidro e muitos mais mistérios vão surgindo me deixando cada vez mais “encucada”.

O livro é da Editora Galera Record, com tradução de Mariana Kohnert.