Viagem: Gramado e Canela no natal!

Oi gente, tudo bem com vocês?  Como o prometido lá no meu instagram eu vim contar um pouco sobre Gramado e Canela, aquelas cidadezinhas super fofas que fui conhecer no natal.

Sempre tive vontade de visitar Gramado de tanto que já havia ouvido falar. Porém nunca tive a oportunidade antes, até que neste natal eu e meu irmão decidimos ir. Naturalmente não queríamos passar nosso natal em casa, estando ausentes nossos pais. Ia ser muito dolorido, então viajar foi a melhor solução. Como eu sempre ouvi falar muito bem de Gramado e Canela e o Natal Luz deles, nós lá fomos nós.

Gente, que encanto de cidadeszinhas! Eu acabei conhecendo mais Canela do que Gramado, pois como foi muito rápido – a viagem foi só o final de semana do natal, além disso o aeroporto de Caxias do Sul não é tão perto quanto eu imaginava, não deu pra aproveitar mais. Houve ainda um agravante que o lugar onde fiquei hospedada era bem isolado e o acesso era por uma estrada de terra.

Fiquei hospedada em um parque chamado Parque da Cachoeira. É um lugar super fofo que conta com alguns chalés e fica literalmente do lado de uma cachoeira linda. É o tipo de lugar que você vai pra não ter que sair. O único som que se ouve é dos passarinhos cantando e das águas da cachoeira complementando a cantorinha dos bichinhos. Nem o celular pega direito. É aquela paz completa sabe? Aquele silêncio. O relaxamento total tão necessário nos dias de hoje. Isso fez com que eu tivesse menos tempo ainda para explorar as cidades, mas o pouco que vi foi delicioso.

Vou colocar algumas fotos aqui que fiz durante a minha viagem com minha canon maravilhosa. As fotos dão apenas um leve gostinho da gracinha que é aquilo lá, mas já dá pra ter uma ideia. Aliás, meu irmão até comparou a rua principal de Canela com a entrada do Magic Kingdom, e ele tinha razão, parecia mesmo!
Gramado e Canela

Gramado e Canela

Gramado e Canela

Gramado e Canela

Gramado e Canela

Gramado e Canela

Gramado e Canela

Gramado e Canela

Espero que tenham gostado! Se quiserem ver mais algumas fotos, tem lá no meu flickr Cyn Cardoso.

Beijos e até a próxima! 😉

Conto: Uma garota (quase) como outra qualquer

Vampiro
Projetado pelo Freepik

 

Ela dançava ao ritmo dos hits daquele verão. Estava em um país diferente, com seus amigos recém adquiridos em um chalé que só funcionava naquela estação do ano.

A decoração era rústica dando a entender que a temática do lugar tinha algo a ver com as praias do Havaí. Mesmo estando em meio a montanhas. O lugar era todo feito para que os frequentadores se transportassem dali para lugares que consideravam mais alegres e cheios de vida, já que na maior parte do ano aquele país era frio e levemente inóspito. Querendo ou não todos temos algum desejo de estar em outro lugar. E ela estava.

Ela dançava tentando se deixar levar pela experiência de conhecer algo novo no país onde habitaria por um tempo. Quem a olhava de longe dançando com o grupo de amigos, poderia pensar que estava completamente à vontade naquela atmosfera. Mas de perto, se parasse para conversar com ela, talvez percebesse que era algo meramente superficial e exterior.

Enquanto seu corpo se movia com o fluxo daquele ritmo alegre, a mente dela fervilhava de preocupações. Queria ser aceita. Fazer parte daquilo, ser tratada como igual. Mas ela não era igual. era completamente diferente. Claro que cada um tem suas particularidades, mas ela não era uma jovem de 25 anos como qualquer outra. Ela se preocupava demais e aproveitava de menos.

Gostaria de ser uma dessas meninas espontâneas e alegres, que tem a sensualidade fácil à flor da pele. Gostaria de ter o riso fácil e ser articulada de maneira espontânea sem medo de falar besteira. Mas ela era dessas meninas tímidas e inseguras que morreria se fizesse papel de boba. Ela simplesmente não consegue aproveitar os momentos com a inocência de uma criança livre pois tem constantemente medo de ser julgada.

Exteriormente aparentava ser livre, mas era prisioneira de si mesma. O forte bullying sofrido na infância a fez mais forte sem sombra de dúvidas, mas ao mesmo tempo a fez mais frágil. Sua autoestima era fragilizada e para ela era um exercício diário esse fortalecimento. Estava tentava exorcizar a tensão com a dança. Sua timidez era um entrave sim, mas havia algo mais.

Ela observava ao redor enquanto dançava. Seus amigos riam e bebiam. Talvez a única pessoa que não estivesse ligando para a bebida era ela. Foi aí que ela percebeu um cara observando-a. Era alto, esguio, cabelos muito negros e penetrantes olhos verdes. De pele muito alva, estranhamente usava um casaco moletom escuro. Estava calor, por que diabos ele estaria usando aquilo.

Como temia ele se aproximou lentamente. Ela deixou que o fizesse. Como resistir à alguém tão bonito? Era tudo o que uma garota sonhava. Então por que sua tensão apenas aumentava?
Olhando discretamente em volta enquanto o misterioso homem se aproximava ela pôde ver que estavam todos como hipnotizados pela música e pelo ambiente. Era como se estivessem todos em transe. Menos ela, o homem misterioso que se aproximava, a barista e o DJ. Todos os seus instintos a deixaram mais alerta do que antes. Com uma olhadela rápida viu que o barista prestava atenção no movimento do homem. Olhavam para ela. As feições deles já não eram as mesmas tinham algo de animalesco e sedento.

O misterioso homem agora estava há milímetros dela, se insinuando. Dançando da maneira mais sensual que podia, procurando tentar não deixar transparecer seus medos, ela dançava agora com o corpo grudado ao daquele homem. Qualquer mulher teria dificuldade em resistir à beleza e ao charme daquele cara misterioso. Usava um perfume inebriante, com um quê de mortal.

Ele agora respirava pesadamente em seu pescoço enquanto dançavam. As mãos dela percorriam o corpo dele e ela podia sentir os seus músculos por baixo daquele moletom escuro. Mesmo com toda aquela música alta ela pode ouvir um leve rosnado e o bafo quente dele em seu pescoço. Era o momento de pensar e agir rápido. Era agora ou nunca.

Com a mão esquerda acariciava o peito musculoso dele procurando ser o mais sensual possível e demonstrando que estava na dele. Pela fenda de seu vestido, com a mão direita alcançou o objeto que salvaria sua vida naquela noite, e com sorte, a vida de seus amigos que de nada desconfiavam. Foi tudo muito rápido. O vampiro estava prestes a se alimentar dela quando ela o surpreendeu enfiando-lhe a estaca que carregava sempre consigo no coração do monstro. Ele sibilou de dor e caiu no chão exibindo seus olhos agora vermelhos e suas presas afiadas. ela o olhou com desprezo e pisou na estaca, enterrando-a mais fundo no peito do vampiro que no mesmo instante se desfez em uma gosma nojenta.

Claro que o perigo não tinha acabado, pois as coisas pra ela nunca eram simples ou fáceis. Ainda tinha a barista muito puta da vida querendo arrancar o coração dela e o DJ que sabe Deus lá que maldades tinha planejado para aquela noite. O baristas quebrou uma garrafa de vodka na beirada do balcão e avançou ameaçador na direção dela. Ele tinha os olhos vermelhos de ódio e dentes bem afiados. Será que ela tinha acabado de matar o namorado dela?

Quando a vampira enfurecida pulou na direção dela, ela se abaixou rapidamente, pegou a estaca em meio aquela gosma que foi o vampiro bonitão que acabara de matar, e sem muito tempo para sentir nojo se concentrou na luta que viria a seguir. Agora era ela contra dois vampiros furiosos. Não havia tempo para sentir absolutamente nada. Apenas tempo para fazer aquelo para o qual fora treinada a vida toda e salvar a todos ali, não apenas seus amigos. A música continuava tocando alta, e agora as luzes piscavam forte. O DJ não deu ponto sem nó. Tudo para confundir o máximo possível a caça-vampiros.

Primeiro ela precisaria dar cabo da vampira maluca com a garrava de vodka que estava prestes a atacar novamente. Uma estava de frente pra outra em postura de ataque. A vampira sibilou de ódio e atacou novamente, correndo em direção da caça-vampiros, agitou a garrafa quebrada na direção dela, numa tentativa de cortar sua garganta para poder beber direta,ente da ferida aberta. A caça-vampiros conseguiu desviar a tempo e com um giro agarrou a vampira enlouquecida de raiva por trás, segurando o braço e o pescoço da vampira tentando desarmá-la. A vampira deu uma cabeçada na caçadora fazendo-a cambalear para trás e esbarrar em uma das pessoas que ainda dançava em transe completamente alheia ao que tava acontecendo. Umas pessoas, inclusive, dançavam sobre os restos mortais do primeiro vampiro sem nem se darem conta do quão nojento estava o chão.

A vampira já avançava novamente e a caçadora se preparava pro próximo round, quando foi agarrada por trás pelo DJ psicopata. A vampira louca riu de satisfação como se já tivesse ganho a batalha e encostou uma ponta da garrafa quebrada no pescoço dela.

“Agora você me paga pelo que fez ao Kevin” – disse ameaçadoramente a vampira sedenta – “E quando acabar com você, vou esquartejar cada um dos seus amiguinhos aqui.”

“Kevin? Mas que porcaria de nome babaca pra um vampiro é esse? Não me diga que seu nome é Winnie?” – debochou a caça-vampiros, deixando a adversária mais puta da vida.

O DJ apertou mais os braços dela, e a vampira rosnou com ódio. Antes que a vampira cravasse de vez aquela ponta da garrafa quebrada no pescoço dela que já estava com um corte superficial, a caça-vampiros deu um belo chute entre as pernas da vampira que só ficou ainda mais puta, mas se afastou o suficiente pra que a caçadora conseguisse se desvencilhar do DJ- vampiro com uma rasteira e avançar em direção da vampira-louca. Deu-lhe um chute alto dessa vez no meio da cara, deixando-lhe cambaleante, para segundos depois cravar-lhe a estaca no peito de maneira certeira.

“Ok, menos um” – pensou já se preparando para atacar o DJ. A estaca ainda estava no peito da vampira doida agonizante e ela precisava ganhar tempo. “Por que diabos eu trouxe só uma estaca?” – pensou correndo para o bar. O DJ-Vampiro rosnava pra ela, e corria em sua direção. Talvez a melhor coisa mesmo fosse atraí-lo para longe das demais pessoas. No bar, decidiu usar a mesma tática da vampira-barista-louca e se armou de uma outra garrafa quebrada. “Clichê, mas se funcionar, beleza” – ela pensou vendo o vampiro se aproximar mais puto ainda. Só que ele era mais forte e mais inteligente que a Winnie do Kevin e desta vez a agarrou e enfiou a cara dela no balcão, subjugando-a. Sentiu o cheio do sangue que escorria da ferida do pescoço dela e arreganhou os dentes. Tá, ele não era tão mais inteligente assim. Visto que confiou demais em sua própria força e esqueceu que ela poderia usar as pernas para atingi-lo. Com sua perna direita, deu-lhe um coice entre as pernas, o que o enfureceu ainda mais. Mas a movimentação foi o suficiente para libertar uma de suas mãos e alcançar uma faca que estava largada ali no balcão e ela só pôde vê-la graças ao vampiro que enfiou sua cara ali com truculência.

O vampiro poderia estar puto da vida, mas ela também estava.Quando o vampiro recobrou o equilíbrio, ela cravou a faca na mão direita dele, prendendo-a ao balcão. Se desvencilhando dele, ela pulou o balcão correndo em direção aos restos nojentos da vampira e pegando sua estaca de estimação que estava naquele estado de imundice. Foi apenas o tempo de se levantar e ver o vampiro com ódio nos olhos e a mão rasgada e pingando sangue pronto pro ataque. Ela pegou impulso correndo na direção dele e ele na direção dela. Não podia hesitar. Quando estavam prestes a colidir, ela se abaixou, dando-lhe uma rasteira final e cravando a estaca no peito do vampiro caído à sua frente.

“Você é um péssimo DJ.” – disse cuspindo na cara dele e vendo seu corpo liquefazer. Pegou sua estaca de volta, fez cara de nojo olhando para ela em suas mãos. E se virou pra olhar as demais pessoas que continuavam dançando. “Puta merda, meu vestido!” – ela pensou ao olhar o estado de seu vestido de alcinha que antes era branco com florezinhas estampadas e agora estava todo sujo de sangue e nojeiras de vampiros.

Olhou pro público daquela danceteria temática e suspirou com desanimo pensando no que ia fazer com aquele povo todo que logo ia acordar do transe. E como diabos ia se explicar para os seus novos amigos? Por que cacetes voadores ela tinha que querer tanto ser aceita? “Sabia que deveria ter ficado em casa vendo Netflix. Saco.”

A Maldição do Tigre, de Colleen Houck

Oi gente! Como vocês estão? Como foi o final de ano de vocês? Espero que tenha ido tudo certinho!  Eu tirei uns dias de férias, mas agora estou de volta e gostaria de começar o ano com minha primeira de muitas resenhas do livro: A  Maldição do Tigre!

A Maldição do Tigre

A saga Maldição do Tigre me foi apresentada pela minha querida amiga Lilian Raquel em um momento muito difícil da minha vida.  Nossa amizade tem lá seus 15 anos já (acho que é mais ou menos isso, pois meio que ja perdi as contas, desculpa Lee!) e sempre acompanhamos as alegrias e tristezas uma da outra mesmo morando longe. Ela sempre me apresenta vários livros interessantes. Como leitora ávida, ela já leu mais histórias do que eu posso sequer contar e ela sempre me passa as melhores. Como eu disse, ganhei essa saga de presente dela em um momento difícil da minha vida, e a história me ajudou muito, pois permitia com que eu me desligasse da difícil realidade e sonhasse um pouco, me ajudando a manter a sanidade.

E que saga linda! Eu não sabia nada sobre ela até começar a ler. Simplesmente aceitei o presente de bom grado, afinal confio no bom gosto da minha amiga para leitura. Ela me diz “Olha, esse é muito bom! Leia!”, eu simplesmente aceito e nunca me arrependo. Então, tentarei resenhar pra vocês sem spoilers, já que nem todo mundo gosta e eu, particularmente, não sou fã de estragar as surpresas alheias.

Do que se trata, afinal, essa história? É sobre uma menina chamada Kelsey Hayes, que perdeu os pais e mora com os tios, mas precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Até aí, ok, nada demais. A história começa a me causar estranheza no momento em que ela arruma um emprego em um circo. Pensei “Mas gente, quem arruma emprego em circo?” e segui lendo pois isso despertou a minha curiosidade. Eu, no lugar dela, certamente não iria me virar tão bem nesse tipo de trabalho. Mas Kelsey, apesar das perdas, é uma garota que encara a vida com coragem. Aquele tipo de pessoa que se tiver com medo vai com medo mesmo.

É lá nesse ambiente circense que ela conhece a atração principal: um tigre branco de olhos azuis. Eu teria medo de me aproximar. Mas o animal era tão lindo e tinha um olhar tão peculiar que Kelsey não só se aproxima como passa a cuidar do bicho. Alguns eventos ocorrem e ela descobre que o tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos.

Por alguma razão Kelsey pode ser a única pessoa a ajuda-lo a ter sua humanidade de volta e acaba embarcando em uma incrível viagem ao lado do tigre. Ela o leva de volta à Índia contando com a ajuda do super querido Sr. Kadam e lá começa uma perigosa jornada para decifrar a profecia que ajudará Ren voltar à sua forma humana e se libertar da maldição. Durante esta jornada precisarão enfrentar diversas criaturas sombrias em mágicas, conhece mundos místicos cheios de perigo e a maravilhosa deusa hindu Durga.

A história se desenvolve com várias reviravoltas. Kelsey se apaixona por Ren, mas as coisas são mais complicadas do que parecem. São 4 livros da saga onde você percebe o trabalho minucioso de pesquisa da autora Collen Houck, onde ela fala de mitologia hindu lindamente – o que eu particularmente amei ver, como praticante de yoga tive contato com um pouco dessa mitologia super rica.  Há várias cenas de ação, lutas, batalhas épicas e muita criatividade da autora. Aquele tipo de história que você se apaixona e torce pelos personagens e  é claro que há um vilão a quem odiar.

A Maldição do Tigre

A construção dos personagem é bastante cuidadosa. Mesmo aqueles que aparecem poucas vezes servindo de apoio à história são inesquecíveis. Vale muito a pena acompanhar a saga até o fim, pois o desfecho é surpreendente.  A Maldição do Tigre é o primeiro volume da saga e lançado originalmente como e-book!

O livro de estreia de Colleen Houck ficou sete semanas no primeiro lugar da lista de mais vendidos da Amazon, entrando depois na do The New York Times. Os outros três livros são “O Resgate do Tigre“, “A Viagem do Tigre” e “O Destino do Tigre“.  Há também um prequel intitulado “A Promessa do Tigre” que conta mais detalhadamente como se deu a maldição.

A Maldição do Tigre

É uma dessas histórias épicas que quem é fã gostaria de ver no cinema. Eu imagino o visual do filme como uma explosão de cores da Índia, com muita magia e efeitos especiais lindos na tela.  A notícia boa em relação à isso é que já foram comprados da autora os direitos para a realização de filmes ou série de tv. Só não se sabe ainda quando será produzido.

No Brasil, A Maldição do Tigre e os demais livros da saga foram publicados pela Editora Arqueiro e a tradução é de Raquel Zampil.

Se você curte histórias de fantasia, leia que você não vai se arrepender. Depois me conta o que achou! E quem já leu pode deixar comentários aqui também! Vamos trocar idéias!

Beijos e até a próxima!