The Crown e Vitória – duas séries bacanas sobre rainhas

Para quem gosta de realeza, dicona de série para maratonar no final de semana: The Crown e Vitória – a vida de uma rainha!

Claire Foy como rainha Elzabeth em The Crown
Rainha, né, amores
The Crown – Segunda Temporada

Quem nunca teve curiosidade pra saber da vida da realeza que atire a primeira pedra. Pois obviamente, no imaginário popular, tudo é um conto de fadas lindo. Que menina nunca sonhou ser princesa? Ou vai dizer que você não está aí com uma pontinha de inveja da Meghan Markle que vai casar com o príncipe Harry em maio de 2018. Eu sei que está, acabou as chances de se tornar princesa néam? Assiste The Crown que a vontade de ser princesa passa.

Mas falando sério agora. A Netflix lançou no início do mês a segunda temporada da série The Crown. A  temporada foca bastante no relacionamento da rainha Elizabeth com o príncipe Philip.  Muitos desencontros e supostas traições. Elizabeth luta para ser uma boa rainha e ser respeitada como tal, enquanto se endurece e, seu marido, usa a desculpa da frieza da mulher para se afastar e dar suas puladas de cerca. Quanto mais ele se afasta, mais fria e distante ela fica, mantendo a dignidade. Mas Claire Foy é magnifica em sua interpretação, nos deixando perceber que por trás daquela frieza de rainha há uma mulher que sofre bastante até.

Matt Smith por sua vez, no papel de Philip, consegue nos fazer esquecer do adorável Doctor Who interpretado por ele antes e nos faz sentir raivinha do comportamento playboy e inapropriado do príncipe. Aliás, falando em príncipe, Philip tenta moldar Charles como ele próprio foi moldado e o que vemos é o relacionamento entre pai e filho se partir.

Em dado momento vemos também a princesa Margaret, irmã da rainha, se apaixonar novamente e finalmente receber permissão para se casar. O comportamento autodestrutivo dela, nos faz observar impassíveis à princesa Margô de Vanessa Kirby, subir ao altar com o moço que já sabemos que na vida real a fez sofrer horrores.

 

Todos esses complexos relacionamentos em meio de desenvolvimentos políticos de uma época em que a família real começa a se deparar com avanços tecnológicos. As modernizações de uma sociedade onde velhos protocolos impostos não encontram mais espaço. A rainha precisa se modernizar também para conseguir se reaproximar de seu povo. E, com isso, aprender a ser menos fria. Além de lidar com críticas de Jacqueline Kennedy (Jodi Balfour) em uma visita da primeira dama americana ao palácio de Buckingham. Dá um bafão entre as duas, mas tudo nos leva a crer que é invenção, como muitas coisas na série.

 

Netflix mantém o padrão de qualidade da produção. A fotografia impecável, a caracterização e figurinos muito próximos à realidade da época. Maratonei mesmo e já quero a terceira temporada pra ontem. 

Vitória: a vida de uma rainha

Tendo maratonado The Crown em pouquíssimos dias, fiquei querendo mais. Foi então que fui atrás de uma série que já tinha ouvido falar por alto, mas não tinha assistido ainda. A série Vitória: a vida de uma rainha, trata, como o próprio nome já diz, da rainha Vitória.

Todo mundo já deve ter ouvido falar de era vitoriana e etc. Pois é. Vitória foi uma rainha de extrema importância para o Reino Unido. Assim como Elizabeth, a princípio, Vitória sequer tinha chances de se tornar rainha pois era a quinta na linha de sucessão. Aliás, linha de sucessão é um negócio um pouquinho complicado de se entender. O caso é que, vários acontecimentos levaram Vitória a se tornar rainha com apenas 18 anos de idade, governando por 63 anos, até o fim de sua vida.

Jenna Coleman como Rainha Vitória

Jenna Coleman – que também já atuou em Doctor Who – interpreta uma rainha Vitória cheia de personalidade que sabe bem o que está fazendo apesar de todas as dúvidas ao seu redor. Para a época, Vitória foi uma verdadeira feminista. Lutou para defender seus ideais estando cercada de ministros e pessoas – incluindo sua mãe – que duvidavam de sua capacidade como monarca.

Vitória, diariamente, consegue se impor e quebrar pouco a pouco regras que considerava todas na corte. Com astúcia e delicadeza ela consegue contornar algumas questões. Porém outras são à base de imposição mesmo.

A coisa mais linda de se ver é que Vitória não queria casar. Queria se espelhar em Elizabeth I. Mas o destino acabou fazendo-a se apaixonar por Alberto, seu pretendente e primo, e ele por ela. Quase um conto de fadas da vida real. A gente torce para que tudo dê centro entre os dois (mesmo sabendo que na vida real eles foram bem felizes), mas um pouco decepciona ver que para que ele ficasse feliz ela teve que fazer concessões como manter o “obedecer” nos votos de casamento. Tudo para que o noivo não se sentisse inferior a ela por ela ser uma rainha e ele não poderia nunca ser rei.

O fato é que para a época, ela conseguiu muitos avanços para as mulheres. É preciso sempre analisar o contexto histórico da coisa toda antes de sair achando tudo um absurdo tá? (essa vai pros problematizadores de plantão). A série aborda até mesmo a questão da depressão pós parto de maneira bem suave e rápida, mas ao mesmo tempo angustiante.

Fotografia linda, figurino de tirar o fôlego, a série tem duas temporadas também, mas infelizmente ainda não está na Netflix. Essa eu assisti pelo GNT, no site de streaming da tv por assinatura Net. Dá para assistir no site da GNT da Globosat Play também.

 

Curiosidade: O ator britânico Alex Jennings participa de ambas as séries. Em Vitória: história de uma rainha, ele faz o papel de rei Leopoldo, tio de Vitória. Em The Crown ele faz o tio de Elizabeth II, Eduardo VIII (David, Duke of Windsor), que foi rei antes do pai de Elizabeth, porém renunciou para se casar com uma americana divorciada. O que na época foi um escândalo. O engraçado é que ele sempre interpreta o tio chato da rainha.

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Um lindo final de semana e Segunda já é Natal!! <3

O efeito que causamos na vida das pessoas

Já parou pra pensar no efeito que suas ações tem na vida das pessoas? Ou você acha que ninguém está prestando atenção em você?

efeito positivo sempre

Sim, a gente tende a achar que o que fazemos ou deixamos de fazer é problema apenas nosso e de mais ninguém. É e não é.  A gente pode e deve ser donos dos nossos próprios narizes, roteiristas, diretores e protagonistas de nossas próprias vidas. Mas é bom sempre ter em mente que nos tornamos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos, como disse a raposinha de Antoine de Saint-Exupéry em O Pequeno Príncipe. Clichê, porém verdade.

Outro conceito já bastante repetido, e que também verdade, é aquele em que se diz que nossos atos falam de nós mais que nossas palavras. Quando pregamos uma coisa e fazemos outra completamente diferente, estamos sendo hipócritas. Mas esse não é o ponto que eu quero abordar. O que eu quero é nos levar a refletir sobre como nossas ações estão afetando a vida daqueles que nos cercam. Nossas atitudes, a energia que emanamos. E, algumas vezes, até mesmo as palavras que falamos. Mais do que isso, a intenção por trás da palavra.

Quando criança eu sofri bullying. Já contei isso aqui, eu sei. Foi péssimo pra mim, fez com que eu tivesse dificuldades de confiar nas pessoas. Fez com que eu não confiasse em mim mesma, não acreditasse que eu fosse boa o suficiente para nada. Sim, foi péssimo. Mas ao mesmo tempo me fez enxergar coisas que muitas pessoas não veem. Lentamente, com os anos que foram passando, a maturidade me ajudou a aplacar uma certa revolta que eu tinha. Inclusive aqui cabe a frase de Chico Xavier “Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor… Magoar alguém é terrível!”

Mas ainda assim, não me achava não o bastante.

Comecei esse blog numa de escrever sobre coisas que eu gosto. Numa de levar leveza e alegria às pessoas que andam tão negativas e preocupadas com a situação atual da vida. Não queria abordar temas pesados, e continuo não querendo. Mas, um belo dia eu comecei a colocar algumas reflexões minhas aqui e ali. Umas experiências pessoais. Algumas mensagens motivadoras que eu mesma gostaria de receber. E por aí foi.

Eu foquei em colocar pra fora o que se passava na minha mente e que eu achava que de alguma maneira pudesse ajudar uma pessoa que fosse. E foi aí, exatamente aí, que eu encontrei satisfação. Quando alguém veio e me disse que o texto que eu escrevi era tudo o que ela precisava ler naquele dia. Cara, isso iluminou o meu dia. Sério mesmo, nunca me senti tão feliz fazendo algo. Depois outros comentaram, outros textos vieram, alguns compartilhamentos e comentários virem. Poucos tá? Coisa de dois ou três, mas pra mim já é tanto!

Aconteceu que essa semana, uma pessoa amiga de longa data, mas por motivos de correria da vida eu não conversava fazia um tempão, veio trocar ideia comigo, contar novidades. Tudo porque eu postei uma besteirinha, uma imagem feliz, desejando coisas boas a quem lesse. As novidades dela não eram as melhores, afinal a vida não é feita só de coisas boas, mas a conversa foi agradável e cheia de energias positivas. Por fim, ela se despediu dizendo que era sempre bom conversar comigo, que eu fazia “bem para a vida”. E eu me surpreendi.

Me surpreendi e fiquei pensando no efeito que causamos às pessoas ao nosso redor mesmo sem nos darmos conta. Na minha cabeça, eu tentar ser positiva e alegrar as pessoas sempre que posso é simplesmente fazer a minha parte nesse mundo cheio de amargura. Pois já fui muito amarga também e sei o quanto é triste viver assim. Ninguém deveria viver numa onda de negatividade. Deixa a gente mal, faz a gente adoecer. Sério mesmo. Mas daí eu pensei “E não é que o que eu faço é observado?”

Raramente teremos um feedback seja positivo ou negativo. ( Tá ok, hoje em dia está mais fácil receber feedbacks negativos, não importa o que a gente faça né? Vide comentários de qualquer assunto na internet, é crítica destrutiva atrás de crítica. É treta atrás de treta. ) Porém, quando alguém te dá um feedback, dá pra perceber que, afinal de contas, se essa pessoa está prestando atenção, então outras provavelmente também estão. Mesmo que não nos digam nada. Pode ser que alguém esteja se inspirando em você nesse exato momento, já parou pra pensar?

Assim como filhos se espelham em suas mães, amigos se espelham uns nos outros, namorados pegam características um do outro e por aí vai. Então para e pensa: qual o impacto que você está causando ao seu redor?

Nananinanão, nem vem com essa de que ninguém está prestando atenção em você. Sempre tem alguém que está. Ainda mais com facebook, intagram, twitter e etc. O que você está inspirando nos outros? Qual mensagem você está passando adiante? Coisas boas, positivas, alegres? Luz? Ou será que está disseminando uma onda negativa de pensamentos e energias que podem até estragar o dia de algum desavisado?

A gente faz as coisas muito sem pensar né? Vamos vivendo, indo no fluxo, sobrevivendo, vendo no que dá. E tudo bem, a vida é corrida mesmo. Mas, se a gente começasse a ter mais consciência do que queremos passar, talvez, apenas talvez, deixemos mais sorrisos pelo caminho. Bom, eu apenas peço a Deus que me ajude a continuar no caminho certo. Eu sei que estou longe de ser perfeita – sim, eu faço muita merda- mas se de vez em quando eu puder colocar um sorriso no rosto de alguém, já vai ter valido a pena.

E então? Partiu disseminar coisas belas? Coloca essa energia positiva pra jogo!

Beijos e até a próxima. <3

Ok Go, impressoras, muitos papeis e tintas.

Já ouviu falar da banda norte-americana de rock alternativo, a Ok Go?  Mas você já deve ter visto ao menos o último vídeo deles, aquele do painel de impressoras, não?

Ok Go

Isso mesmo, painel de impressoras. No último dia 24 de novembro a banda Ok Go divulgou o clipe da música “Obsession”. No vídeo, a banda usa 567 impressoras que vão imprimindo papéis coloridos conforme o ritmo da música.

Meu primeiro pensamento foi: “Meu Deus quanto desperdício de papel!! E Toda essa tinta gasta!” Mas antes mesmo da música começar um esclarecimento importante aparece, todo o papel foi reciclado e a renda arrecadada com o clipe foi destinada ao Greenpeace.

Ao saber disso eu fiquei aliviada, confesso, e só então consegui relaxar e assistir ao clipe numa boa, apreciando-o. Sim, parece uma propaganda da marca de papéis Double A, que patrocinou a produção do vídeo. Mas ainda assim, o vídeo é legal pra caramba!

O vídeo tem direção de Damian Kulash, Jr. (líder da banda) e Yusuke Tanaka. “Obsession” faz parte do mais recente álbum lançado pelo Ok Go, “Hungry Ghosts” e a faixa é sobre “como nossas mais intensas e complicadas emoções são também as mais simples e universais“. Palavras de Damian Kulash, líder da banda. E ainda acrescenta: “A obsessão é esmagadora e nos deixa perplexos, mas ao mesmo tempo é binária e básica – tudo está normal e, de repente, não está mais.” Ok, então.

Para quem não sabe a banda tem muitos vídeos legais e criativos. Misturando design e música. Dá só uma olhada:

Incrível como eles sincronizam tudo com perfeição e ao mesmo tempo a maioria dos elementos utilizados são simples, do nosso cotidiano. É fazer arte, música e design sem um monte de efeitos especiais excessivos. É bacana demais de ver a criatividade dos caras. E aí? Curtiu?

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